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A mostrar mensagens de fevereiro, 2023

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Can-sa-ço. Muito. E não é pouco. Bastante.  

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Era uma tarde quente de início de setembro. Sábado. A praia tinha a agitação de um verão que se estendia pós férias. Ela chegou sozinha. Arrancou para a praia e esperou lá pela amiga que se ofereceu para companhia (e não só). Percorreu o areal absorta, desligada de todo o burburinho alegre que ecoava pela praia. Parou perto da água. Deixou cair o saco, despiu o vestido e entrou na água, sem qualquer hesitação. A dor era por demais profunda e procurava, a qualquer custo, anestesiá-la. Um mergulho, depois outro, e assim foi mergulhando, cansando o corpo e misturando as lágrimas com a água salgada.  Voltou para o sítio onde havia deixado o saco caído. Estendeu a toalha e sentou-se, frente à imensidão do mar, contemplando o vazio que se abrira na sua vida. Colocou os phones para se isolar das conversas intercaladas com risos. A alegria que pulsava à sua volta fazia ricochete na profunda solidão que sentia. Ligou música no telemóvel e ouviu... Eu já fui assim Tão focado em mim Sem querer co...

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O que mais gostei no Carnaval? Ter sido feriado.  Fantasiei-me de anónima e procurei um local onde não houvesse festejos carnavalescos. Foi muito fácil, a sério. Daqueles acasos espetaculares, encontrámos uns amigos onde fomos almoçar e acabámos a passar a tarde todos juntos, em animadas conversas e amena cavaqueira. Se tivéssemos combinado, não teria corrido tão bem.  Agora o que custa é, na mesma semana, ter duas segundas feiras.  

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Guardo em mim um oceano de lágrimas. E de mim se abre um sorriso que ilumina esse oceano profundo.    

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Colega (jovem*): - Oh Pandora, tu que já tens mais idade, lembras-te dos Mamonas Assassinas?               * com menos de 30 anos   

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Descobri a identidade do psicopata do thriller que ando a ler. Totalmente fora da caixa.   

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Ontem, ao ir ao Hospital Veterinário para a dose diária de antibiótico por via intravenosa, não ouvia o Patinhas. Cheguei a pensar com os meus botões se teria efetivamente colocado o gato na transportadora.   

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Com o problema de saúde do Patinhas, agora há medicação diária a administrar. Por via oral. Este fim de semana houve mais um episódio que o levou a ir de urgência para o Hospital Veterinário, três dias de internamento. Teve alta e veio com dois antibióticos para tomar, de 12 em 12 horas. Via oral. Comprimidos. Pelo menos durante 10 dias. Ao segundo dia já me apetece trepar paredes, arrancar cabelos e espetar um garfo nos olhos.  Depois vejo tutoriais destes e penso que a minha sorte é morar num RC. Saltar janela fora não será um grande estrago. O mesmo é válido para o gato 

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Grupos de Facebook. Daqueles em que a ideia é pedir dicas, sugestões, recomendações. Por exemplo: um serviço de canalizador, ou recomendações sobre o melhor frango de churrasco da zona X. Ou por exemplo, como uma publicação que vi ontem, na localidade Y se alguém sabe se há aulas de yoga ou pilates. E depois vêm as respostas. Ahhh as respostas. Pegando no exemplo que acabei de dar, as respostas eram uma panóplia de sugestões. Pena que quase nenhuma seja no enquadramento geográfico solicitado.  É quase como perguntar onde se pode comer uma boa francesinha na cidade do Porto, e uma alminha recomenda um determinado sítio em Braga.   

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Entre fases em que estava consistente e fases em que parei por completo, o yoga começou a fazer parte dos meus dias e do meu ritual de autocuidado. Noto quando passo dias sem praticar 5 minutos que seja. É mesmo verdade. O corpo dá sinais ao fim de uns dias em que não vou ao tapete. E é o suficiente fazer uns alongamentos sincronizados com a respiração (exemplo é a sequência conhecida por saudação ao sol, da qual pode haver difentes versões). O suficiente para sentir logo outra leveza nos ombros, na postura geral do corpo. O suficiente para acalmar. A respiração consciente é um eficaz recurso para nos trazer ao presente e acalmar as emoções e os pensamentos em loop.   Estou numa fase de ser consistente. Encontrei no Instagram um desafio de 10 minutos de yoga em 28 dias e aderi. Tão bom! Ainda não estou a fazer todos os dias, e ontem por exemplo, para colocar as práticas em dia, segui os últimos 4 vídeos, dos últimos 4 dias. Foram pouco mais de 40 minutos em movimentos fluídos, seguindo...

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O que me custa agora, assim muito muito muito, é, pela manhã, sair debaixo do edredão quentinho e enfrentar o frio siberiano que se tem feito sentir.  Volta verão, tenho tantas saudades tuas! 

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Há momentos que tenho empatia por ti. Como mulher. Lembro-te da tua dor. Da tua desilusão. Da queda dos teus sonhos. Do estilhaçar da frágil felicidade que viveste naqueles meses. Tive momentos que até cheguei a sentir culpa por ter destruído o teu sonho idílico. Ficaste à espera, na ilusão de seres a mulher especial, melhor que todas, melhor que eu. Ficaste à espera que ele me descartasse para, enfim, ser livre para ti, todo teu, só para ti.  Lamento que na minha dor aguda, quando descobri a vossa história, tenha provocado a tua queda do pedestal de deusa. E tu? Lamentas a dor que me trouxeste? Como mulher? Como mulher sabes o que dói, como nos destrói uma traição? Uma traição para a qual contribuíste em plena consciência, num egoísmo desmedido, numa arrogância ímpar. Espreito as tuas lições espirituais de vida e cura e caminho para a felicidade e só me atravessa a lança do teu egoísmo. Para seres feliz destruíste outra mulher. Uma mulher como tu. Com as suas vulnerabilidades, feridas...

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Há uma mágoa cristalizada no meu peito. Um ferida que ainda se abre e dói demais. Esfarrapa-me por dentro, atira-me para o lodo da desvalorização: eu não sou suficiente, eu não mereço esse esforço ou dedicação, eu não sou importante.  Puta que pariu, como o egoísmo de uns destrói o amor próprio de outros. Vem, raiva. É à raiva que me agarro para sair do lodo. É a raiva que me faz gritar e agir. A raiva leva à ação. Porque me dá força para me levantar, e sair do buraco onde me coloquei. Outra vez. Ter noção que o caminho é feito de avanços e recuos, de progressos e retrocessos não faz doer menos num momento de retrocesso. Sinto cansaço. Sinto frustração. Sinto-me perdida, porque voltei atrás e agora temo não encontrar novamente o caminho para seguir em frente. Há aquele momento que tudo quebra dentro de mim. Sinto cada estilhaço a cravar-se na minha pele. Sangro, choro, isolo-me. Estou ferida e frágil e não quero ser vista. Tenho medo. E não sei estender a mão para pedir ajuda.   

27/365

O gás natural passou a ser fornecido por unicórnios que se peidam, não? A julgar pelo valor da mais recente fatura de gás, só pode ter origem em algo extretamente raro e valioso.