Registo para a posteridade

- Se eu fosse rica, fazia como a outra. Ia a Itália enfardar, ia à Índia meditar e encontrar o meu lado zen, ia às ilhas gregas, enfim, viajava. Assim como não sou rica, tenho contas para pagar, resta-me enfiar a cabeça na areia e fingir uma normalidade que não sinto. (Pandora dixit)


- Isso seria fugir da realidade, não significa que fosses mais feliz. (Amiga de Pandora dixit)


- Ora foda-se, mas é todo um outro nível chorar num cruzeiro pelas ilhas gregas. (Pandora remata)


 Vale o teu sentido de humor. (Amiga de Pandora conclui)


 


 


Até os heróis caem. E somos humanas, a nossa força também falha, também quebra. Mas somos feitas desse material que quebra e cola-se. Fomos forjadas numa vida de dificuldades. Somos sobreviventes. E podemos cair, quebrar, chorar, sangrar. Só que há-de chegar aquele momento em que cuspimos nas feridas, sacudimos o pó, juntamos os cacos e seguimos caminho. (Pandora)


 


Trechos de uma conversa muito terapêutica. Uma conversa que destrancou a porta do quarto escuro onde me refugiei nas últimas semanas. Uma conversa que me pôs a expulsar os demónios e soltar angústias. Uma conversa onde falei e ouvi, compreendi e aceitei. E o compromisso mútuo: no meio disto tudo, temos de ser nós, por nós.  



 

Comentários

  1. Choraremos diamantes ;)

    Verdade! Nada como uma boa conversa, para percebermos a profundeza do nosso nevoeiro, mas conseguirmos ver que não estamos sozinhos e que o "nosso poço" já foi mais fundo.

    Que fique na memória :)

    Beijinho,

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  2. Perceber que no profundo e denso nevoeiro há mãos amigas que vão tateando até se encontrarem. Quando partilhamos as angústias, sentimo-nos mais leves, como se o peso do mundo que carregamos sobre os ombros aliviasse. Obrigada. Pela partilha mútua. 

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