Quarentena, a pior inimiga do consumo, a melhor amiga da poupança!
Ora bem, com esta quarentena forçada encaro algumas coisas com outros olhos, os olhos de quem está fechada em casa sem poder ir à rua (poder posso, mas não sou estúpida). Por exemplo, andava aqui vai não vai para encomendar umas sapatilhas lindas e fofas da Mustang para a Primavera. Ora, não só o site onde as ia comprar encerrou as vendas online (sim, ao contrário de muitos que mantêm atividade de venda online) como, verdade seja dita, umas sapatilhas novas para quê mesmo, se nem as que tenho estou a fazer uso delas? Pois...
E logo a seguir vem tudo o resto. Recebo as newsletters de marcas/lojas que gosto e onde vou comprando, e agora nem dá vontade de abrir só de olhar para o assunto. Peça tendência para esta primavera... o que não pode faltar no seu roupeiro... não perca a nova coleção... O apelo ao consumo sazonal das coleções de fast fashion está totalmente fora de contexto.
A bem dizer hoje recebi uma newsletter que fazia jus à situação em que estamos: roupa ideal para estar em casa. Isto sim é marketing do bom. A malta não está a pensar nos calções da moda, no vestido tendência. Está certamente a pensar em reforçar o stock de pijamas e fatos de treino. Sandálias ou as sapatilhas mais trendy? Para quê? Ir ali à varanda acenar de longe ao povo? Chinelo ou pantufa. Tá ótimo. E a nova coleção de swimwear? Tomara eu poder dar uso ao que tenho do ano passado, é sinal que no verão posso ir à praia em segurança, nem que seja aos fins de semana, já que as previsões apontam para esquecermos férias de verão.
Tenho agora olhos de quem vê o roupeiro cheio de roupa que atualmente não visto porque não saio de casa e em casa, já é prática há muito minha, gosto de andar com roupa dita confortável: leggings, sweats, t-shirts quando estiver calor, calções ou vestidos de moletom. Tenho animais, e quero pegar-lhes ao colo sem receio de me puxarem um fio a uma blusa ou a um vestido, costumo cozinhar, e desculpem lá, gostaria de ser como a Filipa Gomes que cozinha com aqueles vestidos super giros de pin up girl, mas em mim seria um resultado catastrófico de nódoas e polka dots. Mesmo com a dita roupa de andar por casa, a cozinhar ponho sempre o avental e às vezes nódoas acontecem à mesma. E nas limpezas? Uso lixívia ou produtos com lixívia nas casas de banho. Certinho direitinho acabar com um pingo cor de rosa na roupa...
Assim, o email vai-se enchendo das newsletters a apelar ao consumo da nova estação de fast fashion e eu não estou nem aí para ver ou tão pouco desejar comprar o que quer que seja.
Só quero mesmo voltar a vestir o que está ali no roupeiro parado por força das circunstâncias e pôr pé no mundo lá fora... seria sinal de liberdade, de está tudo bem, podem vir!
Pandora, também eu estou fatta fe receber emails. Não entendo as empresas.
ResponderEliminarTens toda a razão! Precisamos é de encomendar chinelos pois os nossos vão se gastar de tanto chinelarem em casa...pelo andar da coisa...ahaha
ResponderEliminarAlém disso, sendo esta uma situação nova, e não estando nós propriamente de férias, mas sim fechados em familia, a canalha começa a ter sentir a privação da rua e a ter a natural propensão para a asneira. Dois bons motivos para encomendar uns chinelos de sola mais reforçada ....
Fátima Correira
ResponderEliminarPor um lado entendo. Com as lojas físicas fechadas, ou praticamente fechadas e sem público, inevitavelmente há uma quebra acentuada de vendas numa altura em que estão a lançar a nova coleção. Apelar às compras online, com oferta de portes e entrega em casa é uma forma de tentar manter a faturação. Por um lado entende-se, por outro, e numa altura em que a palavra de ordem é tudo em casa e só está aberto o que é fundamental e essencial, ter vendas online abertas pressupõe pessoal a trabalhar e transportadoras na rua a fazer entregas.
Além disto, é o que escrevi no post, do ponto de vista do consumidor não deve haver muita vontade ou tentação de compras em bens que neste momento não são de todo fundamentais.
ResponderEliminarAdorei a teoria dos chinelos! Reforço de chinelos já!
Tenho pena desses trabalhadores!
ResponderEliminarA primeira teoria ou a segunda?
ResponderEliminarAmbas as duas, mas a segunda tem um toque genial de pedagogia vintage
ResponderEliminarAhaahah....adorei a expressão: pedagogia vintage:)
ResponderEliminarA verdade é que a uso cá em casa, mas o chinelo tem de ser mais eficaz
Também precisa de implementar a mesma pedagogia? Ahaha
Cá por casa só gatos. Mas também conhecem o chinelo. Estão num nível avançado em que basta mostrar
ResponderEliminarOra bem!
ResponderEliminarQueres dizer, basta descalçar e mostrar, à boa pedagogia vintage ...
Os.meus gatos de de duas patas também ja estao em estágios avançados de pedagogia, mas como referi, esta expreriência de quarentena, parece que vai requerer que o chinelo trabalhe efetivamente
Mas não me disseste ainda porque achaste esta minha pedagogia old fashion genial.
Quero saber :)
Porque numa era em que há tantas teorias sobre educação positiva e parentalidade não sei das quantas, em situações limite nada como regressar ao old school. Resulta sempre e vá, o detalhe da sola reforçada é a cereja no topo do bolo.
