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Ontem apanhei este filme na Fox Life. Aquele filme de pipoca que combina com domingo à tarde em modo preguiçoso. E dou por mim de lágrimas nos olhos e meia que a registar mentalmente uma série de lições de vida que o filme transmite, que não deixando de ser um monte de clichés, a verdade é que facilmente desdenhamos, esquecemos, achamos que sim sim, temos consicência e vai na volta caímos todos na merda do piloto automático, a vida numa rodinha de rato, na qual estamos crentes que temos tudo sob controlo e nada nos surpreende.
Até que.
Até que vem uma doença. Com aviso de finitude à vista.
Até que vem um choque emocional que tira o tapete debaixo dos pés e nos deixa zonzos, sem saber muito bem como, quando, quem ou porquê?
Até que a vida acontece, nos faz tropeçar e perceber que nada está assim tão garantido e que descurámos o mais importante. E o mais importante são sempre as pequeninas coisas.
Até que somos confrontados com o amor ou a sua perda. Ou onde nos perdemos algures sem sequer ter percebido, ou tendo percebido, sem saber ou o que fazer para nos voltarmos a encontrar.
Nem sempre há segundas oportunidades. Ou uma redenção. Não podendo voltar atrás, temos nas mãos a escolha de fazer um pouco diferente para ser um pouco mais feliz, a cada dia que passa.
Eu vi o filme há uns anos. Também sou Maria Madalena.
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