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Viver no momento presente.
Simples, aparentemente, e um desafio diário e constante.
Tenho uma tendência para ficar agarrada ao passado. Ao que de doloroso aconteceu. Na memória daquela dor sentida, projetada agora no medo de a voltar a sentir. Um pé no passado, um pé em direção ao futuro. Nem num lado, nem no outro, e definitivamente in absentia do momento presente.
Quando identifiquei, reconheci e tomei consciência disto em mim, pude olhar de outra perspetiva: a da mudança, a da transformação. A perspetiva do fazer um pouco diferente. E começa-se pelo simples. Pelas pequeninas coisas.
Estas últimas semanas foram vividas com alguma ansiedade, vieram memórias, mágoas, despertaram emoções relativas a um passado extremamente doloroso.
Ontem permiti-me trazer os meus pés para o presente. E ajuda quando se vai saborear um petisco e desfrutar daquele momento. Sentir a brisa do fim do dia a refrescar do calor, sentir as gotas que escorriam pelo copo do fino, desfrutar da frescura da cerveja. Ameijôas à bulhão pato. Pão no molho. Enguias fritas. Lamber os dedos.
A conversa fluia. As papilas gustativas vibravam. Ombros leves. Pés no momento presente. Simples.
Que bom haver sempre uns ares de mudança quando assim é preciso.
ResponderEliminarContinuação!