Dolce Far Nienti
Hoje regresso ao trabalho depois de uma semana de pausa.
Uma semana.
Passou rápido demais. E foi vivida em slow motion.
Uma semana de férias em casa. Eu moro na praia, por isso juntei o melhor dos dois mundos: desfrutei do privilégio que é morar numa belíssima praia e aproveitei a minha casa e tudo o que a rodeia.
O tempo tem estado magnífico nas praias do norte. Sem nortada. Sem noites frescas e demasiado húmidas. A água do mar está q.b. - convidativa a mergulhos para refrescar.
Uma semana vivida sem relógio no pulso.
De cara lavada e cabelo revolto.
De chinelo no pé, biquíni e vestidos leves a cobrir (pouco) o corpo.
Saco com toalhas e o indispensável para horas estendida na areia, com vista mar.
Caminhadas.
Ir à esplanada do costume tomar café.
Fazer refeições leves em casa.
O tempo passado em casa era, sobretudo, no terraço.
Os gatos também gostaram desta alteração de rotina.
Dei uma nova capa ao meu Kobo, com cara de verão.
Li três livros.
Ouvi alguns episódios de podcasts que gosto e não tenho ouvido tanto. O da Mariana Alvim, Vale a Pena, é um perigo porque aumenta drasticamente a lista de livros a ler. E ainda tenho meses de episódios por ouvir.
O meu plano para esta semana de pausa era não ter planos.
Não ter relógio.
Não ter agenda.
Não ter compromissos ou horas marcadas.
Exceção para a tarde de sexta-feira que dediquei a mim. Uma massagem. Ida à cabeleireira tratar do cabelo.
Uma tarde para cuidarem de mim enquanto eu apenas existia.
E respirava.
Relaxada.
Também fui ao cinema: Odisseia, de Christopher Nolan.
Hei-de, talvez, provavelmente, escrever sobre o filme.
Ou não.
O que não falta são opiniões para todos os gostos. Gosto (só que não) particularmente daquelas que vêm de pessoas que nem devem saber o que é a Odisseia ou quem foi Homero.
E nem vou entrar na discussão se existiu realmente um cidadão grego de seu nome Homero que foi poeta e o criador das epopeias que se tornaram imortais.
Provavelmente as mesmas que acham que Camões foi um jogador de futebol.
Perdoem-me a ironia.
Tenho zero paciência para os especialistas em todas as matérias que povoam as redes sociais.
Também, por isso, me tenha mantido mais off.
O pouco tempo que dedico ao scroll no Instagram é, essencialmente, a treinar o meu algoritmo para me mostrar vídeos engraçados de animais e aquela malta que se dedica a fazer conteúdos para as redes com todo o tipo de paródias.
Rir ainda é, para mim, o melhor remédio para manter a sanidade mental.

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