Leitura terapêutica
Ontem à noite sentia-me agitada, a cabeça a mil, as emoções num rodopio nervosinho. O banho quente não me serenou. Nem o chá. Quando me deitei percebi que ia sofrer de insónias e ia ter uma noite da treta. Se já me sentia esgotada, a perspetiva de uma noita dessas aterrou-me.
Pouco crente, peguei no livro. Achava que não me ia concentrar, que não ia conseguir ler, que não estava para aí virada. Pois que não.
Fiquei de tal forma agarrada, que me embrenhei na leitura e desliguei a ficha do mundo, das ideias saltitantes. Acalmei. Dormi já depois da 1h30 da manhã. Posso não ter dormido muitas horas, ou as que achava que precisava para descansar. Mas a verdade é que dormi tão bem, tão profundamente, que acordei com outra energia, outro animo, outra leveza.
Eu tive menos sorte. Quando percebi que não ia conseguir dormir, fiquei tão stressada que ainda me enervei e espantei o sono.
ResponderEliminarResultado: noite em claro!
ResponderEliminarEu quando estou nesse estado não consigo ler. A concentração não vem e ainda me irrito mais.
Sabes? Enquanto estudava e quando ando mais stressada uso os livros para minha terapia, o deixar de pensar em mim e nos meus problemas, faz-me relaxar e dormir então é um mimo :) Há anos que uso essa terapia, nem que seja uma página faz-me sempre bem :)
ResponderEliminarOh bolas, pouca sorte mesmo. Por acaso a leitura surtiu efeito repousante, caso contrário iria ter uma noite de insónia garantida.
ResponderEliminarTem alturas que também acontece comigo, por isso é que até fiquei surpresa em ter resultado desta vez. Mérito do livro, que me faz abstrair de tudo.
ResponderEliminarNos meus tempos de estudante também eram assim as minhas pausas entre exames: devorava livros. A leitura recreativa fazia-me desligar a ficha das outras leituras obrigatórias para exames, e não eram poucas, ainda mais sendo eu da área das literaturas.
ResponderEliminarNeste caso mérito ao livro, porque já tive episódios idênticos em que o livro que estava a ler não tinha este efeito.