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A mostrar mensagens de janeiro, 2023

26/365

Se estás triste, ouve salsa. Em vez de lágrimas dás por ti a marcar o ritmo com o pé e com uma enorme vontade de saltar da cadeira e dançar. Dançar. Apenas isso. Dançar ao som quente de uma salsa cubana. E o isto faz tão bem à autoestima, que a tristeza começa a recuar, a sair de fininho. 

25/365

Hoje atingiu-me a dor que trago na memória. Ou será a memória dessa dor? Ou serão as memórias que reavivam a dor?  Será que ainda dói, ou é apenas a dolorosa memória da profunda dor que senti? E estes picos de raiva que vêm e me consomem? A intensidade é menor, sim. A duração também. Mas ainda vem. Esta raiva pelo egoísmo de outrem, por me terem ferido de morte sem medirem consequências.  A raiva passa logo. Vem como uma onda que me faz fincar os pés para para não me derrubar. Já a dor, ou a memória da dor, essa fica mais um pouco, num embalo a marulhar, conforme vem e arrepia todo o corpo até à alma, vai deixando-me os pés mais assentes na areia.  Hoje é um dia em que a dor veio. E acolho-a para que cumpra o seu propósito. A seguir há-de ir. E quando for, as minhas raízes estarão mais firmes, um pouco mais profundas. 

24/365

Resumo de um fim de semana: Fui ao cinema. Fui à cabeleireira pintar o cabelo. Almocei numa esplanada em frente ao mar. Soube bem apanhar vitamina D, não obstante o frio que congelava as entranhas. Acabei o 2º livro do ano.  Vi uma mini série na Netflix.  Vi um filme na Netflix.  

23/365

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Encontrei um antigo colega das danças, que já não via há bastante tempo. Todo sorridente, perguntou-me se eu estava de esperanças. Confesso que não percebi de imediato a pergunta, e ao meu franzir de sobrancelhas ele esmiuçou: estás de bebé? - Eh pá, ainda não. Estou mesmo gorda. E mesmo quando eu já tenho pensada uma resposta sarcástica para este tipo de situações, ainda não me saiu o "já se nota? Foi ontem". Continuo a ser meia que apanhada de surpresa quando levo com estas questões.     

22/365

Ontem, ao sair do trabalho, apercebi-me de uma linha no horizonte em tons laranjas e rosados. Antes de entrar no carro, inspirei devagar a olhar para aquelas pinceladas de cor no céu. Fechei os olhos e fui ao meu baú das memórias revisitar um pôr do sol guardado.  Um dia hei-de morar perto do mar. E poder estar mais perto destes tons de fogo num céu a escurecer. 

21/365

Ao terceiro episódio de Extremamente Desagradável, sobre a inspiradora Cristina Talk, eu estou aqui a chorar a rir. E as gargalhadas vêm, não quando a Joana Marques intervém, mas sim quando ouço aquela voz da Cristina Ferreira,  carregada de pausas dramáticas, como se fosse desvendar o segredo mais bem guardado do mundo. Aquele tom de voz de quem, alegadamente, diz coisas inteletual  e espiritualmente profundas, tão profundas... só que não.    

20/365

O fim-de-semana, que parece ter sido há uma eternidade, teve tanta coisa boa. Namoro, petiscos, sangria e conversa entre amigas (momentos destes valem por muitas horas de terapia), teve formação, teve descanso, teve séries. Também teve aspirar o pó e pôr roupa a lavar, fazer sopa e assar pernas de frango. E terminou com ronha no sofá com os gatos.  Quando chego à segunda feira a pensar que tenho as baterias carregadas para uma semana de trabalho, ainda nem a manhã vai a meio e vem uma avalanche de "fogos". Para não variar, lá tenho de pôr o meu planeamento de trabalho de lado e correr uma mini maratona para resolver urgências que deixam superiores hierárquicos com muita pressa e em taquicardia.   Podia ser fim-de-semana outra vez. Já. E de preferência prolongado.   

19/365

Chego ao fim do dia de trabalho exausta. E a exaustão vem mais de ter de aturar egos tão inflamados, que da própria estupidez não têm noção. O horizonte da sua visão não alcança para além da ponta do nariz. Isso e achar que o universo gira em torno dos seus umbigos. Seria assim uma utopia tão inalcançável se as pessoas fossem mais profissionais e menos egocêntricas? Foooooo-daaaaaa-seeeeeee... mantra em loop enquanto pratico a dita respiração para acalmar.   

