Ansiedade
Ansiedade. Seria a palavra que melhor descreveria o meu mês de maio. Aquela ansiedade que nasce quando a mente vive constantemente no futuro. Quando começo a entrar em parafuso perante a quantidade insana de coisas para fazer. A agenda profissional a transbordar. Dias que se prolongam para lá da hora de saída. E, mesmo assim, a sensação de nunca conseguir chegar a tudo. Quebrei um limite que tinha definido para mim, em nome do equilíbrio. Cheguei a casa tarde, exausta, e ainda assim liguei o portátil para trabalhar naquilo que exige maior concentração — precisamente aquilo para o qual, durante um dia demasiado preenchido, já não me restava energia nem capacidade de concentração. De repente, tudo se tornou agenda para cumprir. Até aquilo que deveria ser prazer, cuidado, bem-estar. A aula de pilates transformou-se num compromisso que me causava ansiedade. A aula de dança, com o peso acrescido dos ensaios do projeto coreográfico, passou a ser mais uma obrigação. A mentoria torn...