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A mostrar mensagens de abril, 2026

Passeio (quase) higiénico!

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Quando dei por terminado o meu dia de trabalho ontem, fiquei ali um momento indecisa: ir ou não à rua. Por um lado sentia o meu corpo a querer descanso na horizontal, por outro algo dentro de mim pedia sol e ar fresco na cara.  Calças de fato de treino, sweat, corta-vento. Equipei-me a preceito e saí. Cruzei-me com muitas pessoas a fazerem a sua caminhada, ou corrida, ao final da tarde. Calções, t-shirts. E eu ali, toda agasalhada, a parecer um peixe de boca aberta. Ofegante, sem sequer estar a fazer esforço físico. Soube-me bem o ar fresco da praia. O sol de fim de tarde na pele do rosto, na verdade a única pele exposta. Cheguei a casa cansada no corpo, e com algo mais leve na alma. Pelo caminho fui tirando fotos. Apreciando a vista. E agradecendo este privilégio de ter o mar ao fundo da rua, como quem vai ao quintal apanhar ar... e alfaces para o jantar. A gripe continua comigo, intensa e persistente. Eu continuo em teletrabalho, com formação online da parte da tarde. Sinto o cor...

A mesma porta, outra chave

Na época do COVID, quando todos estávamos em casa e o teletrabalho se tornou recurso para muitos profissionais, confesso que não gostei. Não gostei de estar trancada, de não haver uma fronteira física e definida entre o espaço de trabalho e o espaço doméstico e pessoal. Eu sei que o contexto era assustador: uma pandemia, muitas restrições, muita ansiedade e medo à mistura. Na altura, fiquei três meses em teletrabalho, desde a primeira ordem de confinamento. Fui das primeiras a regressar ao local de trabalho e circulava com uma declaração da entidade patronal no carro, para apresentar às autoridades, caso fosse questionada. Hoje estou em teletrabalho. Contexto totalmente diferente. Por estar com gripe, sugeri à chefia ficar em casa em regime remoto — antes isso do que faltar e deixar acumular. Posso não estar a 100% — nem em produtividade, nem em condições físicas —, ainda assim estou melhor do que se estivesse lá. Fato de treino, conforto térmico, sossego, chá de limão quente, medicaçã...

Quando o corpo impõe silêncio

Depois de uma semana emocionalmente intensa, marcada pela libertação de sombras que carregava — e de uma raiva que se soltou ao ver um "tribunal da moral" presidido por quem mais falha —, o meu corpo decidiu cobrar a fatura. É uma das experiências mais frustrantes da convivência humana: esse ruído que desafia a minha paz e mexe com as feridas da injustiça. E quando o barulho interno demora a acalmar, o corpo trata de impor o silêncio à sua maneira. Ontem, sem aviso, sem sinais, aconteceu o shut down . Uma gripe com direito a dores de corpo, mal-estar generalizado e um entupimento completo das vias respiratórias derrubou-me. Atirada para o sofá, apaguei. Hoje ainda estou convalescente. Um pouco melhor que ontem, mas ainda fragilizada. Optei pelo meio-termo: trabalhar em casa, no sossego e no conforto, com a caneca de chá a fumegar ao meu lado e sucessivos reforços de líquidos quentes — porque deixar acumular é uma forma de adoecer duas vezes. O corpo é muito sábio. Desde q...