A serenidade das coisas simples
Ontem, durante o meu momento quase ritualístico de autocuidado, dei por mim a refletir sobre a serenidade e a paz que transbordavam dentro de mim.
Nenhum grande acontecimento provocou essa sensação. Pelo contrário. Foi a própria simplicidade da vida quotidiana.
Chegar a casa. Dar um abraço ao marido. Encotrar à minha espera um lanchinho simples e docinho - um palmier que ele acabara de trazer da pastelaria (eu adoro palmiers).
Lancharmos enquanto falávamos sobre o nosso dia.
A seguir, ele preparou o jantar. Eu passei a ferro.
Jantamos descontraídos.
No fim, arrumámos a cozinha juntos: um punha a loiça na máquina, outro limpava a banca e preparava a marmita para o dia seguinte.
Pelo meio um carinho, uma beliscadela, um toque.
Pequenos gestos, subtism que fazem parte da nossa linguagem.
E percebi que isto é muito mais do que estar em casa juntos a dividir tarefas.
É sentirmo-nos casa.
Juntos.
Nas rotinas simples do dia a dia.
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