Lembrei-me

Ao ouvir o quase desespero de uma colega da Linha de Apoio a falar com um cliente, aparentemente, com problemas de audição, lembrei-me de em tempos ter concorrido a uma vaga para rececionista de uma clínica de aparelhos auditivos.


Ora, ainda bem que não fui seleccionada.


 

Comentários

  1. AHaha, de vez em quando também me acontece.

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  2. Olá 
    É fodido ser surdo neste país porque tudo fala em voz de velório (super baixo)!
    Tenho problemas auditivos e uso prótese e utilizo o telefone todos os dias, não é preciso berrar para nós ouvirmos basta falar num tom ligeiramente mais alto.
    Acredito que o Sr era surdo mas não tinha prótese aí sim é complicado, mas devemos ser tolerantes com os outros, e colocar-nos no outro lado, não?
    Não sabemos o que o futuro nos reserva! Eu fiquei 50% surda de cada ouvido por causa da minha sinusite crónica, não era surda.
    Bjs

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  3. Não creio que o post tenha sido a ofender quem tem problemas de audição. 
    Meramente partilhei uma lembrança de um emprego para o qual concorri e que implicaria falar ao telefone e pessoalmente com pessoas surdas ou quase surdas, tendo por ponto de partida o atendimento complicado que a minha colega tinha acabado de fazer.
    Mas só por curiosidade, tenho nível I de linguagem gestual portuguesa. Certamente não o teria tirado se não tivesse algum respeito pelos surdos.

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  4. É complicado. Então se fosse comigo, que já gosto pouco de falar ao telefone... 

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  5. Eu odeio e não posso trabalhar sem ele.

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  6. A tolerância e o respeito pela especificidade de cada pessoa deve partir do próprio e dos outros. 
    O post não ofende ninguém. 

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  7. Eu também acho que não, confesso que não percebi a reação exaltada.
    Até porque o tema é sobre funções profissionais, e se falar ao telefone o dia todo não é fácil, ter de o fazer com pessoas com dificuldades auditivas, mais difícil seria. Isto ofende? É não ser tolerante? Não saber colocar-se no lugar do outro?

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  8. Atualmente, e por enquanto, não é ferramenta que use muito em contexto profissional. AInda bem! 

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  9. Concordo totalmente. És um maravilhoso exemplo de força. 

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  10. Desculpe, Dª Dulce mas o post da Pandora não tem nada de ofensivo.
    Eu trabalho na saúde há 15 anos, directamente com doentes e sei o desepero que ela fala.
    Se o doente não tem culpa de ser surdo, a pessoa que está atender também não tem. E a maioria das pessoas, são muito pacientes e compreenssivas e o facto é que em 90% das vezes tenho mesmo que gritar e que explicar as coisas várias vezes.
    O que nos deixa deseperados e exautos, bem como perder a voz como já me aconteceu várias vezes e tive que pedir á minha colega para continuar a explicar.
    Agora imagine estar com uma faringite e obrigarem-ma a falar alto e a repetir as coisas várias vezes, também não é fácil!

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  11. Olá,
    Creio que fui dura demais e peço desculpa, mas se quase todos os dias ouvissem piadinhas dos V/Colegas, e risinhos quando não ouço o que estão a dizer, certamente reagiriam assim.
    Na semana passada fui a uma formação, numa sala enorme, com poucas pessoas em que tinha, apesar de estar na frente, dificuldade de entender o formador, e a minha chefe que estava ao meu lado repetia as perguntas, vocês não imaginam a risota que foi, gente adulta, colegas.... fiquei possessa e depois li o post.... desculpe, sei que não era para ofender e sabe bem que gosto imenso do seu blog.
    Quando for a Aveiro faço questão de lhe pedir desculpas pessoalmente.
    Bjs 

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  12. Olá Dulce


    Sem problema, foi um descarregar de um dia menos bom, e entendo. A sério. 
    As pessoas gozam umas com as outras pelas coisas mais absurdas. Uma simples borbulha no meio da testa é motivo para chacota, problemas de saúde que causam algo tipo de restrição, idem. Se se tem peso a mais, se se tem a menos... enfim, vivemos numa época em que tudo serve para gozar ofensivamente.
    Eu sofro de falta de visão. Sem óculos ou lentes de contacto não vejo um boi. Já fui a caixa de óculos, a quatro olhos, em adolescente sentia-me mal na praia porque ou estava com os óculos ou habilitava-me a perder-me porque não vejo mesmo nada a não ser manchas. 
    Quando dei aulas tinha uma aluna com dificuldades auditivas. Ela estava à frente, fazia leitura labial para completar a falta de audição e os professores estavam avisados para falar de frente para ela, mais perto dela, mais pausadamente. E por mais cuidados que se tivessem, uma turma de 24 alunos de 7º ano dá trabalho, exige que se circule muito pela sala, que se vá a várias mesas, que se fale em várias direções. Não era esquecermo-nos dela. Era a própria dinâmica da aula e da turma. Felizmente não se ouvia os colegas a gozar com o problema dela. Pelo menos em sala de aula. 
    Foi essa experiência que me fez apostar num curso de língua gestual. Como entretanto não fui mais colocada e acabei por desistir do ensino, não avancei mais no curso. 
    O post era apenas para referir

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