"Se eu consigo, vocês também conseguem"...

Só que não!


Não nos comparemos, e digo isto a mim própria, por que é tão fácil cair neste engodo das comparações, como se vidas, corpos, pessoas, sentimentos se pudessem comparar.


Na ordem do dia está a capa da Helena Coelho e a sua transformação. Quer ser inspiradora e é, e em simultâneo levanta aqui uma série de outras questões. E é normal que assim seja, são as duas faces da mesma moeda.


Debate-se se o objetivo de emagrecer para ser capa de revista é válido. Por mim é, como qualquer objetivo individual que apenas diz respeito a quem o decide e se esforça para o atingir. Esta é uma discussão um tanto ou quanto oca, tal como foi há uns anos uma blogger ter dito que o sonho dela era ter uma mala da Chanel. Cada um sonha com o que bem entende, cada um estabelece os seus objetivos pessoais e a isso chama-se aquela coisa fantástica que é a liberdade de escolha.


O busílis da questão reside no facto de ser uma figura dita pública, influencer neste novo mundo onde o digital ganhou tanta importância e visibilidade. E por isto eu compreendo argumentos que li a alertar para o risco de uma pessoa com cerca de meio milhão de seguidoras (considerando que o público alvo é maioritariamente feminino e entre os 20/30 anos) promover ideias de magreza como sinónimo de ser saudável, de ser magra para caber numas calças da secção infantil, como se fosse o grito do Ipiranga da moda, de passar a imagem que a sensualidade (o ser sexy) e felicidade da mulher passa por dedicar a vida ao culto do corpo, no matter what. Fica ali no limbo os possíveis comportamentos obsessivos e pouco saudáveis para atingir fins que são "questionáveis" e o perpetuar de um conjunto de ideias pré concebidas, como: o ser magra é ser linda e sexy, é ter saúde, é ser o exemplo de um estilo de vida e alimentação saudáveis. O resto não cabe aqui, logo é nocivo. A postura de proximidade que procuram ter com o público, porque se ela conseguiu qualquer pessoa consegue. Qualquer pessoa? Seja qual for a vida de cada um, horários, responsabilidades, disponibilidade e condições várias?


Não comparemos. A Joana Roque faz o seu meal prep, que tanta gente ambiciona, às segundas. Ora, uma grande maioria de nós às segundas está a enfrentar trânsito, transportes públicos, picar ponto, trabalhar horas a fio fora de casa. Quando chega o fim de semana há limpezas / arrumações, tratar de roupa, supermercado, e ainda tentar encontrar tempo para lazer e descanso.


A Helena Coelho trabalha no digital onde tudo se mostra e se exibe, e onde, obviamente, se procura mostrar e exibir o melhor, a sua melhor versão. Trabalhar o corpo para ser capa de revista e fazer a campanha dos biquínis faz parte do seu trabalho. Enquanto milhares de mulheres estão sentadas atrás de um computador, ou horas em pé atrás de um balcão de atendimento, ou seja qual for o seu trabalho que as limita a um espaço diminuto e a tarefas que não incluem exercício físico, Helena Coelho pode literalmente trabalhar o corpinho.


Não se fazem omeletes sem ovos. E não se pode proclamar aos quatro ventos que se a Helena Coelho, com a vida que tem e as condições que reúne consegue, outra mulher, daquelas que acorda às 6h30 enfrenta um dia com filhos, trabalho, tarefas domésticas, transportes, trânsito, muito tempo e energia despendidos para outras pessoas e outras tarefas que não passam por tratar de si próprias, também consegue. E já nem estou a entrar naquele campo minado de que cada corpo tem o seu próprio ritmo e características e, se umas para emagrecer basta deixarem de beber refrigerantes e comer pizzas para passar a comer mais saladas e beber mais água e chás e quiçá fazer umas caminhadas, para outras não é bem assim. E deste lado fala uma mulher que está em luta consigo própria e a tentar lidar com a frustração de ter alimentação saudável, exercício físico moderado e o corpo responder de forma oposta: engordo sem perceber porquê. Já fiz despiste em várias especialidades médicas, exames vários, e esbanjo saúde (e não sou magra com o estômago encostado às costas). Muito grata por isso. Agora o que vejo ao espelho não gosto e está a custar muito encaixar, work in progress. E independentemente dos filtros que até considero ter, é fodido levar com as Helenas Coelho deste mundo, que dão aquele ar que  tudo é tão fácil e simples como somar 2 + 2, como se aquilo que exibem fosse o pináculo da existência humana, o atingir o nirvana. E quem não consegue é uma preguiçosa que não mexe o rabo do sofá e não come o que devia.


