Lembrei-me
Ao ouvir o quase desespero de uma colega da Linha de Apoio a falar com um cliente, aparentemente, com problemas de audição, lembrei-me de em tempos ter concorrido a uma vaga para rececionista de uma clínica de aparelhos auditivos.
Ora, ainda bem que não fui seleccionada.
AHaha, de vez em quando também me acontece.
ResponderEliminarOlá
ResponderEliminarÉ fodido ser surdo neste país porque tudo fala em voz de velório (super baixo)!
Tenho problemas auditivos e uso prótese e utilizo o telefone todos os dias, não é preciso berrar para nós ouvirmos basta falar num tom ligeiramente mais alto.
Acredito que o Sr era surdo mas não tinha prótese aí sim é complicado, mas devemos ser tolerantes com os outros, e colocar-nos no outro lado, não?
Não sabemos o que o futuro nos reserva! Eu fiquei 50% surda de cada ouvido por causa da minha sinusite crónica, não era surda.
Bjs
Não creio que o post tenha sido a ofender quem tem problemas de audição.
ResponderEliminarMeramente partilhei uma lembrança de um emprego para o qual concorri e que implicaria falar ao telefone e pessoalmente com pessoas surdas ou quase surdas, tendo por ponto de partida o atendimento complicado que a minha colega tinha acabado de fazer.
Mas só por curiosidade, tenho nível I de linguagem gestual portuguesa. Certamente não o teria tirado se não tivesse algum respeito pelos surdos.
É complicado. Então se fosse comigo, que já gosto pouco de falar ao telefone...
ResponderEliminarEu odeio e não posso trabalhar sem ele.
ResponderEliminarA tolerância e o respeito pela especificidade de cada pessoa deve partir do próprio e dos outros.
ResponderEliminarO post não ofende ninguém.
Eu também acho que não, confesso que não percebi a reação exaltada.
ResponderEliminarAté porque o tema é sobre funções profissionais, e se falar ao telefone o dia todo não é fácil, ter de o fazer com pessoas com dificuldades auditivas, mais difícil seria. Isto ofende? É não ser tolerante? Não saber colocar-se no lugar do outro?
Atualmente, e por enquanto, não é ferramenta que use muito em contexto profissional. AInda bem!
ResponderEliminarSorte tua!
ResponderEliminarO que descreves nada tem de ofensivo.
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ResponderEliminarConcordo totalmente. És um maravilhoso exemplo de força.
Desculpe, Dª Dulce mas o post da Pandora não tem nada de ofensivo.
ResponderEliminarEu trabalho na saúde há 15 anos, directamente com doentes e sei o desepero que ela fala.
Se o doente não tem culpa de ser surdo, a pessoa que está atender também não tem. E a maioria das pessoas, são muito pacientes e compreenssivas e o facto é que em 90% das vezes tenho mesmo que gritar e que explicar as coisas várias vezes.
O que nos deixa deseperados e exautos, bem como perder a voz como já me aconteceu várias vezes e tive que pedir á minha colega para continuar a explicar.
Agora imagine estar com uma faringite e obrigarem-ma a falar alto e a repetir as coisas várias vezes, também não é fácil!
Olá,
ResponderEliminarCreio que fui dura demais e peço desculpa, mas se quase todos os dias ouvissem piadinhas dos V/Colegas, e risinhos quando não ouço o que estão a dizer, certamente reagiriam assim.
Na semana passada fui a uma formação, numa sala enorme, com poucas pessoas em que tinha, apesar de estar na frente, dificuldade de entender o formador, e a minha chefe que estava ao meu lado repetia as perguntas, vocês não imaginam a risota que foi, gente adulta, colegas.... fiquei possessa e depois li o post.... desculpe, sei que não era para ofender e sabe bem que gosto imenso do seu blog.
Quando for a Aveiro faço questão de lhe pedir desculpas pessoalmente.
Bjs
Olá Dulce
ResponderEliminarSem problema, foi um descarregar de um dia menos bom, e entendo. A sério.
As pessoas gozam umas com as outras pelas coisas mais absurdas. Uma simples borbulha no meio da testa é motivo para chacota, problemas de saúde que causam algo tipo de restrição, idem. Se se tem peso a mais, se se tem a menos... enfim, vivemos numa época em que tudo serve para gozar ofensivamente.
Eu sofro de falta de visão. Sem óculos ou lentes de contacto não vejo um boi. Já fui a caixa de óculos, a quatro olhos, em adolescente sentia-me mal na praia porque ou estava com os óculos ou habilitava-me a perder-me porque não vejo mesmo nada a não ser manchas.
Quando dei aulas tinha uma aluna com dificuldades auditivas. Ela estava à frente, fazia leitura labial para completar a falta de audição e os professores estavam avisados para falar de frente para ela, mais perto dela, mais pausadamente. E por mais cuidados que se tivessem, uma turma de 24 alunos de 7º ano dá trabalho, exige que se circule muito pela sala, que se vá a várias mesas, que se fale em várias direções. Não era esquecermo-nos dela. Era a própria dinâmica da aula e da turma. Felizmente não se ouvia os colegas a gozar com o problema dela. Pelo menos em sala de aula.
Foi essa experiência que me fez apostar num curso de língua gestual. Como entretanto não fui mais colocada e acabei por desistir do ensino, não avancei mais no curso.
O post era apenas para referir