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A mostrar mensagens de abril, 2024

Pensamento do dia

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São as pequeninas coisas da vida que trazem grandiosidade

Ontem, depois da aula de pilates, em vez de virar em direção a casa, virei em direção à praia. Pouco passava das 21h. Estava uma noite agradável, temperatura amena, convidava mesmo ao passeio ao ar livre. Caminhei pelo estradão junto à praia, respirei a maresia, contemplei os tons da noite que se refletiam na água do mar. Olhei para cima e sorri ao ver um céu pontilhado de estrelas. Senti uma paz tão boa dentro de mim. Eu, que tenho andado a travar lutas internas, que tenho-me colocado novamente a (re)viver dores e mágoas do passado, que atiram a minha autoestima e valorização pelo precipício abaixo, senti naquele momento uma calmaria dentro de mim. Uma sensação de acolhimento me abraçou. Tudo foi como tinha de ser, e só assim eu estou aqui agora. E mais uma vez, lembrei que no agora eu posso escolher continuar a carregar as dores, ou soltá-las para dar espaço para novas vivências e emoções. Para a leveza que senti ao fim do dia muito contribuiu um desabafo com uma amiga. Aquela amiga ...

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Ao acaso

Recentemente, muito recentemente, algo como há três dias atrás, voltei a ser abordada como se estivesse grávida: - É rapaz ou rapariga? (resposta mental: não binário) - Parabéns, muitos parabéns (num cumprimento rápido, a passar por uma multidão, enquanto olhavam para a minha barriga).  Fingi demência.  Não consegui foi fingir, como se a minha autoestima tivesse  saído incólume. Não saiu. E olhar-me ao espelho foi penoso. Uma merda, portanto. Ainda está a ser. Como comentários que nem 30 segundos duram nos metem na merda durante dias a fio? Nesse mesmo dia fui até ao recinto da Feira de Março (google it) para ver Os Quatro e Meia. Outra vez. Sim, sou muito fã. Concerto diferente dos outros que assisti, o contexto do local assim o exigia. E tudo bem. A multidão que era esperada, a confusão, tudo expectável dentro do conceito feira de diversões, festa popular, e afins. O que não achei de todo ok foi levar com um grupo de aborrescentes ao lado, em rodinha, a conversar o concerto todo, e ...

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Aos poucos

Aos poucos vou-te largando. Aos poucos deixas de doer. Aos poucos ficas-me indiferente. Aos poucos a raiva dá lugar à resignação. As tuas escolhas foram isso mesmo: as tuas escolhas. As consequências das tuas escolhas atingiram-me e a dor ecoa em mim até hoje. E que podia eu fazer?  Posso agora. Aceitar que o passado é isso mesmo, passado. Nada posso mudar. Tu estás lá, nesse passado. Eu é que te vou trazendo para o meu presente, arrastando a dor.  Aos poucos deixo-te ir. Para meu próprio bem. 

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Lembrete

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A natureza lembra que, mesmo em situações adversas, a vida floresce. 

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