Por analogia, nem todas temos as segundas feiras livres para nos dedicarmos ao meal prep da semana toda. E nem todos os corpos reagem da mesma maneira à alimentação ou ao exercício (sim gente, não é uma equação matemática com um resultado certo). É que esta aqui que vos escreve, durante a quarentena fez sessões diárias de 30 minutos de indoor cycling, e também fazia aulas de fitness pelo Youtube, e caminhadas e comia legumes e carnes brancas ou peixe, fruta como snacks em vez de bolachas e pão. And guess what? Engordei e ostento uns pneus que fazem uns rolinhos quando me sento. O drama que foi escolher entre fato de banho e biquíni quando, há dois fins de semana atrás, decidi começar a ir à praia. E por falar nisso, expliquem-me como raio é que o fato de banho (alegadamente) disfarça mais a barriga? Eu só me sinto uma grávida de 6 meses (sem o estar). Escolhi o biquíni e assumo os rolinhos. Eu disse, work in progress.


Parte do meu processo de aceitação está a passar pelo Yoga. Trabalhar de dentro para fora. E tem sido diário. às 6h30 acordo e os primeiros 30 minutos do meu dia são dedicados ao Yoga. Os rolinhos estão cá, bem como a celulite. Eu estou é a aprender a aceitar o que vejo ao espelho, agradecendo a bênção de ser saudável e tendo como objetivo, não o six pack, mas ultrapassar a ansiedade e stress que fazem estragos no meu organismo (e não só). Estou a aprender a viver com mais calma, aprender a respirar e a parar, olhar para dentro de mim e procurar equilíbrio e serenidade. E isso faz-me mais feliz que as costelas à mostra.


Só gostava era de sentir menos pressão por não caber nos estereótipos, gostava de não ter vergonha por vestir um biquíni e ficar de rolinhos à mostra, ou gostava de não ter de responder vezes sem conta que não, não estou grávida.


 

Comentários

  1. quando um dia destes me apetecer escrever, ou talvez quando todo o ruído em volta da Helena Coelho passar, talvez eu escreva sobre isto. Até porque eu tenho uma opinião muito própria sobre o assunto, tendo como base aquilo que vivi no último ano e sobre o qual até escrevi nos últimos posts.
    As influenciers são-no até ao ponto que o deixamos serem. Se eu tenho um corpo que nunca na vida (por muito magra que esteja) irá usar roupa dos tamanhos infantis da Zara, não posso almejar a querer vesti-los. Eu gostava de ter uns lábios mais grossos e graciosos, mas não é por ver uma influencer aplicar botox que vou a correr fazê-lo. Há posições para as quais não me habilito a colocar, porque não me influenciam ao ponto de as fazer. 
    Cada uma de nós, tem sempre de ter em conta a sua realidade, e na impossibilidade de ser aquilo que a tal influencer que se admira, é, porque a nossa realidade nos põe longe dessa possibilidade, ao menos tentemos ser a melhor versão de nós mesmas. não podemos ser magras? e quem disse que isso é o melhor para nós? mas podemos fazer por ser melhores ou pelo menos, para nos sentirmos melhor connosco próprias e aceitarmos quem somos. Os homens admiram mulheres magras mas desejam mulheres com chicha...então o que queremos?
    Somos nós que nos obrigamos a ser, o que outras são, porque estamos insatisfeitas connosco, porque não nos amamos,  não são os outros que nos influenciam... a gata borralheira nunca pensou sair do sotão da casa da madrasta mas, soube ser ela própria, e  acabou por virar cinderela. é um conto de fadas? não se pode realizar? então se não acreditam em contos de fadas, porque querem ser como as influencers? ignorem-nas, não as sigam. Se as seguem é porque as admiram. e muitas admiram-nas ao ponto de ter uma inveja doentia e venenosa. porque, porra, inveja boa (ou branca, como lhe chamam) não existe. Inveja é inveja. é um mau sentimento.
    Eu sigo a  Helena Coelho no Instagram, e acredita que sei filtrar muito bem o que ela diz. não me causa inveja nenhuma e sei até o sacrifício que possa ter feito para ser capa de revista. se era o objectivo dela, parabéns, conseguiu. isso caiu-lhe do céu? não creio! trabalhou pra isso? parece que sim! se propusessem a uma de nós ser capa de revista, íamos à luta ou dizíamos já que não? então, com uma oportunidade igual á dela, como nos comportaríamos? Porém, na minha realidade, eu não pretendo ser capa de revista, mas não deixo de me querer cuidar e querer ser a melhor versão de mim, saudável, e feliz. cada uma de nós tem que saber viver com a sua realidade e melhorá-la.Temos de saber do que somos capazes e do que estamos dispostos a fazer. deixem-se de tretas, porque se tivessem nas mesmas circunstâncias, o mais normal é que pusessem uma série de entraves e nem se prestassem a lutar. 
    (cont. - tive de dividir o comentário em dois, vamos ver se dá...)

