Há momentos que tenho empatia por ti. Como mulher. Lembro-te da tua dor. Da tua desilusão. Da queda dos teus sonhos. Do estilhaçar da frágil felicidade que viveste naqueles meses. Tive momentos que até cheguei a sentir culpa por ter destruído o teu sonho idílico. Ficaste à espera, na ilusão de seres a mulher especial, melhor que todas, melhor que eu. Ficaste à espera que ele me descartasse para, enfim, ser livre para ti, todo teu, só para ti. Lamento que na minha dor aguda, quando descobri a vossa história, tenha provocado a tua queda do pedestal de deusa. E tu? Lamentas a dor que me trouxeste? Como mulher? Como mulher sabes o que dói, como nos destrói uma traição? Uma traição para a qual contribuíste em plena consciência, num egoísmo desmedido, numa arrogância ímpar. Espreito as tuas lições espirituais de vida e cura e caminho para a felicidade e só me atravessa a lança do teu egoísmo. Para seres feliz destruíste outra mulher. Uma mulher como tu. Com as suas vulnerabilidades, feridas...