O pior é que não me surpreende
Ontem tomei um banho bem quente, bebi chá de limão, tomei o anti-histamínico e adormeci no séc. XXI.
Hoje creio ter acordado na Idade Média.
Trump é eleito, senhores, isto até é ridículo de se dizer, eleito (poder dado ao povo para votar no seu representante) presidente dos USA e, por consequência, líder mundial de uma superpotência económica e militar.
E eu, que raramente me meto em debates políticos, ainda que mantivesse uma esperança remota de não assistir a esta realidade, lá ia dizendo que não me admiraria que Trump ganhasse, já que ele personifica o cidadão americano burro, xenófobo, acéfalo, bruto, de um patriotismo cego pelas armas e poder bélico. E pelos vistos não me enganei. E caramba, como eu gostava de estar redondamente enganada.
Mas o que ainda me surpreende mais é como é que o povo (eleitor) americano, depois de um presidente fenomenal como Obama, um humanista inteligente, carismático, que procurou melhorar a vida dos seus cidadãos, procurando corrigir as desigualdades sociais e garantir-lhes os seus direitos naturais, que promoveu a paz no mundo, usou o poder do diálogo em negociações de paz, como, pergunto-me como é possível este povo, depois de ter tido um iluminista como presidente, escolher um homem das cavernas para seu sucessor? Os americanos gostam de chafurdar na trampa, não gostam? E arrastar o resto do mundo.
Completamente. Porra pra eles!
ResponderEliminarEu não estava nada a espera.
ResponderEliminarEu estou atónita, mas não propriamente surpreendida, se é que me faço entender...
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