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  2. (cont- segunda parte do comentário)

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  3. Um comentário que merece o destaque de um post.

    Eu não tenho nada contra o que a Helena Coelho fez. Tanto quanto percebi, quando ela recebeu o convite para fotografar a capa não lhe exigiram dietas, ela é que quis. E quantas mulheres comuns (anónimas) não há que querem emagrecer para o vestido de noiva? Cada um define os seus objetivos. A HC está na berlenga por ser figura pública, por ser declaradamente uma influencer daquelas que se usar um vestido da Zara, meio mundo vai querer o vestido. Portanto se ela emagreceu em x meses levantam-se as vozes que querem fazer igual e as que criticam. Eu estou num limbo. Não vou criticar algo que também estou a tentar: recuperar o meu peso dito normal, recomendável, aquilo que já tive e deixei de ter (e atenção que quando o tive nõa, não me achava uma boazona, porque esta coisa do amor próprio tem muito pouco a ver com os kgs e com o tamanho da roupa). No entanto aponto o dedo para esta coisa do se eu consigo, vocês conseguem. Calma. As pessoas são diferentes. As vidas são diferentes. Eu percebo que até se possa referir à capacidade de mudar hábitos, de trabalhar por um objetivo, de manter o foco e a motivação. Mas depois o discurso não é coerente: partilhou tudo nas redes sociais, os treinos, o que comia, façam como ela e ficam como ela. Não. Isto é falacioso. Para um público vulnerável e influenciável (o publico que verdadeiramente alimenta estas carreiras digitais) este discurso é perigoso. E é aqui que reside o risco, na minha opinião.

    Eu vou seguindo a Helena Coelho. Há uns tempos investi em algumas coisas de maquilhagem, troquei impressões com colegas que me falaram dela e de como tinham aprendido com ela. Fui ver e não fiquei muito fã, não me identifiquei, mas lá está ela no feed do Instagram e vou vendo (tem gatos ah ah ah). Percebo que muitas das críticas apontadas são fruto da tal inveja que falas, da dor de corno de quem não mexe uma palha e o sucesso dos outros incomoda. Não é o meu caso. Não invejo o tipo de vida das influencers. Detesto câmaras, detesto exposição pública, não me identifico com mediatismo e estou-me a borrifar para o que recebem ou deixam de receber, das borlas e dos convites. É o trabalho delas, como eu tenho o meu. Mas do mundo das influencers eu aplico muitos filtros, porque é uma parte de uma realidade muito trabalhada e manipulada (tiram 400 fotos para publicar duas, por exemplo). E no entanto, enquanto mulher sujeita a toda esta pressão dos preconceitos e estereótipos de beleza e saúde e vida saudável, fico aqui com este sabor agreste de frustração de saber que o caminho é muito árduo e os resultados nem sempre aparecem como gostaríamos, e esta gente passa a ideia que é tão simples como querer. E só não consegue quem não se esforça. E que uns kgs a mais ou uns rolinhos no abdómen ou as coxas grossas são sinal de desleixo e falta de saúde.

