Há muito que não me apaixonava assim por um blog
Já o li de fio a pavio, ajuda o facto de ser um blog recém nascido. Descobri-o na última sexta, pois alguém falou dele no Follow Friday.
Amor à primeira vista. Criou-se logo ali uma empatia enorme. Talvez porque abordam um tema que é tão sensível e muitas vezes tabu, de forma simples e realista, tal e qual as coisas acontecem.
De quem me acompanha do outro blog sabe que tenho uma sogra do demo. Já tive as minhas histórias e episódios críticos, já estive no limiar de uma separação por causa da "santinha". E foi nessa altura que pus os pontos nos i's ao Gandhe: ela na casa dela, eu na minha, e distância que não contasse comigo para nada relacionado com a santa da mãezinha. Claro que posterior a isso ela já precisou e eu estive lá para o estritamente necessário. Abusos: jamé! (como diria o outro). Ela só vai até onde eu permito.
Ainda assim, fica difícil ir levando com umas coisas, ir assistindo ao mais do mesmo e manter-me calada, porque, não tenho nada a ver com isso. Ainda assim é difícil falar sobre o assunto sem riscos de me pôr a mim mesma em dúvida, como se estivesse a ser uma grande cabra. E vale-me haver a Coisa e a Criatura que vêm partilhar as suas experiências, para que noras como eu, não se sintam tão sós, tão confusas em relação a esta coisa das sogras.
Há pessoas más. Muito más mesmo. E não é por serem sogras que merecem tratamento especial. Nem sogras, nem qualquer outro grau de parentesco. Se houve grande lição de vida que aprendi, com a bosta de família que me saiu na rifa, foi que a que o que verdadeiramente importa são os laços de afeto que as pessoas criam, não os de sangue.
Os relatos da Coisa e da Criatura são simples, despretenciosos, com um leve toque de humor que revela bem que andam nisto há anos e atingiram um certo desprendimento. Este exercício de escrita e partilha das suas histórias soam-me, e bem, a uma espécie de terapia de grupo. Do que já li houve situações que me recordaram a minha infância, as sogras dos meus pais e, por consequência, minhas (supostas) avós. Outras recordaram a minha sogra. Mas no geral o sentimento é de: eu não sou a besta, eu não estou sozinha. E sabe bem!
Eu recomendo. Vou acompanhar. E sinto que vou rir, vou arrepiar-me, talvez chegue a ficar com as lágrimas nos olhos, porque as sogras são também avós. E que avós!!!! E acho que é isso que mais me comove, porque me lembra as avós que tive, porque me lembra as avós que, um dia, um filho meu terá (sim, porque não é só a minha sogra que é do demo, a minha mãe não lhe fica atrás).
É não é? :)
ResponderEliminarUm tema que nunca falha!
Beijinho,
Não é o tema falhar ou não falhar. É tema polémico, por vezes as pessoas que mais sofrem com estas histórias sentem-me intimidadas em falar, como se sentissem uma culpa qualquer. Porque nunca é fácil falar na mãe da nossa cara metade. Porque é a velha premissa do "mãe é mãe" como se isso desculpasse tudo e tudo fosse permitido.
ResponderEliminarE é de louvar estas duas bloggers por, sem tabus ou culpas, partilharem as suas histórias hediondas com as sogras. À semelhança do que acontece quando se partilha mo facebook uma foto de um cão de raça considerada perigosa que foi maltratado e se questiona: quem é a besta? No caso das sogras a pergunta que fica a pairar é: quem é a cabra?
Exacto. Neste caso ao menos vamos ouvindo os 2 lados.
ResponderEliminarOu o testemunho indirecto.
E acho que é isso que nos prende... porque mal ou bem, nos vamos "relacionando" com o tema...
Beijinho,
Olá Pandora!
ResponderEliminarEu antigamente escrevia no Blogger, depois mudei-me para o Wordpress e agora, para variar e criar o à nora com a sogra, escolhemos o sapo. Isto tudo para dizer que ainda estou a aprender e descobrir funcionalidadse e por isso mesmo só hoje vim parar a este post.
Obrigada! Muito muito obrigada! Tenho o coração cheio.
Ainda não falei com a Coisa, mas acho que ela também gostaria de partilhá-lo na nossa pagina, pode ser?
Beijos,
- Criatura
Olá Criatura. Bem-vinda à minha Caixa.
ResponderEliminarEu sempre fui blogger no Sapo. Adoro. Qualquer dúvida ou problema tens uma equipa fantástica para apoio.
Este blog é novo, mas eu já ando nestas andanças desde 2009. Recentemente vi-me "forçada" a criar novo perfil e abrir novo blog. Já passou. Já me sinto novamente em casa e o anterior foi fechado.
Quanto aos comentários que tenho feito sobre vocês e o vosso blog são a minha opinião sincera. Se os faço publicamente, sim, sente-te à vontade para os partilhares. Porque é isso que os blogs são para mim: um espaço de partilha.
Beijinhos grandes desta vossa fã
Pois bem, sogras..... Vou tentar partilhar um pouco da minha experiência. Bem quando conheci o meu atual amor,estava em versão Kinder surprise 😅. O pai do meu mais velho abandonou me quando soube da gravidez. Quando me juntei ele já sabia da história e assumiu o menino (entrando agora a sogra que não me queria conhecer por estar grávida de outro, até aqui aceita se). Apos alguma insistência lá foi. E até que não considerava que nos déssemos mal. Até a algum tempo atrás eu começar a achar que existia alguma manipulação, porque e sozinha(divorciada de 2 casamentos) porque não tem ninguém (regeita toda a gente, não quer amigas ninguém presta). Então o filho chega se a frente. Ele e super mercado ele e consultas com a mãe. Quando ele não pode vou eu....já temos um filho em comum. Ele TODOS os dias fala com a mãe. Se dá um peido liga a mãe se faz isto ou aquilo a mãe tem de saber ..gaita né?... A Exma sabe mais da minha vida que eu, até da minha casa vejam bem ao ponto de ter de ligar a saber onde tenho as coisas. Comico no mínimo. Agora lembrou se de mandar me indiretas e fingir que não me ouve. No vosso lugar o que fariam?
ResponderEliminar