Quem espera, desespera!
Duas semanas. Já se passaram duas semanas.
Novidades? Zero. Processo a decorrer nas duas seguradoras, mas é óbvio que a minha não mexe um dedo, nem tem de mexer, porque não somos nós os responsáveis. A outra seguradora vai cumprindo os prazos legais. A nós resta esperar. Desesperar. Mas esperar.
Atribuição de carro de substituição? Nada. Só depois de se apurarem responsabilidades. Dá uma vontade de mandar alguém pó caralho quando se ouve uma merda destas.
Depois ligam porque querem falar pessoalmente connosco, recolher o nosso testemunho, que é como quem diz, a nossa versão dos factos. "Ah não são de Coimbra? Então vamos ver se alguém da filial de Aveiro pode falar convosco.". Os dias passam e nada.
Primeira peritagem feita. Já assinámos autorização para desmontagem do veículo. Segunda peritagem? Não sabemos. Sem data prevista. Sabemos que o limite para apuramento de responsabilidade e cedência de veículo de substituição vai até dia 16 de janeiro. Portanto, resta-nos ter custos não previstos e completamente injustos porque nos destruíram o carro e nós precisamos dele.
Dá cá uma azia na bílis. Uma pessoa paga um seguro de danos próprios, com tudo e mais um par de botas, paga e paga bem, e quando é preciso, assobiam para o lado. Não podiam zelar pelos interesses e necessidades dos seus clientes e depois imputar as custas à seguradora que assume a responsabilidade dos danos?
Isso e os procedimentos. Qual é a dúvida? Três carros estavam estacionados, em lugares devidamente assinalados para o efeito, e são dizimados por uma condutora que, aparentemente por negligência, conduziu sem estar em condições e perdeu o controlo do carro. Apurar responsabilidades? Vamos ter de justificar porque deixámos lá os carros estacionados, querem ver?
Oh país cheio de burocracia que só empata e engonha e faz perder a paciência a um monge tibetano.
Oh, Pandora!
ResponderEliminarOs seguros são sempre a mesma coisa...
As seguradoras só olham para o próprio umbigo, o resto é paisagem e nós é que nos lixamos... Sempre...
ResponderEliminarComo eu te compreendo. Passei por coisa semelhante há uns anos. também um caso 'simples'... uma 'simples' batida por trás. Também seguro com danos próprios. Foi uma novela mexicana a história do carro de substituição.
ResponderEliminarNa hora de pagar, não perdoam. A mínima coisa é motivo para aumentar o seguro. Mas quando uma pessoa precisa, assobia para o lado. Se não fosse obrigatório, haviam de ter muitos clientes. Ou mudavam a postura.
ResponderEliminarDisseste tudo.
ResponderEliminarHavia de ser possível prescindir deles. Afinal, na hora em que são precisos, falham e uma pessoa tem de aguentar na mesma com o prejuízo. Ora bolas!
Ai novela mexicana. Depois de escrever o post houve um pequeno desenvolvimento. Está aqui uma tragédia montada e não bastam três actos.
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