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A mostrar mensagens de agosto, 2025

O regresso

Chega aquela segunda-feira que assinala o regresso ao trabalho (irei ponderar em marcações futuras de férias regressar a uma sexta). Pessoa sai de casa leve, com aquela aura de quem descansou e carregou baterias. A bater palminhas por dentro a pensar que é um mês e repete a dose de férias.  E eis que chega ao seu posto de trabalho e... a cadeira?  Sim, imaginem-se a chegar e a depararem-se com a secretária onde se sentam para trabalhar e não há cadeira. E ninguém sabe da cadeira. E ninguém se apercebeu. Ah se calhar foi necessária para uma reunião na sala ao lado. Tudo bem, levam emprestada, devolvem à procedência. Nada. Não havia sinais da cadeira na sala de reuniões, e sem evidências, também não se pode acusar que algum colega se tivesse apropriado da dita. Situação constrangedora. Desconfortável. Uma situação de merda.  Fui buscar uma ao espaço de refeições, uma cadeira nada adequada a uma secretária, tão pouco a estar um dia inteiro sentada. Mas era isso ou era ajoelhar-me em frent...

Férias

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Já foram. Mais virão. Confesso que me dá alento saber que dentro de um mês estou novamente de férias. Das férias de agosto, ora começo por partilhar que andei a suspirar pelas férias (para depois elas durarem o tempo de um suspiro) e crente que seria apenas uma semana, melhor que nada. No início de agosto, na plataforma de registos de assiduidade apercebo-me que afinal tinha marcado duas semanas. Não sei o que é ganhar a lotaria, mas o que senti deve ser semelhante. Foram umas férias em casa (eu moro na praia) e em modo sem planos. E souberam tão bem. Dias de descanso, relax, sem horários, sem listas de tarefas ou compromissos. As manhãs estavam mais frescas, as tardes foram excecionais para estender a toalha na praia. Alguns mergulhos de mar. Não li tanto quanto gostaria, mea culpa que me deixei ficar a vegetar nas redes sociais tempo que teria sido melhor aproveitado a ler. Comprei um livro no mercadinho de verão que decorre durante o mês de agosto na praia onde moro. É um livro par...

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Há aniversários que se celebram em silêncio. Há datas que nos ficam marcadas para a vida e são lembradas e sentidas em silêncio. Profundo recolhimento. Nesses dias apetece colo. Consolo. Um abraço. Só que o acontecimento que marca a data em apreço é muito desconfortável. Para quem o recorda. Para os outros. Hoje, dia 4 de agosto, somam-se 5 anos do funeral do meu pai. Ontem, o dia para sempre registado na certidão de óbito. Ninguém me vai dizer: parabéns! Não é esse tipo de aniversário. O que dizer? Se eu quisesse palavras ocas, publicava uma qualquer homenagem nas redes sociais e haveriam alguns comentários, ou emojis tristes ou de coragem, ou coraçõezinhos brancos, pretos, quebrados ou com ligadura, para aqueles que não saberiam o que escrever, mas quereriam deixar um qualquer sinal de apoio solidário. Poupei-me a isso. A mim e aos outros.  A minha boa memória nestes dias é um desafio. Um suceder de recordações, de detalhes, como se passasse a bobina de um filme na minha cabeça. Lemb...