22.12.2022

Rabanadas. 


É o doce natalício que prefiro. Adoro. Bem ensopadinhas e cremosas. 


Trazem-me memórias da minha avó paterna. Fazia umas rabanadas deliciosas. Se fechar os olhos vejo-a na cozinha, de volta do fogão, com toda a parafernália preparada qual linha de montagem: o pão demolhado numa travessa de leite, depois passar pelo ovo, fritar em óleo a ferver (até me lembro da rolha de cortiça no óleo, supostamente para não queimar). Depois de fritas, ficavam a repousar e só depois se polvilhava com a mistura de canela e açúcar. Hum... o cheirinho que se espalhava no ar. 


Não foram muitos os natais passados em casa dos avós paternos. Foram alguns, os suficientes para guardar memórias. Esta é uma memória doce. Faz-me sorrir. E salivar.


 

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