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Ontem a aula de yoga pôs-me em confronto com as minhas limitações. Na verdade isso também é yoga, o ir ao nosso limite, com respeito e sem forçar. E ontem eu não estava nos meus melhores dias, nem a nível físico, cheia de dores musculares, rescaldo do treino de musculação, nem a nível mental e emocional, ando a sentir-me sem energia, muito cansada.


Tive momentos que desmanchei a postura e fui para uma de relaxamento (para quem está familiarizado com os termos, postura da criança). Voltei a tentar, e não aguentei tanto como as colegas. Voltei mais cedo à postura do relaxamento. Tive ali dois momentos que me vieram as lágrimas aos olhos de cansaço e frustração, por me sentir tão em baixo e sem energia.


E vem o tal do respeito pelos nossos limites. Fez-se aquele click quando centrei a atenção na respiração e regulei as emoções: hoje não estou muito bem e é ok. Faço o que posso, vou até onde consigo, aguento até onde me for possível, sem forçar. Hoje esta sou eu, com estas limitações e a precisar mais de descanso e relaxamento. E depois desta interiorização de respeito por mim própria, o resto da aula fluiu bem melhor, e no relaxamento final apaguei. Apaguei mesmo. Quando vim a mim, já estavam todas prestes a enrolar os tapetes. 


 


Lembrete do dia: quando temos respeito por nós próprios, pelos nossos limites, deixamos de estar em esforço e passamos a sentir a leveza que o fluir natural dos acontecimentos ou situações nos traz. 


 

Comentários

  1. Também pratico yoga há uns anos e revi-me no seu post! Já me aconteceu tantas vezes não ter forças e ter que desfazer mais cedo... mas é mesmo assim! Uns dias melhor, outros pior. O importante é reservarmos aquele tempinho para nós! Cuidar do corpo e da mente!

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