Férias

Já foram.


Mais virão. Confesso que me dá alento saber que dentro de um mês estou novamente de férias.


Das férias de agosto, ora começo por partilhar que andei a suspirar pelas férias (para depois elas durarem o tempo de um suspiro) e crente que seria apenas uma semana, melhor que nada. No início de agosto, na plataforma de registos de assiduidade apercebo-me que afinal tinha marcado duas semanas. Não sei o que é ganhar a lotaria, mas o que senti deve ser semelhante.


Foram umas férias em casa (eu moro na praia) e em modo sem planos. E souberam tão bem. Dias de descanso, relax, sem horários, sem listas de tarefas ou compromissos. As manhãs estavam mais frescas, as tardes foram excecionais para estender a toalha na praia. Alguns mergulhos de mar. Não li tanto quanto gostaria, mea culpa que me deixei ficar a vegetar nas redes sociais tempo que teria sido melhor aproveitado a ler. Comprei um livro no mercadinho de verão que decorre durante o mês de agosto na praia onde moro. É um livro para ler com atenção. E calma. Para ir absorvendo e integrando. Estou a adorar.


Jantei fora, fiz churrascos no terraço, fui cliente diária do meu bar de praia preferido. Bebi caipirinhas. E cidras. Também bebi muita água com gás. Comi gelados. E churros. Fui a concertos patrocinados pela Câmara Municipal no âmbito do programa Anima o Verão. Praticamente não andei de carro nessas duas semanas. 


Desfrutei da vila piscatória onde moro. E também senti os constrangimentos que o turismo de massas traz: a confusão generalizada, espaços cheios, estacionamentos à pinha, restaurantes e esplanadas a abarrotar, os serviços num caos, e a boa educação e civismo e irem pelo esgoto. Impressão minha ou as pessoas estão cada vez piores naquilo que seriam os mínimos olímpicos de respeito e consideração ao próximo? 


Enfim... 


As férias foram boas. Tão boas que, por mim, continuava 


E ontem o regresso ao trabalho. O post está tão leve que vou ficar por aqui.

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