18/365

"Cada um trava a sua batalha, supera a sua raiva como quer. Ela é artista, não a ponham a fazer limonada, se se quer liberar assim que o faça, estou totalmente de acordo com ela. Está a fazer música, não é nada que não saiba fazer."   (Keityn, compositor)   A reter: cada um trava a sua batalha e supera a sua raiva como quer. Como lhe faz sentido. Como lhe é possível. Seria bom parar com os julgamentos e opiniões que ninguém pediu. Mais empatia, menos julgamento.  Esta citação foi retirada de uma entrevista dada pelo compositor que trabalha com Shakira, tendo sido co-autor do recente sucesso  BZRP Music Session #53.

17/365

Não aprecio a obra de José Saramago. Nem a sua escrita. Nem o estilo. Nem nada.  Então arrelia-me um bocadinho ouvir coisas como "obviamente, o meu escritor preferido é, claramente e como não podia deixar de ser, o nosso José Saramago" e outras que tais. Pois então que, para mim, advérbios como obviamente , claramente , ou locuções como tinha de ser ,  que transmitem este cariz de verdade universal, inquestionável e de obrigatoriedade moral mexem aqui com a minha bílis.  Herege que sou, reafirmo: não gosto de Saramago. Da escrita. Também não tinha qualquer tipo de simpatia pela figura.  Das verdades universais, inquestionáveis e das obrigatoriedades morais, não lamento ser do contra ou, apenas ter gosto e voz própria. Assim como assim, nunca tive muito jeito para seguir "rebanhos" só porque sim.    P.S. Ainda vou dar uma oportunidade para ouvir mais episódios de um podcast sobre livros, que descobri recentemente.  Claramente o episódio dedicado, exclusivamente, a J...

16/365

Há um ano atrás, e como parte integrante de um tratamento homeopático que fiz, estive cerca de 4 meses com uma dieta exclusivamente vegetariana. Correu melhor do que inicialmente imaginei.  Depois, fui integrando novamente a proteína animal na minha alimentação, ainda que o consumo tenha reduzido significativamente.  Não sendo estritamente vegetariana, alterno refeições vegetarianas com refeições com proteína animal, essencialmente peixe, carnes brancas ou carne de bovino (muito esporadicamente e reservado a alguns jantares fora de casa).  Ontem experimentei fazer uma receita que já tinha experimentado num restaurante vegetariano. Bifinhos de seitan e de tofu com cebolada. Fiz algumas pesquisas no Google, umas ideias daqui e outras dali, lá fiz os meus bifinhos.  Ficaram bem bons. E à medida que vou explorando este mundo das receitas vegetarianas, vou deixando para trás  as ideias de que são precisos alimentos estranhos ou caros, ou difíceis de encontrar. Aliás, desde que concilio a al...

15/365

Entre os comentários aos sapatos da talk da Cristina e os comentários à letra da mais recente música da Shakira, eu opto pelo offline. Que sossego.   

14/365

Segunda feira marcada pelo sucessivo bocejar. Não sei se fui picada por alguma mosca do sono, ou se estou a ficar como os gatos quando vem o tempo frio e a chuva, dormem aí umas 20 horas por dia. Mais a noite.   

13/365

Na sexta feira tive um assunto a fervilhar na ponta dos dedos. Segurei-me para não começar a escrever desenfreadamente. Principalmente porque o tema estava na ordem do dia nas redes sociais, e foi tal o circo montado em torno de um assunto tão sério, que acabei por segurar aquela minha vontade súbita.  Ainda bem que o fiz, porque o tema tem tido desenvolvimentos que acabaram por me afastar das redes sociais. E é tão libertador quando pego no telemóvel, em vez de abrir uma app de redes sociais, abrir a app dos ebooks. À conta disso, acabei um livro este fim de semana, comecei outro e estou bem lançada na leitura. Prevejo que até ao fim da semana tenho o livro concluído.   

