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A mostrar mensagens de agosto, 2023

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Há um podcast que gosto de ouvir e no qual costuma ser feita uma pergunta aos convidados: a qual dia não voltarias na tua vida? Eu sei exatamente a que dia não voltaria, e isto não significa que o apagasse. Esse dia marcou um fim, ao qual se seguiu um começo. E há fins que são necessários. Há dores pelas quais passamos e que, mais tarde, reconhecemos que foi graças àquela dor que houve crescimento, mudança, evolução. Há dias tão maus que acontecem e graças e eles vamos ter possibilidade de viver dias melhores.  Eu não voltaria ao dia 30 de agosto de 2021. E ainda assim recordo com precisão cirúrgica as horas desse longo dia.  Hoje recorri muito à técnica da respiração consciente. Para me ancorar no aqui, agora. Hoje. Hoje, 30 de agosto de 2023. O que passou, passou. E o que dói é a memória do tsunami emocional que vivi há dois anos atrás. Estou aqui. Dois anos depois. Estou aqui. Sobrevivi. Mais forte. Mais adulta. Mais consciente. Mais madura. Uma mulher diferente, numa melhor versão ...

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Ontem apanhei este filme na Fox Life. Aquele filme de pipoca que combina com domingo à tarde em modo preguiçoso. E dou por mim de lágrimas nos olhos e meia que a registar mentalmente uma série de lições de vida que o filme transmite, que não deixando de ser um monte de clichés, a verdade é que facilmente desdenhamos, esquecemos, achamos que sim sim, temos consicência e vai na volta caímos todos na merda do piloto automático, a vida numa rodinha de rato, na qual estamos crentes que temos tudo sob controlo e nada nos surpreende.  Até que. Até que vem uma doença. Com aviso de finitude à vista. Até que vem um choque emocional que tira o tapete debaixo dos pés e nos deixa zonzos, sem saber muito bem como, quando, quem ou porquê? Até que a vida acontece, nos faz tropeçar e perceber que nada está assim tão garantido e que descurámos o mais importante. E o mais importante são sempre as pequeninas coisas.  Até que somos confrontados com o amor ou a sua perda. Ou onde nos perdemos algures sem se...

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A minha terapeuta/formadora de desenvolvimento pessoal em sistémica partilhou esta frase hoje, nas suas redes sociais.  Esta semana recebi um comentário aqui no blog sobre o eu ter voltado à escrita mais regular. E sim, estou a escrever com mais regularidade precisamente para libertar as emoções. As que sufocam e as outras. O blog para mim sempre foi este espaço de registo em formato "diário": registo de sentimentos, pensamentos, opiniões, experiências, registo para a posteridade dos meus dias, desde banalidades dos dias comuns a momentos especiais que ficam gravados na memória.  Contudo, e aqui confesso, no blog o que escrevo é para ser publicado e lido por alguém. Inevitavelmente coloco filtros na escrita. E há textos meus, em que não coloquei filtros, que não saíram dos rascunhos. Demasiada dor, demasiada raiva, demasiado pessoal e sujeito a julgamento alheio (o que dispenso, obrigada).  No início de agosto tomei consciência de que ainda há raiva dentro de mim. No amor que...

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Viver no momento presente.  Simples, aparentemente, e um desafio diário e constante.  Tenho uma tendência para ficar agarrada ao passado. Ao que de doloroso aconteceu. Na memória daquela dor sentida, projetada agora no medo de a voltar a sentir. Um pé no passado, um pé em direção ao futuro. Nem num lado, nem no outro, e definitivamente in absentia do momento presente.  Quando identifiquei, reconheci e tomei consciência disto em mim, pude olhar de outra perspetiva: a da mudança, a da transformação. A perspetiva do fazer um pouco diferente. E começa-se pelo simples. Pelas pequeninas coisas. Estas últimas semanas foram vividas com alguma ansiedade, vieram memórias, mágoas, despertaram emoções relativas a um passado extremamente doloroso.  Ontem permiti-me trazer os meus pés para o presente. E ajuda quando se vai saborear um petisco e desfrutar daquele momento. Sentir a brisa do fim do dia a refrescar do calor, sentir as gotas que escorriam pelo copo do fino, desfrutar da frescura da cerv...

