O Yoga e eu

Artigo completo aqui, revista Saber Viver
Houve um tempo em que eu olhava para o yoga e achava que não era para mim. E não era. Naquele tempo. Demasiado parado e eu precisava de gastar energia em coisas mais mexidas, não tinha paciência, não tinha flexibilidade, e outras inúmeras coisas que me passavam pela cabeça. Havia aulas de yoga na escola de dança que frequento, e não me faltaram oportunidades e convites para experimentar. Adiei sempre.
No confinamento dei uma oportunidade ao yoga. E havia algo diferente. Em mim. Comecei a apreciar muito mais os movimentos fluídos que respeitam o corpo em vez de o estar a esforçar para além dos limites em aulas de cardiofitness, nos moldes de 40 segundos em modo intensivo a fazer um exercício e 10 segundos de repouso. Repetia. Várias Séries. Múltiplas dores musculares. Um andar novo. Ou não andava de todo.
No yoga aprendi a respirar. A centrar-me. A estar presente e focada. A parar. A aceitar os limites. A perceber que os limites são diferentes todos os dias e está tudo bem. A viver o momento, o aqui e agora, ir até onde eu posso naquele momento e está tudo bem. Respeitar os limites. Ir conquistando aos poucos, estendendo esses limites, com todo o respeito pelo corpo. Sem forçar. Sem rasgar músculos e ficar com dores durante dias.
O yoga tornou-se muito mais que uma forma de exercitar o corpo. Tornou-se muito mais do que exercitar o corpo. E por isso não me faziam sentido as publicações que via no Instagram de posições dignas de contorcionistas chinesas nos Jogos Olímpicos. E ontem encontrei o artigo acima mencionado e identifiquei-me com cada vírgula. O yoga é uma prática de autocuidado, é um hábito de amor-próprio. É isto. É tão isto. E sorri para mim ao ler o artigo, por saber que estou no meu caminho, não há certos ou errados, há o caminho que cada um escolhe para si. E o meu é este, o yoga como um dos meus momentos de autocuidado, pessoal e privado, uma das ferramentas usadas no meu desenvolvimento pessoal, na procura do meu equilíbrio interior. O bem estar que sinto por dentro é visível por fora.
Como concordo contigo
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ResponderEliminarYoga team.
A minha capacidade respiratória melhorou imenso. Nem imaginava que conseguia inspirar tão profundo. A flexibilidade vai aumentando, a resistência também. Não tenho um six pack definido, e não quero saber. Não é o meu foco. Comecei a perceber como o bem estar interior se estende para o exterior. A partir daí o foco muda, a perspetiva também. E muito mais que exercício físico, é um modo de estar na vida.
Comecei a praticar yoga a sério durante o primeiro confinamento, até lá já praticava mas ainda não estava entranhado, neste momento está. E a verdade é que mudei tanto a minha perspetiva e e o meu preconceito quanto à prática! Não sou ainda tão espiritual, mas aquele momento meu, em que trabalho o corpo e em que as minhas costas tanto apreciam, faz milagre ao meu eu interior. Sou realmente fã da yoga e mesmo sem o saber :P
ResponderEliminarJá fiz com instrutora e já fiz pontualmente em casa. Gosto muito do autocentramento e conhecimento do corpo sem objetivos de conseguir isto ou aquilo em termos físicos. Gostava de fazer com alguma consistência em casa, mas com alguma orientação, uma vez que nao tenho conhecimentos suficientes. Se puderes partilhar a tua experiência estou-te grata. O teu post veio mesmo a calhar. OBRIGADA 😘.
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