Confesso, chorei!
Acabei o livro que andava a ler. Da maneira como me prendeu assim que o comecei a ler, pensei que o acabasse em menos tempo, mas a correria do dia a dia e outras coisas que me ocuparam, em demasia, a cabeça, tiram-me um pouco a energia das leituras.
Acabei hoje e em lágrimas. Raio pá. O último capítulo, mesmo sabendo desde início qual seria o desfecho, afinal é o relato na primeira pessoa de uma história verídica, vai que uma pessoa chega ali ao derradeiro capítulo e começa a cair a lágrima quando aquela mãe sabe da morte do filho e é em crescendo que se vai chorando, como se acompanhássemos a tragédia que se abateu na família, como se sentíssemos a dor daquele funeral... enfim. Estou aqui ainda com um nó na garganta a tentar, tentar, imaginar a capacidade de amar incondicionalmente aquele filho, de gerir toda uma enorme família, vida pessoal e carreira sem, em momento algum, abandonar ou descartar aquele filho. A luta incansável, por vezes desesperada, para perceber a doença, para encontrar soluções e ajuda para controlar o que era, afinal, incontrolável. Comovente.
E não deixa de ser uma abordagem a uma doença pouco conhecida, pouco falada, e tantas vezes mal encarada, incompreendida e erradamente tratada: doença maníaco-depressiva, neste caso atípica, o que piora o cenário.
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