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Foi quando nos perdemos um do outro, que nos reencontrámos. Foi quando largámos as nossas mãos, quando saíste pela porta, sem saber se haveria regresso, e eu fiquei no vazio da casa, que senti o impacto que me estilhaçou. O caminho estendia-se sob os meus pés, agora sozinha. E eu precisava saber que conseguia continuar sem ti, sem a tua mão, sem o teu abraço, sem a tua presença. O teu arrependimento magoava-me tanto como tudo o resto. Afinal, arrependimento depois das vidas destruídas é um pouco tarde, não? A dor sobrepunha-se a tudo, e eu queria sentir raiva e odiar-te.  Lambi as feridas, ergui-me, cambaleei. Acreditei. Em mim. Em mim. Pois era o que me restava: eu própria. Foi quando me perdeste, que me deste valor.  A porta por onde saíste voltou a abrir-se para entrares. As nossas mãos encontraram-se com novo ímpeto. E o meu medo. Curar a ferida ao lado da pessoa que a provocou é um desafio quase impossível. E, sim, por momentos duvidei. Por momentos pensei que teria sido melhor m...

75/365

Está calor. Constatação do óbvio. Estou com uma moleza, como se tivesse os neurónios a cozer a vapor.   Não augura ser um estado de plena consciência para tomar decisões. Até das fúteis.  Fiz uma encomenda na Mango online. Desconfio que vou devolver tudo. Escolhi umas peças que saem da minha zona de conforto.  Já disse que está calor? E os meus neurónios estão numa sauna? É isto por hoje. 

74/365

Não. Não posso controlar o que fazes, as escolhas ou decisões que tomas.  O meu poder está em tomar as minhas próprias decisões, fazer as minhas próprias escolhas. E se, no decorrer das tuas escolhas, eu decidir que chega de me esforçar para ultrapassar mágoas e dores ao teu lado, para o passar a fazer sozinha, acredita que é essa a derradeira decisão. Significará que todas as oportunidades dadas foram desperdiçadas. Por ti. Vais arriscar?    

73/365

Em quase três meses de ginásio que mudanças noto? Ora bem, estou mais pesada. Ah e tal é a massa muscular. Deve ser. Ainda (e digo ainda com algum optimismo) não vejo abdominais definidos ou pneuzinho irritante a ir embora.  No geral olho para o meu corpo ao espelho (e bolas, não tenho feito aquelas fotos de antes e depois) e não noto diferenças significativas.  Motivos que podem levar à desmotivação e daí a mandar o ginásio à fava são dois pequenos passos.  Contudo, há que reconhecer que há mudanças, ainda que não visíveis ao espelho (aos meus olhos, note-se, porque já ouvi comentários de colegas a dizer que "já se nota" - não sei bem o que se nota, mas ok).  Maior resistência. Andei em limpezas profundas nas férias, limpar vidros cheios de pó e pingos de tinta, esfregar chão, subir e descer escadote. Não fiquei com os bofes de fora, nem senti propriamente grandes dores musculares, aquela sensação de ter sido atropelada por uma manada de mamutes em fuga.  Mais força. Andámos...

