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Depois de ter lido de uma assentada dois livros de Fredrik Backman, estive naquele jejum de leitura, porque o que lesse a seguir poderia não ter o mesmo efeito e intensidade. Com a cabeça nas mudanças e, numa fase inicial, na grande odisseia de seleccionar e destralhar, não me sentia com grande vontade ou energia para a leitura. E assim se passou uma semana e pouco. 


Uma noite fui espreitar a minha biblioteca da Wook Reader e por ler estava outro de Fredrik Backman. Confesso que hesitei. E se não fosse tão bom como os anteriores? Comecei a ler... e em dois dias devorei-o. 


Ri-me muito. Comovi-me. E acabo o livro com um aconchego na alma, com esperança que a humanidade ainda pode existir e ainda há pessoas boas, e ainda há valores de interajuda e solidariedade, que as vidas das pessoas se cruzam com um propósito de algo bem maior. 


A verdade? A verdade em relação a tudo isto? A verdade é que esta foi uma história sobre muitas coisas diferentes, mas principalmente sobre idiotas. Porque todos tentamos fazer o melhor que podemos, a sério. Tentamos ser adultos e gostar uns dos outros e perceber como raio é que se enfiam as fichas de USB. Procuramos algo a que nos agarrar, algo por que lutar, algo por que ansiar. Fazemos os possíveis para ensinar os nossos filhos a nadar. Temos tudo isso em comum e, contudo, permanecemos quase sempre estranhos - nunca sabemos o que fazemos uns aos outros, como a sua vida é afetetada pela minha.


A genialidade de Backman está na aparente simplicidade de cenários, personagens, situações inusitadas e caricatas, algumas quase anedóticas. E ainda assim há uma complexidade profunda nos laços que envolvem as pessoas. Nos valores pelos quais se orientam, os sentimentos que as movem, e a forma como se entrelaçam caminhos e se unem umas às outras: a força da comunidade. 

Comentários

  1. olá 
    Também sou fã do 




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  2. Obrigada pela ousadia.  Não conheço, vou pesquisar pelo autor Eloy Moreno.
    Quanto a Bear Town e a Nós Contra os Outros, bem, esses livros tocaram-me imenso. Senti-me como se estivesse lá, como se pertencesse à comunidade de Bear Town e celebrasse com eles, e sofresse como eles. Foi uma experiência de leitura intensa e tão bonita simultaneamente. 

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