Aos poucos

Aos poucos vou-te largando. Aos poucos deixas de doer. Aos poucos ficas-me indiferente. Aos poucos a raiva dá lugar à resignação. As tuas escolhas foram isso mesmo: as tuas escolhas. As consequências das tuas escolhas atingiram-me e a dor ecoa em mim até hoje. E que podia eu fazer? 


Posso agora. Aceitar que o passado é isso mesmo, passado. Nada posso mudar. Tu estás lá, nesse passado. Eu é que te vou trazendo para o meu presente, arrastando a dor. 


Aos poucos deixo-te ir. Para meu próprio bem. 

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