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Tenho andado ausente da escrita aqui. Sublinho o aqui (blog).
Recentemente comecei a utilizar um dos cadernos "bonitinhos" que estava lá enfiado numa gaveta, e tem sido muito bom esse discorrer da caneta pelo papel. Autoterapia pura e dura, sem filtros. Sem medos de julgamento ou de opinião alheia não solicitada.
Vejamos, quando nos expomos temos de ter noção que não controlamos as reações, os julgamentos ou opiniões dos outros. Nem mesmo a sua indiferença. Ou a interpretação que fazem do que publicamos. É dos outros. Ponto.
Agora, o meu caderno é apenas meu e para mim. A liberdade de expressão tem outra dimensão.
Não é sobre o meu caderno o que me traz aqui. Na verdade é só e apenas a minha vontade de escrever aqui qualquer coisa, nem que seja uma espécie de sinopse das últimas semanas.
Então já comecei pelo ter voltado à escrita terapêutica. Agora chamam-lhe journaling, no meu tempo de adolescente era diário.
Este mês também me dediquei mais à leitura. Um livro já foi, iniciei outro.
Li A Qualquer Momento de Liane Moriarty e fiquei, uma vez mais, rendida à escrita e construção narrativa da autora. A história é cativante, um desassossego que nos faz virar página atrás de página e sentir as dúvidas e ansiedade que as personagens sentem. Histórias e personagens tão comuns que facilmente reconhecemos características e situações nas nossas vidas ou nas vidas de pessoas que nos rodeiam. E creio que é por isso que Liane Moriarty consegue com que os leitores se identifiquem e se aproximem tanto das suas personagens e enredos. Podia ser qualquer um de nós ali descrito nas páginas dos seus livros. Este, em particular, deixou sementes para reflexão. Leitura que recomendo.
Entretanto, e como ouvi o episódio do Podcast Vale a Pena, da Mariana Alvim, no qual esta escritora foi convidada, comecei o Pequena Coreografia do Adeus, de Aline Bei. Prosa poética e uma sinopse que me leva para os temas que exploro e disseco em terapia.
Ando meia desligada da TV. Ou a TV é que passa muito tempo desligada. As séries que gosto de acompanhar estão em transição de temporada, pelo que agora na silly season os canais de séries ficam desprovidos de interesse. Contudo, há uma série que me mantém cativa, à espera do dia de exibição dos seus dois episódios. Cobra Kai, no AXN. Sou fã do universo Karate Kid, como já aqui escrevi, portanto, estou completamente viciada na série e a adorar. A série está disponível na Netflix, não subscrevo. Tenho o Prime. Então vou fazendo "à moda antiga", esperar que os episódios passem em canal "aberto". Podia dedicar todo um só post, digno de dissertação sobre a série? Podia. Eventualmente poderei fazê-lo no futuro, quando estiver mais avançada nas temporadas. Por ora, deixo só a nota que, para quem é fã do Karate Kid original, a série está genial, absolutamente espetacular. Recomendo este artigo, que descreve muito bem a essência da série.
De resto, a vida vai acontecendo. Assim, conjugada no gerúndio, no vai-se andando, vai-se indo, vai-se vivendo. E não está errado de todo. A vida vai-se vivendo. Dia a dia, momento a momento. Conjuga-se no gerúndio, tempo da ação contínua. E que bom é poder conjugar a vida no gerúndio: é sinal que a temos em movimento.
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