    Cada um sabe das suas lutas, das suas dificuldades e dos seus sonhos e objetivos. Apelo a um maior bom senso de quem influencia milhares e mais discernimento de quem segue influencers.

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  4. Pandora, 


    Faço notar que o meu comentário não te está a apontar o dedo a ti. até porque conheço mais do que o que vejo por aqui...
    tentei ser generalista, para que fique claro. Não estou aqui a ter um papel de vir aqui azucrinar-te o juízo pelo que pensas :), até porque aquilo que  escreveste vai ao encontro daquilo que eu comentei.

    Incomoda-me este ruído todo, por uma coisa que é tão fácil de compreender. e incomoda-me mais a puta da inveja que os outros têm, quando alguém atinge uma posição de destaque, um sonho, o euromilhões, ou conseguiu comprar aquelas calças na secção infantil da Zara que não nos caberiam a  nós, nem nas'orelhas (ler com sotaque da zona da Bairrada) ;)
    vão e façam; se criticam, tanto, cheguem-se à frente, caraças.


    Ou usem a cabeça, e em vez de inveja, ganhem algum amor próprio e façam por si próprias! 


    Espero ter sido clara que a minha posição não é contra ti... embora eu não pusesse as coisas da maneira como puseste. mas não deixo de realçar que também falas na Joana Roque, que consegue fazer algo que eu não consigo (assim como tb nunca serei magra), e não é do mesmo campeonato da HC, mas que dá para as pessoas verem o teu ponto de vista.

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  5. Bandeirinha branca, em momento algum senti que o teu comentário ou posição era contra mim.

    Estamos a falar do assunto de perspetivas diferentes. E falei da Joana Roque para dar outro exemplo (de campeonato diferente, como dizes) de: pessoal, cada um tem a sua vida, horários, disponibilidade e organiza-se de acordo com isso, não tem de fazer exatamente igual a quem está a partilhar o seu método de organização e planeamento. Se ela pode preparar refeições para a semana às segundas, tratar da roupa às terças e ir às compras aos mercados às quintas (estou a falar de cor, aleatoriamente) é porque pode e funciona para ela, e hei, isto faz parte do trabalho que ela desenvolve nas plataformas digitais. Eu se eu não preparo as refeições para a semana toda é por opção, porque não tenho a segunda feira disponível, e o que sobra do fim de semana escolho fazer outras coisas (ainda que ao fim de semana eu faça sopa para a semana toda e adiante algumas comidas quando se proporciona). Se a HC emagrece a fazer meia hora de exercício por dia, o mesmo não acontece comigo, e não é por estar sentada no sofá. Também faço exercício e também como pescada com salada de pepino e rabanetes ou peitos de frango com cogumelos. Foco o "se eu consigo, vocês também conseguem, façam o que eu faço..." porque é uma equação com muitas variáveis que leva a diferentes resultados.

    Cuidado com as expetativas que alimentam porque vai criar frustrações enormes. - é nesta perspetiva que estou a abordar o tema. Tu estás a abordar mais do lado do consumidor e seguidores das influencers. E tens razão.

    Vamos a outro exemplo? Cristiano Ronaldo. Tão criticado pelos portugueses porque atingiu a dimensão que atingiu e porque não tem falsas modéstias em dizer que é o melhor do mundo porque trabalhou para isso. Se qualquer um pode ser um jogador de futebol como ele? Não. Mas para quê criticar tanto quem atingiu todo o sucesso e notoriedade e fortuna como o Ronaldo conseguiu? A puta da inveja é lixada

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  6. nem me lembrei de falar do Cristiano Ronaldo que é um óptimo exemplo. e digo-te que eu sou uma admiradora e não tem nada a ver com gostar de futebol ou do corpo dele, mas sim da sua capacidade de trabalho e de nunca desistir. Se ele não trabalhasse diziam logo que ele tinha muita sorte.
    a puta da inveja é [e vou usar uma palavra que não me é habitual nestas lides, mas que agora me faz tanto sentido] F-O-D-I-D-A! e deixa tanta gente tão fodida e, como eu costumo dizer, e nem orgasmo chegam a ter. o que é lixado. ao menos tirassem prazer, êxtase!

