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Na semana passada, no feriado, estive num evento. Sem entrar em detalhes, era um evento no âmbito do feminino (cura do feminino) pela abordagem sistémica.
Nesse evento estava presente uma influencer próxima daqui a minha zona, que tem montes de seguidores. É uma influencer que eu aprecio seguir, diverte-me e inspira-me. Não é a típica influencer, cheia de publicações de uma vida perfeitamente irreal. Ela é divertida, mostra-se despenteada, sem maquilhagem, canta e dança, mostra o caos dos dias de uma família numerosa, sempre com boa disposição e uma energia contagiante. Inspiradora.
Ora, por algumas vezes ao longo do dia eu senti vontade de ir ter com ela, em jeito de seguidora/admiradora. Contive-me porque não quis importunar, ou ser desagradável, ou sei lá, não tenho jeito nenhum para esta coisa de abordar "caras conhecidas/famosas".
Então, no dia a seguir ao evento enviei uma mensagem privada via Instagram, a falar do evento, do quanto gosto de a seguir, do quanto me inspira, e de como eu me contive no evento e não a abordei e dei um abraço (e acreditem que o que não faltou no evento foram muitos abraços).
Ora bem, recentemente ouvi o Bruno Nogueira no seu podcast dizer que nunca devemos conhecer pessoas que admiramos. E é aqui que quero chegar. No evento, a pessoa (influencer) estava muito quieta, apagada, na dela. Aquela energia contagiante das stories diariamente? Nada a ver ao vivo. E tudo ok, estava num evento que não era de todo um arraial ou uma festa, podia estar num dia não, afinal abdicou do seu feriado em família para estar ali num misto de trabalho (a clínica da qual é sócia era uma das patrocinadoras do evento) e pessoal. Contudo, era estranho ver as stories bem dispostas e brincalhonas a contrastar com a energia que emanava ao vivo. E cereja no topo do bolo, já se passaram vários dias e não obtive qualquer resposta ou reação à minha mensagem. E no passado já comentei (coisa rara em mim) stories dela com uma piada ou qualquer coisa, e ela respondeu sempre, nem que fosse com um emoji. Uma mensagem mais intimista, nem ai nem ui.
Então, sim, veio aqui uma pontinha de desilusão. Aquela coisa de acreditar que esta pessoa com grande alcance no Instagram é real e mostra-se tal como é, se calhar não é assim tão diferente das influencers que vivem no universo dos unicórnios, e acenam do alto de um pedestral ao seguidores.
#ficaadica: não conhecer (ao vivo e a cores) pessoas que admiramos.
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