Acabou-se o que era doce!
Duas semanas e meia pareciam uma eternidade de férias, assim quase quase como os três meses de férias dos idos tempos de escola, que eram sempre uma seca descomunal (ohhhhhh que burros que somos quando jovens inocentes).
Duas semanas e meia voaram. E no entanto deu para tanto e para tão pouco (ou é aquele gostinho do quero mais).
Kms percorridos, reencontros e abraços, banhos de mar, modo frango de churrasco na toalha, vira para um lado, vira para o outro. Ler, dormir, namorar, passear, petiscar, caminhar, sentir a brisa, o cheiro a maresia entranhado na pele. Sem relógio, sem maquilhagem, sem roupas muito aprumadas, sem mil tralhas na carteira (afinal nem são assim tão essenciais para andarem comigo todos os restantes dias do ano), cabelo em desalinho (mais que o normal). A vida de chinelo no pé ou pé descalço na areia assenta-me tão bem.
Contemplei o mar sem me cansar. Como se ele fosse um espelho da minha alma: um longo e cristalino horizonte de água e luz. Sereno. Encontrei o meu equilíbrio, que tanto me tem faltado este ano. A sensação de paz e sossego depois de uma longa tempestade.
Dentro de horas toca o despertador. Volta a tirania dos dias, dos horários, das rotinas, das tarefas, das pessoas que me sugam a energia positiva (e a paciência).
Afastei de mim aquela aura negra. E espero, sincera e verdadeiramente, que ela não volte. Que eu tenha a coragem e sabedoria necessárias para a afastar. Relativizar, não dar importância a pessoas e atitudes mesquinhas, hipócritas. Que eu consiga manter-me a uma distância de segurança dos problemas dos outros, para que não tenha de carregar o mundo deles nos meus ombros. Estarei aqui para quem merece toda a minha dedicação e estima, mas terei de aprender a não absorver tanto os dramas e problemas dos outros. Posso ouvir, comentar, dar opinião, se ma pedirem. Mas não posso mais, de forma alguma, carregar o mundo dos outros como se meu fosse.
Quero lembrar-me da leveza e enorme harmonia que senti quanto contemplei o horizonte do mar, respirei fundo a sua brisa, e deixei-me embalar no som das ondas. Quero lembrar-me da leveza que senti quando, dentro de água, me deixava enlevar no vai e vem da ondulação, sentindo o sol e a água em simultâneo no corpo.
Quero que esta leveza fique dentro de mim.
Preparada para regressar ao trabalho? Ao trabalho sim, que não é o trabalho que me causa stress. São as pessoas, a luta de egos, a forma como se descartam problemas para os outros até que haja alguém que resolva. A responsabilidade que tenho nas funções que desempenho por um ordenado totalmente desadequado. Ficar a saber de quem teve progressões e aumentos salariais e ficar com aquele ar de ingénua, como se fosse o mérito reconhecido, o trabalho, esforço e dedicação. Não. É quem lambe melhor as botas. Quem sabe cair nas graças das pessoas certas e com poderes para...
Respira. Inspira. Sente a brisa do mar. O som ao fundo das ondas. A maresia que trazes entranhada na pele. Faz o que te compete, o melhor que sabes, para que no final do dia venhas de consciência tranquila: o que era da tua responsabilidade ficou feito.
E é neste mantra que me estou a concentrar para não estar já com um ataque de ansiedade, com um nó no estômago, porque vou regressar e vou voltar a ter de trabalhar com pessoas que afetam negativamente. E é porque eu deixo. Eu sei. É o desafio, agora que me sinto rejuvenescida e com novas energias recarregadas: não permitir que me afetem. Só têm a importância que eu lhes dou.
E para que o primeiro dia não custe assim tanto, já combinei com uma colega/amiga irmos almoçar. Também ela regressa amanhã das férias. Nem tudo é mau, e regressar implica rever pessoas que me são queridas, de quem tenho saudades e com quem quero partilhar esta boa vibe das férias. É isto que tenho de valorizar.
Manter o foco para ser mais positiva e feliz no trabalho (algumas dicas disponíveis ao clicar na imagem).
So, let's go! Yes, I can!!! ![]()

Noa noite . Fico contente por te saber recuperada. Não permitas que a nuvem negra regresse. Relativiza, ignora , não percas a alegria e o entusiasmo que mostra neste texto.
ResponderEliminarInfelizmente , em Portugal não vigora o mérito, mas o oportunismo, a cunha, os favores.
Um beijo e uma boa semana
O texto anterior foi com algumas gralhas. Escrever no Tlm às vezes dá asneira. Bjo
ResponderEliminarEu sei que não é só na empresa onde trabalho. Já passei por vários sítios, mudam as moscas, mas a merda é a mesma (expressão que uma amiga minha utilizava muito).
ResponderEliminarTenho mesmo é de me focar que é só um trabalho, até gosto das minhas funções e do que faço, o que me dá cabo dos nervos e me causa stress são algumas pessoas e a forma como ali se empurra de um lado para o outro, se empata, se engonha, e resolver as coisas tá quieto. Eu sou raia miúda, há decisões que são superiores e é aqui que tudo empanca, é aqui que há uma luta de egos, é aqui que sou (somos, as minhas colegas é a mesma coisa) tratadas como miúdas... e há uma certa criatura que e acha um ser todo poderoso e que tudo sabe que gosta de pisar e humilhar os outros, porque ele é um ser superior e o resto é ralé subalterna. A puta da ironia? Está ali encostado com um cargo de consultor/assessor, não tem poder de decisão nenhum, mas só empata, dificulta, cria mais problemas, ninguém nos outros departamentos o está para aturar, fica tudo encrencado, e depois a culpa das coisas não serem feitas é de quem? Pois, o mexilhãozinho a lixar-se sempre. Piora quando a minha diretora de departamento, tendo perfeita noção e consciência do que se passa, ainda lhe passa a ele a mão no pelo, e nos pede a nós para termos inteligência emocional e perceber que o senhor tem as suas mais valias e é da "velha guarda". Basicamente não temos quem nos defenda, e quando há problemas, atrasos, o que seja, a responsabilidade é imputada ao pequenino.
Como eu te percebo. Às vezes até quero escrever um post rápido pelo telemóvel, mas não gosto. Para escrever prefiro sempre o computador e o teclado. Quando muito respondo aos comentários, ou comento noutros blogs, via telemóvel, porque é o que está sempre ligado e acessível. Mas a escrita inteligente também não é lá muito inteligente além das gralhas normais de quem escreve num ecrã de um smartphone.
ResponderEliminarBom regresso!!!
ResponderEliminarBoa tarde. Infelizmente o que domina é a amizade, o compadrio, e as cunhas.
ResponderEliminarSer competente não vale nada.
Ignorar é mto difícil, eu sei, para bem da nossa sanidade mental, ha aí fazer um esforço.
A inteligência emocional é grande moda. A ausência ds dita é culpada da falta de tolerância para os atropelos, a incompetência e outras limitações que muitos colaboradores.
Beijinho e uma boa semana.
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