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Como se supera um trauma?


Hoje é um daqueles dias, filhos de uma grande e assustadora ursa, em que me ocorre dizer: nada. 


Porque o trauma fica, mesmo que nas profundezas no nosso ser. E aprende-se a viver com ele, porque faz parte de quem sou, da minha história, do caminho que percorri e me trouxe aqui. Chega a haver dias em que até agradeço ao trauma por ter sido um forte impulso no meu amadurecimento e crescimento.


Mas também há aquele(s) dia(s) em que um gatilho qualquer desperta a dor do trauma. Eriçam-se os pêlos da nuca e o corpo tensiona cada músculo, num claro sentido de vigilância e alerta. A puta da sensação de dejá vu (ou mais a memória dolorosa daquele dejámefudi). 


Fui aprendendo a lidar com estes dias. Ao início eram mais frequentes. A verdade é que o tempo não cura, mas cria distância. A resposta para a pergunta com que iniciei é apenas uma: COM AMOR PRÓPRIO. Um trauma cura-se com amor próprio. Com autocuidado. Com aceitação. Com valorização pessoal. Com merecimento. O meu merecimento. 


E quando me amo, curo-me. 


 

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