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A mostrar mensagens de fevereiro, 2021

Será só impressão minha?

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Recentemente ouvi, repetidamente, a mesma piada relativa à SIC. Vários programas usam o mesmo cenário, o da Casa Feliz, antiga casa da Cristina Ferreira, essa persona non grata em Carnaxide.  Não posso atestar a piada porque não sou espetadora desse tipo de programas, apanho algumas partilhas nas redes sociais e pouco mais. No entanto a piada fez-me lembrar outra dimensão onde acontece um fenómeno muito semelhante: o Instagram. Será só impressão minha ou as fotos das casas das influencers são extremamente parecidas, quase tiradas num mesmo cenário, com ligeiras nuances decorativas? Das três uma (ou todas): ou é mesmo um cenário, onde vai tudo fazer trabalho fotográfico, ou recebem todas apoios das mesmas marcas para decoração e #pub, ou os serviços de decoração são exatamente os mesmos e, ao jeito do Querido Mudei a Casa, não interessa o que a pessoa que mora naquele espaço precisa ou gosta, interessa que fique bonito para as câmaras. Ou em última hipótese, vai tudo buscar as fotos de ...

Perna de peru no forno

[slideshow] https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B2318dba1/22019636_44aam.jpeg,https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B9517a096/22019637_nzcgu.jpeg[/slideshow ]   Ingredientes: 1 perna de peru desossada; 1 limão; alho em pó a gosto; 1 colher de sopa de ervas secas (uso uma do Lidl com salsa, cebolinho, alho, etc);  sal q.b.; pimenta a gosto; 2 colheres de sopa de massa de pimentão; 1 folha de louro; 200 ml de vinho branco; um fio de azeite. Preparação: Numa tigela misturar os temperos: alho em pó, ervas secas, sal, pimenta, massa de pimentão e folha de louro partida em bocadinhos. Regar com um fio de azeite e envolver tudo até formar uma pasta. Barrar a perna de peru com o preparado anterior. Colocar numa assadeira, cortar o limão às rodelas e espalhar por cima da perna. Regar com o vinho branco. Tapar com folha de alumínio e reservar no frigorífico de um dia para o outro. Aquecer o forno a 180º e levar a perna de peru ao forno, coberta com a folha de alumínio, cerca de 2 horas. Termin...

Uma espécie de salada de massa

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Há umas semanas atrás iniciei um plano alimentar sugerido pela nutricionista. E nos dois primeiros dias do plano o almoço era hidratos (arroz, massa, quinoa, bulgur, couscous...) com legumes. Ora, saiu esta maravilha que me seoube pela vida e foi super fácil e simples preparar. Partilho e deixo a sugestão para uma daquelas refeições que precisamos que sejam rápidas e descomplicadas. Ingredientes (quantidades a olho): Massa a gosto (usei fusilli tricolor); Tomate cereja; Azeitonas sem caroço; Folhas de espinafre; Sal; Alho em pó; Azeite. Preparação:  Cozer a massa segundo as instruções (ferver água, temperar de sal, cozer durante 8 minutos, escorrer, passar água fria e temperar com um fio de azeite). Colocar a massa num prato, dispor por cima tomates cereja cortados ao meio, azeitonas cortadas ao meio (ou às rodelas), folhas de espinafre. Temperar com alho em pó e um fio de azeite.  Sim, é só isto. Estava delicioso. Isto pode ser uma base e podem adicionar outros ingredientes. Querem p...

Offline

Elegi o domingo como o meu dia para estar offline.  Na verdade, o domingo há muito que é aquele dia para estar em casa, no relax (mood antes da pandemia). Dia de fazer um almoço de forno, em modo vagaroso, dia para orientar algumas coisas para a semana, e dia para estar no sofá a ver um filme, episódios seguidos de uma série que andemos a ver, ou a ler. (Ontem li. Muito. Terminei o livro que ia mais ou menos a meio.) Domingo é o dia para viver em slow motion, sem olhar muito para o relógio, deixando fluir.  Há umas semanas calhou o telemóvel ter descarregado e deixei-o a carregar no quarto. Só me lembrei dele à noite. E percebi que durante o dia não me fez falta nenhuma. Era domingo e achei que seria o dia perfeito para este offline.  E tem sido muito bom!  Alguém por aí também tem um dia para se dar ao luxo de estar offline?!   

Seis meses... tanto e tão pouco.

Há seis meses atrás vi pela última vez o meu pai com vida.  Dizer que estava vivo é quase um eufemismo. Estava ligado ao ventilador, com falência de vários órgãos e em coma induzido para estar "confortável".  Recebi um telefonema para ir à UCI despedir-me dele. Em tempos de covid em que o acesso ao hospital esta(va) vedado, foi um gesto de cortesia e humanidade permitir que a família próxima pudesse ver o paciente. Nem 24 horas depois informam-me do último suspiro. E caí por terra numa nova e assustadora realidade. Estes seis meses pareceram uma eternidade e simultaneamente passaram a voar. Tanta coisa que me caiu nas mãos e exigiu muito de mim. Tanto que procurei ajuda. E cá estou eu, passito a passito, num percurso de autodesenvolvimento, de amor próprio, de aprender a gerir emoções e a fazer um luto extremamente difícil, a aprender a perdoar e a deixar ir todas as culpas que carreguei a vida toda.  Nas últimas semanas tive uma espécie de retrocesso. Deixei-me dominar por s...