12/365

Cansaço. Saturação. Frustração. Qual vem primeiro e desenvolve os outros?  Onde isto me leva? A em sentimento de ser insuficiente, incapaz. Desvalorizo-me.  E, quando me desvalorizo, desço a um abismo que já conheço e onde não quero ficar. Não me faz bem permanecer nesse lugar.  Portanto está na hora de parar, respirar. Centrar-me. Colocar-me no centro do meu foco. As minhas limitações não fazem de mim um fracasso. Nem são a minha fraqueza. Não me tornam insuficiente. E lá porque me atiram com várias coisas para tratar e resolver, eu sou só uma pessoa. Humanamente impossível resolver 30 coisas diferentes ao mesmo tempo. E se as querem resolvidas, reforcem a equipa, aumentem os recursos.  Lembrar-me da palavrinha mágica: não . Por respeito a mim própria. 

11/365

Há momentos na vida que são tão insólitos que uma pessoa até esfrega os olhos, belisca-se e questiona se está mesmo a acontecer ou não. A entrar numa rotunda, uma carrinha tipo furgão que seguia na faixa da esquerda vem para cima da nossa carrinha, que circulava na faixa da direita. E fugiu. Sim, fugiu. Simples assim. Ou não.  Conseguimos matrícula, temos testemunhas, reportamos imediatamente às autoridades.  E o fim do dia ontem parecia assim uma cena daquelas séries policiais que gosto de ver para me entreter.  Não faço ideia do que fez aquele condutor fugir. Não há feridos, nem vítimas, os danos materiais, não deixando de ser danos, não imobilizaram a viatura e aparentam não ser muito graves. Um acidente ligeiro transforma-se em algo muito mais penoso, com caráter criminal, porque aquela pessoa decidiu fugir do local. É de lamentar, acima de tudo, a falta de humanidade que aquela criatura revelou. Sem falar na imaturidade de, literalmente, fugir da sua própria responsabilidade. Não ...

10/365

Voltar aos dias de dor. Regressar àquele momento de enorme impacto emocional, que numa fração de segundo causou estragos que levarão tempo, muito tempo para reparar. Se é que há reparação possível. As cicatrizes ficam, não me iludo.  O tempo vai passando e estas visitas ao passado vão-se tornando menos frequentes, mais esporádicas. Deixam de ser visitas em que se vai de bagagem para uns dias, para as chamadas "visitas de médico". E aqui percebo o caminho já percorrido, o que já me cuidei e tratei para curar as feridas. O caminho é longo. Paciência comigo, com o meu processo, com as minhas dores. Permitir-me. Sem culpas. Ter raiva faz parte da cura. E sentir medo. Precisei esvaziar-me da raiva para ser capaz de partir para a empatia. E para a aceitação. Tudo acontece como tem de acontecer. E diria, se poeta fosse, que até no meio do esterco nascem flores. E agora, no presente, posso dizer que sim, algo de bom veio depois do muito mau.  Hoje deixo aqui a minha nota mental para ...

9/365

Ontem quando saí às 17h30 reparei que ainda era dia. Senti uma quase euforia. Depois de, finalmente, ter sido um dia de sol, sair do trabalho ainda com luz do dia revitalizou-me.  Hoje a chuva regressou, e longe de mim querer constatar o óbvio estado meteorológico, não nego o impacto que tem no meu estado anímico. Sou pessoa de sol, de luz, de calor. O inverno entristece-me e a chuva permanente e constante dá-me vontade de hibernar.   

8/365

Ontem fez uma semana que o Patinhas esteve, uma vez mais internado. Prognóstico extremamente reservado e a eutanásia foi assunto em cima da mesa. Para não nos precipitarmos na decisão, ele ficou internado em observação, ficou a oxigénio, a ver se controlavam a hemorragia (nasal), com medicação intravenosa.  Em outubro foi confirmado o diagnóstico de linfoma no septo nasal. Após TAC e duas biopsias. Em outubro, após uma semana de internamento, vivemos dias muito difíceis, com o Patinhas a não comer, a respirar pela boca, prostrado e exausto. Doía-me a alma vê-lo a ir à comida e não conseguir comer, respirava pela boca, ofegante. Enquanto aguardávamos pelo resultado da segunda biopsia, tememos que ele não sobrevivesse até termos um diagnóstico. Para não prolongar o internamento, que por si só gera stress e o faz deixar de comer, íamos com ele todos os dias ao hospital veterinário para receber soro e medicação intravenosa. Em casa era alimentado com patê através de seringa. Humedecia raçã...