ResponderEliminarConcordo em absoluto!
ResponderEliminarE pelos vistos não és mãe, imagina quando fores
Mas já tens a cultura, já educas os gatos ahah.
Eu primeiro faço como tu, mostro, só quando a situação está a sair do meu controle é que a sola começa a bater ahahaha.
Quando falei em sola reforçada, se calhar usei a expressão errada, queria dizer uma boa sola ahahah
Por acaso tengo uns assim mas ka não os uso de tão velhos, mas com esta quarentena ae calhar tengo de os meter a uso
ResponderEliminarOra, eu explico a minha interpretação de sola reforçada. Em casa tenho o hábito (antigo) de mal chego da rua, tirar os sapatos e calçar os chinelos. Como tenho chão flutuante, comecei a optar por aquele chinelos com solas suaves, algumas até são em tecido ou feltro. Portanto quando li "chinelos de sola reforçada" lembrei-me do bom e "velhinho" chinelo de sola de borracha, dura e resistente
Quanto aos gatos, também tive dois que chegaram a sentir no pelo (literalmente) o bom do chinelo. Remédio santo. Para eles e para os outros que viram. Quando é preciso, basta mostrar... e deixa de haver tropolias.
Esta quarentena é dura para todos nós, cada um com os seus desafios. Não gabo a sorte dos pais que têm de ter as crianças fechadas em casa. Dá tudo em doido. Coragem aí. E paciência... com a ajuda do chinelo para manter a ordem
E sim resulta mesmo! Até com os teus gatos ahahaahahh
ResponderEliminarAh agora percebo, tens dos fofinhos por causa do chão flutuante :)
ResponderEliminarMas como deves saber há varios modelos como a sola do bom e velhinho chinelo que nós conhecemos
Os tais velhos que eu tenho so assim...resistentes lol
A minha mãe tinha vários desses, a sola parecia ou borracha ou uma especie de pvc..eu senti o peso delee no fofo várias vezes
ResponderEliminarPois, a mesma experiência por aqui. A pedagogia vintage quando não era chinelo, colher de pau também servia. Preferia o chinelo mal por mal, a colher de pau era lixada (com F).
No espaço de uma ou duas gerações (considerando que a dos nossos avós foi pior que a nossa) passou-se do 8 ao 80 em teorias (e práticas) de educação e pedagogia.
Não sou mãe, é um facto. Mas sou apologista que às vezes, quando se justificar, a pedagogia do chinelo (ou a palmada pedagógica, como agora lhe chamam) pode ser a solução para acalmar e manter a ordem.
ResponderEliminarOs animais respondem a estímulos. Se conseguirmos com que associem determinada ação a uma situação (uma causa - consequência), então estamos a conseguir educá-los
E não, não andei a espancar os gatos. Bastou uma ou duas vezes, uma ação imediata nas asneiras que estavam a fazer. Depois disso basta mostrar. Ele têm boa memória
Claro que não é preciso espancar os gatos, assim como não é preciso espancar os filhos Basta agir na altura!
ResponderEliminarQuase que podia ser um slogan: se usar o chinelo, use com moderação!
ResponderEliminarOlha, fico feliz por saber que pensas assim; e eu a pensar que já era a única neste país a achar que o chinelo é um belíssimo remédio.
ResponderEliminarSim em duas gerações as teorias foram tantas que o chinelo quase desapareceu . Pode ser que com os resultados que estão à vista, volte a aparecer. A bem dizer ja ouço amigas minhas a irem pelo mesmo caminho.
Ora nem mais!
ResponderEliminarChinelo na mão, mas com moderação.
Ou então: chinelo trabalha, moral avança
ResponderEliminarA minha variava porque era só estúpida. Eu nem era criança problemática ou mal comportada. Mas pronto, descarregava em mim as frustrações e a raiva de um casamento falhado. A colher de pau até era a preferida dela. E doía-me muito. O chinelo também, e sim lembro-me desses. Sola dura como cornos, fonix. A cena é que o chinelo apesar de apanhar uma área maior, era uma pancada seca e pelo menos a que me pariu não tinha muita agilidade com o chinelo, às vezes até lhe escapava da mão, já a colher de pau, ganhava tal velocidade e força que lembro-me de algumas chegarem a partir.
Apesar disto, e tendo noção que levei pancada de forma abusiva e gratuita, acho que sim, há métodos da pedagogia do antigamente que são muito eficazes, desde que usados justificada e convenientemente. Team chinelo (deixem a colher de pau pra mexer a sopa)
Bom, ainda mais impressionada fico contigo depois de teres levado injustamente :(
ResponderEliminarAinda assim tens (na minha opinião) uma perspetiva correta.
Lamento querida...assim não.
Sou apologista de uma chineladas bem dadas mas com motivo, e já as dei com motivos.
Agora percebo porque a colher de pau te doia mais, era com violência e a tua sehhora não tinha jeito para manusear o bendito chinelo.
Tens razão, o chinelo apanha mais area e se bem usado doi bastante, então os tais que te lembras...
Pois a minha mãe não o deixava escapar da mão. ...
Mas eu merecia, era mesmo reguila e tramada
Mas olha, ela dava ali um jeito que não empregava muito balanço, mas eu chorava lol
E olha que era so o 37..
Rambém não sou fã da colher de pau quando temos o chinelo mesmo ali à nossa disposição