Da expectativa à melancolia

Sinto o verão a despedir-se , quando na verdade pouco o senti. A expectativa criada pela informação que preconizava o verão mais quente dos últimos anos saiu defraudada. Ou então é só e apenas impressão minha. 


Este ano as férias de verão começaram na primavera, que se despediu chuvosa. Mudanças profissionais assim o ditaram. Nota para o futuro: fazer férias em junho é uma treta.


Consegui, ainda assim, aproveitar uns dias de sol, passei uns dias de descanso naquele que se tornou o meu refúgio para aquela pausa de dolce fare nienti, entre mergulhos, leituras e petiscos.


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Li três livros nessa semana. Dormi sestas ao som das ondas. Também apanhei uma alergia qualquer na pele que me fez ficar dois dias debaixo de sombra. Fiz o reset possível para o regresso a casa e o início de uma nova etapa profissional.


Quase dois meses depois do início desta nova jornada, sinto-me bem, confiante, segura, como há muito não me sentia no sítio onde estava há mais de 10 anos. Sinto-me integrada na equipa, a aprender muito e também a contribuir com as ferramentas que a minha experiência e conhecimento me dá. Dois meses que mais parecem seis, pelo menos. 


A expectativa de neste verão poder gozar do privilégio de morar na praia (quase há um ano) saiu um bocado ao lado. Durante a semana calor e sol, ao fim de semana frio e tempo encoberto. Em agosto consegui ir três horas estender a toalha à praia, a um domingo. E soube maravilhosamente bem tomar o pequeno almoço, sair de casa e ir tomar café à esplanada frente ao mar, descer para a praia, esticar os presuntos ao sol, voltar a casa e fazer um churrasco no terraço para um almoço tardio, ficar o resto da tarde a vegetar em casa. Também sabe bem, nos dias em que consigo sair cedo, chegar a casa por volta das 18h, com sol e calor para aproveitar o fim de tarde na esplanada. Quando está sol. Muitos dias deste verão foram marcados por neblinas e céu encoberto ao fim de tarde, muita humidade no ar, que mais parecia estar a chuviscar, e um ventinho, daqueles fresquinhos e desagradáveis. Nesses dias, e foram muitos, lá se ia o estar de papo para o ar na esplanada, numa espécie de happy hour após um dia de trabalho.


Carpe diem. Aproveitar o dia e o que é possível. Na verdade, o problema é criar expectativas. Quando não as há, aproveita-se o momento com maior leveza e entrega. 


Sobre a experiência de morar na praia, vou deixar a partilha para outro dia, quem sabe em breve, em jeito de assinalar a data em que oficialmente passei para a nova morada, com o mar ao fundo da rua. 


 

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