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Julho quase a acabar.
Eu quase a entrar de férias.
Este ano ainda não pus os presuntos a apanhar sol na praia, nem um único mergulho no mar ou numa piscina. Não tive sorte com o tempo em maio, quando tive uns dias de pausa e papo para o ar, portanto só admirei a piscina da varanda do quarto ou da esplanada ao lado.
Este ano as férias de verão estão destinadas a... rufos... MUDANÇA DE CASA. Um mar de caixotes, um tsunami de merdas e merdinhas para encaixotar e mudar de sítio. Fico com suores frios quando penso na quantidade absurda e insana de coisas que acumulamos dentro de casa, mesmo quando achamos que somos minimalistas e temos o "essencial" e necessário. De repente descobrimos que há um conjunto de pratos que nunca usámos, que há três prateleiras cheias de copos e, nestes anos todos, usámos os que estão à frente... fora os que se foram partindo. E aquela sanduicheira que foi oferecida e foi usada uma vez? Já para não falar das gavetas cheias de cabos, cabinhos, carregadores e velhos telemóveis que foram sendo atirados para lá sem saber que destino lhes dar.
Eu sei, eu sei. As mudanças de casa dão uma trabalheira do caraças, e no fim tudo vai valer a pena. O durante é que é fodido. Porque é o encaixotar, o levar e depois o organizar no nova espaço. E isto é um resumo muito breve do que me espera nestas férias. Também é a oportunidade ideal para praticar a arte do desapego. Com os níveis de stress em crescendo, pode atingir-se aquele clímax de juntar um monte e atear-lhe fogo.
Ainda assim, grata por até ter calhado em altura de férias, que estamos mais disponíveis (e cansados) e podemos dedicar o tempo e (pouca) energia a esta trabalheira. Este que bom calhar nas férias é na verdade fruto dos prazos inicialmente previstos. Sim, a esta altura eu já devia estar instalada na nova morada.
E esta história de "atrasos" deve ser assim uma espécie de bandeira nacional, porque tudo atrasa neste país. Agora também tenho os fornecedores das mobílias a dizer que só entregam e montam depois de 14 de agosto. E só me apeteceu mandá-los visitar a santa da mãezinha que os deu à luz. É que o acordado e contratado foi entrega e montagem em final de JULHO. Na semana em que querem entregar e montar já estamos de regresso ao trabalho e sem disponibilidade de horário. Ah e tal porque precisam da equipa para a montagem numa feira em que vão estar, e mimimimi. Sim, e todos os anos estão nessa feira, que todos os anos acontece na mesma altura. Não há aqui qualquer imprevisto que não seja apenas e só a má gestão de tempo. #fodeibos. Também vou atrasar o pagamento da fatura duas a três semanas a ver se gostam.
Inspira... expira... inspira... expira... fodaaaaaaaaa-seeeeeeeee!
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