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A mostrar mensagens de julho, 2023

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Exercício físico. Bem estar. Duas expressões que costumam andar de mãos dadas, sempre juntinhas numa propaganda de vida saudável. Então alguém que me explique, assim como se eu fosse muito burra, como posso associar exercício físico a bem estar se depois de um treino com o PT fico: Dias seguidos com dores nos braços que mal consigo apertar/desapertar o soutien ou passar a esponja de banho nas costas. Dias com um andar novo, em que qualquer semelhança com um pinguim coxo não é coincidência, levantar da sanita exige que me agarre a alguma coisa, para logo a seguir largar, porque raios, também não posso dos braços. Sinto-me mais empenada que uma cadeira ferrugenta largada num ferro velho. Ora, e este sentimento leva-me a outro tipo de bem estar: ah o exercício físico faz bem à mente, à autoestima. O caralhinho é o que é. Sentir-me uma carcaça ferrugenta não abona muito na minha autoestima, e passar o dia sem perceber bem se dói mais as pernas, os braços, os ombros, ou as unhas dos pés tam...

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Julho quase a acabar. Eu quase a entrar de férias. Este ano ainda não pus os presuntos a apanhar sol na praia, nem um único mergulho no mar ou numa piscina. Não tive sorte com o tempo em maio, quando tive uns dias de pausa e papo para o ar, portanto só admirei a piscina da varanda do quarto ou da esplanada ao lado.  Este ano as férias de verão estão destinadas a... rufos... MUDANÇA DE CASA. Um mar de caixotes, um tsunami de merdas e merdinhas para encaixotar e mudar de sítio. Fico com suores frios quando penso na quantidade absurda e insana de coisas que acumulamos dentro de casa, mesmo quando achamos que somos minimalistas e temos o "essencial" e necessário. De repente descobrimos que há um conjunto de pratos que nunca usámos, que há três prateleiras cheias de copos e, nestes anos todos, usámos os que estão à frente... fora os que se foram partindo. E aquela sanduicheira que foi oferecida e foi usada uma vez? Já para não falar das gavetas cheias de cabos, cabinhos, carregado...

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Colega de trabalho liga-me para me falar de uma situação urgente que me ia enviar para eu tratar. - OK, envia o quanto antes porque vou de férias no fim desta semana - digo eu.  - OUTRA VEZ DE FÉRIAS? AINDA AGORA ESTIVESTE UM MÊS DE FÉRIAS? - com um total e absurdo tom de indignação.  Oi? Como? Ainda agora foi em maio. Um mês????? Foda-se, eu devo fazer mesmo falta, porque foram 11 dias de licença. 11 dias dá duas semanas e um dia. UM MÊS???? 

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Se não dedicas tempo e cuidados às tulipas que tens em casa, não são os girassóis que procuras na rua que te darão um jardim florido. 

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Não são só os thrillers que me fazem ler compulsivamente. Nos últimos 4 dias li estes dois de Fredrik Backman. A leitura compulsiva foi, essencialmente, muito emotiva. Foram inúmeros os momentos que me arrepiei e me emocionei ao ponto de ficar com lágrimas nos olhos. E sorrisos, também. Muitos foram os sorrisos de ternura, porque a vida, muitas vezes, traz desafios enormes, dores e sofrimentos que parecem impossíveis de ultrapassar, e são nesses momentos de sombras e trevas que, no meio do gelo, vem o calor humano. É muito mais do que ler as histórias das várias personagens que compõem a pequena comunidade de Björnstad. É sentir a dor delas, a força que emana dessa dor, é comovermo-nos com a solidariedade, com o espírito de interajuda tão subtil e silencioso quando à volta o ódio e as rivalidades parecem vencer.  Estou naquele momento em que não sei o que ler a seguir, porque o que quer que venha a seguir vai ficar aquém das emoções que estas personagens de Björnstad despertaram, do qu...

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Que tristeza é essa logo de manhã? - ouvi, enquanto esperava que a máquina acabasse o café. Se soubessem. Se soubessem... Prende-se o olhar num horizonte vago, fixa-se um ponto qualquer para que as lágrimas não corram. E elas acumulam-se cá dentro.     

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Entrámos na segunda metade do ano. O verão chegou, o calor, o cheiro a férias (as minhas ainda não, estão quase a chegar).  Olho para o número de posts escritos. Este é o 60º. Lá se foi a ideia de 1 post por dia para chegar ao fim do ano com 365. Paciência. Recordando as minhas próprias palavras: Expetativa : conseguir escrever 365 textos* em 365 dias.  Realidade : pode haver dias que sai mais que um texto. Pode haver dias que não sai texto nenhum. Pode voltar o vazio, o silêncio e o bloqueio. Pode acontecer tanta coisa que me faz vir aqui ou afastar-me.  Para registo: tenho lido imenso (cada livro dura-me dois dias, o fim de semana basicamente). TV zero, nem como barulho de fundo para fazer companhia em casa. Mais depressa coloco os phones e vou ouvindo podcasts enquanto ando nas minhas tarefas domésticas. O tempo em casa também tem sido pouco. Durante a semana e após sair do trabalho, a agenda divide-se entre ginásio, aulas de dança (retomei os ensaios para a coreografia), gerir as ...