Registo para a posteridade
- Se eu fosse rica, fazia como a outra. Ia a Itália enfardar, ia à Índia meditar e encontrar o meu lado zen, ia às ilhas gregas, enfim, viajava. Assim como não sou rica, tenho contas para pagar, resta-me enfiar a cabeça na areia e fingir uma normalidade que não sinto. (Pandora dixit)
- Isso seria fugir da realidade, não significa que fosses mais feliz. (Amiga de Pandora dixit)
- Ora foda-se, mas é todo um outro nível chorar num cruzeiro pelas ilhas gregas. (Pandora remata)
- Vale o teu sentido de humor. (Amiga de Pandora conclui)
Trechos de uma conversa muito terapêutica. Uma conversa que destrancou a porta do quarto escuro onde me refugiei nas últimas semanas. Uma conversa que me pôs a expulsar os demónios e soltar angústias. Uma conversa onde falei e ouvi, compreendi e aceitei. E o compromisso mútuo: no meio disto tudo, temos de ser nós, por nós.
Choraremos diamantes ;)
ResponderEliminarVerdade! Nada como uma boa conversa, para percebermos a profundeza do nosso nevoeiro, mas conseguirmos ver que não estamos sozinhos e que o "nosso poço" já foi mais fundo.
Que fique na memória :)
Beijinho,
Perceber que no profundo e denso nevoeiro há mãos amigas que vão tateando até se encontrarem. Quando partilhamos as angústias, sentimo-nos mais leves, como se o peso do mundo que carregamos sobre os ombros aliviasse. Obrigada. Pela partilha mútua.
ResponderEliminarNão estamos sozinh@s ;)
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