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Há momentos na vida que são tão insólitos que uma pessoa até esfrega os olhos, belisca-se e questiona se está mesmo a acontecer ou não.


A entrar numa rotunda, uma carrinha tipo furgão que seguia na faixa da esquerda vem para cima da nossa carrinha, que circulava na faixa da direita. E fugiu. Sim, fugiu. Simples assim. Ou não. 


Conseguimos matrícula, temos testemunhas, reportamos imediatamente às autoridades. 


E o fim do dia ontem parecia assim uma cena daquelas séries policiais que gosto de ver para me entreter. 


Não faço ideia do que fez aquele condutor fugir. Não há feridos, nem vítimas, os danos materiais, não deixando de ser danos, não imobilizaram a viatura e aparentam não ser muito graves. Um acidente ligeiro transforma-se em algo muito mais penoso, com caráter criminal, porque aquela pessoa decidiu fugir do local. É de lamentar, acima de tudo, a falta de humanidade que aquela criatura revelou. Sem falar na imaturidade de, literalmente, fugir da sua própria responsabilidade.


Não me cabe a mim julgar as atitudes do outro. A participação às autoridades está feita, a identificação da matrícula é uma grande mais valia, agora é deixar que o processo se desenrole nos trâmites previstos. 


Eu? Bem, mais uma histórica rocambolesca para contar. 


 

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