72/365

Já tenho seis prendas de natal compradas. Sim, em agosto já comprei prendas de natal. Internem-me. Uma espécie de dica: produtos cosméticos e de perfumaria, há muito tempo que compro online. No momento, consoante aquilo que estou a precisar, comparo preços entre Perfume's Club, Primor e Notino. Essencialmente. Ocasionalmente acabo noutras páginas, como (por exemplo) Atida Mifarma, mas são aqueles três os meus "favoritos" pela oferta, variedade e preços. Antigamente comprava mais na Primor, mais recentemente compro quase sempre na Perfume's Club. E foi aqui que, estava eu a seleccionar produtos de uso frequente que estava a precisar repor stock, encontrei (quase por mero acaso) aqueles conjuntos de cosméticos que vêm em bolsinhas de viagem. Pesquisei mais e encontrei conjuntos variados, com preços entre os 12€ e os 15€. Da Nuxe. Comecei a fazer uma lista mental, ora este conjunto é a cara desta amiga, aquele vai bem ao encontro daquela outra amiga, e este aqui tão giro...

71/365

Ir lá atrás. Deixar a mente revisitar aquele dia, aquele momento, numa lembrança tão vívida do que aconteceu, do que vi, das palavras que ouvi. Chega a doer novamente o peito, tal como naquele dia.  Inspiro e abro os olhos, retorno ao momento presente. A dor que sinto é apenas lembrança. Já foi. Já passou. E continua a doer.  

70/365

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Quando esta série estreou vi os dois primeiros episódios de estreia. Gostei e ativei a gravação na box.  Ontem foi a tarde/noite para pôr todos os restantes episódios em dia. Soube bem. Já não fazia assim uma "maratona" de séries no sofá há tanto tempo, que me soube mesmo, mesmo bem. Daqueles pequenos prazeres. 

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Subscrevi o serviço Kobo Plus.  Oferta de 30 dias para experimentar gratuitamente. Subscrição com o valor de 5,99 € por mês e acesso a uma imensidade de eBooks.  Nos primeiros minutos de subscrição já acedi a 10 eBooks que estavam no separador "desejados".  Despertei um monstro devorador de livros. Ou eBooks, para ser mais específica.   

68/365

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Depois de ter lido de uma assentada dois livros de Fredrik Backman , estive naquele jejum de leitura, porque o que lesse a seguir poderia não ter o mesmo efeito e intensidade. Com a cabeça nas mudanças e, numa fase inicial, na grande odisseia de seleccionar e destralhar, não me sentia com grande vontade ou energia para a leitura. E assim se passou uma semana e pouco.  Uma noite fui espreitar a minha biblioteca da Wook Reader e por ler estava outro de Fredrik Backman. Confesso que hesitei. E se não fosse tão bom como os anteriores? Comecei a ler... e em dois dias devorei-o.  Ri-me muito. Comovi-me. E acabo o livro com um aconchego na alma, com esperança que a humanidade ainda pode existir e ainda há pessoas boas, e ainda há valores de interajuda e solidariedade, que as vidas das pessoas se cruzam com um propósito de algo bem maior.  A verdade? A verdade em relação a tudo isto? A verdade é que esta foi uma história sobre muitas coisas diferentes, mas principalmente sobre idiotas. Porque ...

67/365

Este verão é o verão do não. Não gozei férias. Não mudei (ainda) de casa.  Não fui à praia, não fui à feira medieval, não fui ao festival do bacalhau, não fui a tantas festas e eventos que acontecem nesta época. Passeei pelo IKEA, duas vezes (e ainda lá tenho de voltar), comi pernil. Não gosto das almôndegas. Mais uma visita ao Leroy Merlin e desconfio que ganho cotas de sociedade.  Vivo num apartamento que vai ficando vazio, faço gincanas a contornar caixotes. O novo começa a compor-se, até já tem roupas no roupeiro e está organizado, pelo menos para já. Os dias das férias passaram-se entre limpezas e montagens de móveis, idas a lojas de decoração, artigos de lar, ferragens. Andámos à caça de promoções e melhores preços, comprámos a TV e um conjunto de mesa e cadeiras para o terraço a preços que nos deixaram orgulhosos das nossas pesquisas. Eu sabia que estas férias de verão seriam assim dedicadas à casa nova e à mudança. Há um ligeiro sabor a frustração porque, nas minhas mais elevad...