Prenda de anos forçada (e antecipada)

Como tantas vezes já aconteceu, o meu telemóvel caiu ao chão.


Partiu o ecrã? Não. 


Escangalhou-se? Não.


Tudo parecia normal... até que percebo que coluna de som que é bom, nada. E o pior nem é não poder ouvir músicas ou ver vídeos. O pior mesmo é que o bicho não tocava se me ligavam e nem eu ouvia nada do outro lado se me atendessem. E sim, andei a fazer testes com o homem, ele a ligar-me, a atender, e coluna funcionar, nada. Emitia um zumbido irritante. Não tivesse eu, ainda, esperança que, por algum milagre, ressuscitasse, e dizia-lhe o zumbido. 


Desepero. Ficar assim sem telemóvel em véspera de ir para fora. Como ia falar com a menina que vem fazer o cat sitting aos meus meninos? Sem tempo para mandar arranjar, Gandhe diz-me que para o arranjar mais valia comprar novo, que o arranjo pouco menos ia ficar do que ele custou, há uns anitos. 


Era tudo o que eu precisava. Uma despesa sem contar. Ainda por cima com telemóvel. 


Ahhhhhh, a sério, há uns anos atrás vivíamos todos sem isto e era possível. Agora? Missão (praticamente) impossível.


Resultado: em vez de estar a fazer a mala ao fim da tarde, lá fui em busca de um telemóvel novo. Diz que faço anos e é a minha prenda de mim para mim. Ora, prendas destas, assim, dispensava. 


Em compensação, o rapaz levou-me à ourivesaria onde me apaixonei por este anel. E ofereceu-mo. Ainda não o trouxe porque não havia o meu tamanho, mas vai chegar. 


Agora vou ali acabar de fazer a mala: difícil escolher coisas para três dias, ainda mais com o tempo tão incerto. Amanhã é dia de acordar cedo, mas é por bons motivos: fazer-me à estrada e ir para novas paragens. Ansiosa!!


 

Comentários

  1. Já fizeste anos?
    Então não é bom, dar uma prenda de nós para nós?
    Eu vou fazer isso para a semana.

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