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Hoje atingiu-me a dor que trago na memória. Ou será a memória dessa dor? Ou serão as memórias que reavivam a dor?
Será que ainda dói, ou é apenas a dolorosa memória da profunda dor que senti?
E estes picos de raiva que vêm e me consomem? A intensidade é menor, sim. A duração também. Mas ainda vem. Esta raiva pelo egoísmo de outrem, por me terem ferido de morte sem medirem consequências.
A raiva passa logo. Vem como uma onda que me faz fincar os pés para para não me derrubar.
Já a dor, ou a memória da dor, essa fica mais um pouco, num embalo a marulhar, conforme vem e arrepia todo o corpo até à alma, vai deixando-me os pés mais assentes na areia.
Hoje é um dia em que a dor veio. E acolho-a para que cumpra o seu propósito. A seguir há-de ir. E quando for, as minhas raízes estarão mais firmes, um pouco mais profundas.
É verdade, é preciso acolhe-la e depois deixá-la ir.
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