A Sombra do Vento
"... a arte de ler está a morrer muito lentamente, que é um ritual íntimo, que um livro é um espelho e que só podemos encontrar nele o que já temos dentro, que ao ler aplicamos a mente e a alma..." Lembro-me de há uns dois anos, mais coisa, menos coisa, ler em vários blogues sobre este livro. Cheirou-me a sururu, a febre de autor, e eu, não sei explicar porque sou assim, quando anda meio mundo com um livro na mão e o seu autor na boca, eu desconfio e não lhe chego perto. Fica-me ali a curiosidade, deixo o sururu acalmar, e só depois da febre massiva passar, é que então pego no dito livro ou autor e julgo de minha justiça. Foi assim com Dan Brown, foi assim com Zafón. No verão passado, ao escolher um livro para oferecer, deparei-me com uma edição de bolso de A Sombra do Vento. A bom preço. Pensei que com os pontos acumulados no cartão ainda conseguia melhor preço e achei que era a minha oportunidade de dar uma oportunidade a Zafón. No entanto, o livro foi para a minha prate...