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  7. Sim, um ótimo exemplo para ilustrar essa pandemia que é a "puta da inveja".
    Quanto ao assunto do momento, HC capa de revista e corpinho sarado e mimimi... é um não assunto, se espremermos bem. Agora é a HC, amanhã será outra influencer na berlenga. É uma consequência natural de estarem tão expostas à opinião pública, a isso se sujeitam, ainda que não justifique uma série de comentários ofensivos e sem sentido. Contudo, a minha crítica incide na leviandade com que influenciam um grande público, o que acarreta muitos riscos e levanta vários problemas. E como disse, eu até aplico filtros, que será de quem não os aplica. E este tema não é exclusivo da HC e da dieta e da capa. É extensível a este fenómeno das influencers. O poder que têm nas mãos e a forma leviana como o usam sobre outras pessoas. E do outro lado há uma imensidão de gente que parece que não sabe pensar por si. Só porque um determinado creme funciona numa pele, ou um vestido fica bem num corpo, não vai ser assim com todas as peles e corpos (e estou a ir buscar outros exemplos). Causa-me alguma comichão cerebral a Pipoca aparecer com um biquíni qualquer que lhe fica bem, e há centenas de comentários a perguntar pelo biquíni e o desgraçado esgota. Imagino quantas não vão ficar com uma cachola porque o dito biquíni não vai ficar igual ao que ficou na Pipoca. Há uma massa cinzenta dentro da cabeça à qual devia ser dado uso, por toda a gente, quem influencia e quem se deixa influenciar.
    No que me afetou particularmente a história da HC? Essa coisa de comer bem e fazer exercício físico e está feito, somos todas umas sereias dignas de capa de revista. Estou numa fase sensível no que toca à imagem corporal e esta abordagem mexe aqui com a frustração.

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  8. não sigo a Pipoca nem é coisa que faça questão. não é uma pessoa que valorize e como tal, nem sequer vou ler, e tão pouco me interessa. Essa não me influencia de certeza. Não gosto do carácter que transparece ter. mas não censuro quem siga


    sabes que comentei esta cena da HC com o meu treinador e ele garante que não é nada difícil por uma mulher com aquela barriga. basta escolher bons treinos e uma alimentação cuidada. além que parece que ela se associou a uma espécie de guru do mundo do fitness, o Sérgio Veloso, que "sabe onde tem de mexer". O resto é trabalho dela, alguma cabeça e muita determinação e disciplina. 
    foco, minha cara, foco! :)

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  9. Pipoca só Instagram (my guilty pleasure), nitidamente por gozo, quase estudo social (não percebo o fenómeno). Algumas influencers do Instagram sigo e vou pondo o olho mais por isso, como quem passa os olhos nas notícias para estar minimamente informada. Não que tenha particular interesse ou retire dali alguma coisa. Mais depressa vou experimentar uma coisa que uma amiga me fale do que as coisas que as influencers mostram todos os dias. Mas vá, eu dou pouca credebilidade às influencers e atenção que a culpa não é toda delas. Há marcas que também não me parecem ter o plano do marketing digital devidamente orientado. Não me fez sentido nenhum ver uma foto da Pipoca com um cabaz de produtos da Cien (Lidl).

    Em Portugal esta coisa do marketing digital com recurso às influencers ainda tem muito para evoluir.

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  10. Deixa lá! A mim perguntam se falo. O meu mau feitio responde "NÃO!" 
    Os estereótipos e os preconceitos andam aí para ficar. Temos 2 opções:
    A. Cagar e andar.
    B. Comprar e alimentar.

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  11. Perguntam-te o quê?
    Tanta gente sem noção, irra!!

    Opção A, sem dúvida. E em 98% das vezes e do meu tempo é a opção. Sobram 2% em que decido também manifestar o que penso e como determinadas coisas me provocam alguma revolta.

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