Não sou gaja de listas de resoluções de ano novo. Do vou comer melhor, fazer mais exercício físico, meditar, aprender yoga e a dança dos pauliteiros (é só pra homens?!), ler 365 livros, cozinhar 738 receitas novas e abraçar o vegetarianismo, poupar mais, ser mais saudável, mais isto e aquilo e aqueloutro. Não sou. Lá porque muda o ano, não, a vida não muda milagrosamente, nem nós. O processo de mudança é bem mais complexo que o virar do ponteiro do relógio à meia noite do dia 31 de dezembro. No entanto, e dado que o ano de 2017 foi, na sua generalidade, do início ao fim, um ano de merda que me derrubou, sim, eu aproveitei, qual naufrago em desespero, o estado de espírito da época, este renovar de esperanças, sonhos, objetivos, planos para os próximos doze meses do calendário. Sim, fiz a minha lista. Escrevi-a para mim. Para materializar e mentalizar os meus desejos de naufrago à deriva numa vida que anda um caos. Porque o meu grande desejo, não de ano novo, mas do momento presente da m...