7/365

Pequenas obras em casa, em dia de chuva. Foda-se.     

6/365

Finalmente fim de semana.  Primeira semana de trabalho do ano, pós mini férias, passou, ou melhor, voou.  O natal está arrumado numa caixa na garagem, e não fosse ainda andar a ouvir (e a dizer) "bom ano, bom ano" e teria a sensação que as festividades já acabaram há mais tempo. Os dias passaram, as rotinas regressaram, os horários instalaram-se. E assim a vida segue. 

5/365

Encomendei uma prenda de natal no dia 25 de novembro de 2022.  Chegou hoje. Antes tarde que nunca. Reflexão do dia: deverei começar a encomendar as prendas para o natal 2023? Just in case...   

4/365

Há despedidas que doem tanto. E talvez doam mais quando esperamos por essa despedida, quando temos consciência que podem ser mais algumas horas, ou dias, se for mais uma semana será (quase) milagre. É a cada minuto viver essa despedida, enquanto nos esforçamos para aproveitar esse momento de vida. Dar um beijo. Uma carícia. Olhar nos olhos e tentar não chorar. Dizer que se ama. Dizer obrigada. Pelos anos de presença na minha vida, pela amizade e amor incondicional, pela imensa ternura e mimo que encheram os meus dias nos últimos 14 anos.  Eu sei que falta pouco para me despedir, para o derradeiro adeus. E sei que se aproxima o momento em que deixar partir será um grande ato de amor. Eu sei tanta coisa e nenhuma me prepara para ficar sem o meu doce e mimalho Patinhas. [slideshow] https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6b18bc81/22413857_F3jp7.jpeg,https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be918c122/22413858_vz2pa.jpeg,https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7918bd6f/22413859_OszIQ.jpeg,https...

3/365

Já se pode arrumar as luzinhas e ceninhas natalícias? Assim que se acabam as festividades, olho para a árvore e já não me faz sentido nenhum estar ali. E para não variar, agora há aquela sensação estranha que isto das Boas Festas passam num piscar de olhos. São semanas, cerca de dois meses, a ver natal em todo o lado, a pensar no natal, a planear prendas, comidas, jantares, encontros, tudo à volta do natal. E de repente, chega e vai-se tão rápido como ver o Sozinho em Casa pela enésima vez. Estou aqui a pensar se aguardo pelo fim de semana para arrumar o natal na garagem, até ao próximo dia 1 de dezembro. Ou se hoje me dá uma energia de Grinch, e varro o natal para a sua caixa.     

2/365

Escrever sempre foi para mim importante, vital, terapêutico. Libertador. Passei, ao longo dos meus anos de vida, por diversos momentos de bloqueio. Uns maiores que outros.  Havia alturas em que escrevia imenso. Outras, nada.  Estou a sair de um desses momentos de nada. Exceção feita aos exercícios de psicoterapia, e houve alguns que fui adiando e fechando os olhos, evitando olhar para as sombras que precisavam ser encaradas, reconhecidas. Um tipo de escrita diferente do que pratico aqui no blog, como seria de esperar. Releio textos que escrevi ao longo deste tempo e alguns até poderiam ser aqui publicados, já com a distância necessária daquele momento de dor ou raiva ou desespero, ou simplesmente tristeza profunda. Textos que teriam, ainda assim, de ser trabalhados e editados para um formato mais público, digamos assim. Estou a falar de textos que escrevi num contexto de terapia e que são extremamente pessoais e íntimos. Privados.  Não é sobre esses textos que me debruço hoje. O que m...

1/365

Primeiro dia de um novo ano: 2023!  Agradecer os últimos 365 dias. Todas as aprendizagens. Todos os desafios. Cada lágrima e cada sorriso. A quem caminhou ao meu lado. A quem me segurou a mão. A quem me deu um abraço. Respirar. Olhar em frente.  Que sejam mais 365 dias. Com saúde, com Amor, com amizade, com serenidade, com coragem e com sabedoria para ser a minha melhor versão nos lugares que ocupo nesta vida.