Já ganhei um lugar no céu, não?!
Ontem tomava o pequeno almoço com vagar, pensando como queria aproveitar o domingo de sol. Estava para desafiar o Gandhe a almoçarmos numa esplanada, depois aproveitava para levantar uma encomenda no centro comercial. Mas antes que eu verbalizasse os meus pensamentos, ele pergunta-me:
- Queres ir almoçar fora?
Olho para ele como se ele tivesse adivinhado os meus pensamentos. Pobre tonta, mal sabia que o convite era encapotado e ainda não estava concluído...
- Com a minha mãe. Ela convidou-nos.
O meu olhar deve-se ter transformado em gelo, porque vio-o encolher-se todo, e a medo dizer que ela já ligara no dia anterior, mas ele não sabia como me havia de perguntar.
Respiro e solto um: tá bem, é dia da mãe, mas atenção, tenho outros planos e coisas para fazer, espero que o almoço não dure a tarde toda.
Pergunto onde é o almoço, ele não sabe. E eu já a ver o filme, vamos buscar a madame e seu namorado a casa, ser os motoristas, e levar com eles o dia todo. Sério? Cedi numa parte, esperava que ele fizesse a dele.
Meu dito meu feito, eu devia ter saído de casa de Smart. Nem sequer tinha estacionado a carrinha, já ela entrava por lá dentro, instalando-se à lorde. Só faltou dizer que lhe apetecia algo. Diz onde é para ir, e lá vamos nós, eu a ruminar o fel.
Durante o almoço ela dizia pérolas como: ai consolem-se, hoje o almoço é de borla, comer é hoje que é dado. Pó caralho, que quando lhe paguei almoços em restaurantes nunca lhe disse para encher o bandulho que era eu a pagar.
Depois vira-se para o filho: ai olha ali aquela rapariga, tão linda, cabelão comprido, loiro, aqueles olhos azuis, mesmo linda.
Obrigadinha pela parte que me toca, já que sou todo o oposto: baixa, cabelo curto, castanho caju e de olhos castanhos.
Vale o namorado até ser uma pessoa simpática, e lá ia conversando e atenuando os efeitos nefastos da sogra.
Depois de almoço, ai vamos tomar café a qualquer lado. Fomos. Eu só olhava para o Gandhe de lado. Já só pensava era largar-me para o centro comercial levantar a encomenda e apanhar o comboio para casa.
Não foi preciso. Depois do dito café numa esplanada no centro histórico da cidade, ela quis ir passear com o namorado, e disse que regressavam a casa de comboio.
Eu lá fui fazer o que tinha a fazer, regressei a casa, e sinceramente, ignorei o Gandhe. Não vale a discussão, não vale nada, estou farta, cansada, eu nem sabia se estava danada com ele, por causa de ter feito as coisas como fez, quase que me armou uma cilada para eu não poder dizer não, ao mesmo tempo nem me agradeceu eu ter feito o esforço para ele almoçar com a mãe no dia da mãe. Enfim. Estou em voto de silêncio. Ele que não me chateie, que eu estou em modo vulcão a acordar.
Para a semana faço anos, marquei férias, temos uma escapadinha de três dias marcada, mas estou aqui com uma neura que já não me apetece ir para lado nenhum.
Episódios com a sogra têm desgastado muito a relação. E a verdade é que cheguei ao ponto em que nem sequer me apetece fazer o esforço. Não quero discussões, também não quero conversas da treta, não estou para levar com fretes, estou é farta desta merda, ponto.
Dica de Pandora para solteiras: arranjem um orfão!
essa é sem duvida a melhor opção ...
ResponderEliminarO quê? Ignorar, meter as malas do gajo à porta e arranjar um órfão?
ResponderEliminarA melhor opção é respirar fundo...perdoar o Gandhe...porque enfim também não é nada fácil para ele...e pensar que é exactamente isso o que a sogra quer....que fiques assim irritada...mal com o filho! Não lhe dês tal prazer!!!!
ResponderEliminarComo eu te compreendo, parecia que estavas a relatar o meu dia. Não é fácil, inspira, expira!
ResponderEliminarSim porque não !!!
ResponderEliminarse tu mesma dás esse conselho !!! porque não??
Tenho respirado fundo, tenho, mas ando aqui a remoer o dia de ontem. Perdoá-lo? Entendo que tenha receio de me vir com os convites da mãe, entendo que ainda há pouco mais de um mês pus um ponto final na relação, e aceitei reatar, com cedências mútuas no que à mãe dele diz respeito. Agora continuo a não conseguir entender nem perdoar ele ser uma autêntica criança, incapaz de tomar uma atitude. E falar-me do raio do almoço a duas horas do dito acontecer???? Mesmo assim cedi e ele continua a fazer as vontadinhas à mãe, mesmo com as boquinhas idiotas por parte dela?
ResponderEliminarEu sei bem que ela nos quer separados. Até já lhe mostra loiras de olhos azuis.
ResponderEliminarNão é fácil mesmo. Estou numa mistura de revolta com resignação. E a pensar se fiz grande asneira em não me manter firme na decisão de nos separarmos há pouco mais de um mês, sendo que o ponto de discórdia era quem mesmo? Pois...
Fosse assim tão simples...
ResponderEliminarMas é isso o que tu queres? Acabar com o Gandhe????
ResponderEliminarAchas que as bocas da sogra são mais importantes que o que sentes por ele?
Veres a sogra 1 vez por mês (ou menos) ouvires as bocas dela etc é algo tão penoso para ti a ponto de pores a tua relação em jogo?
Não estou com isto a dizer que o Gandhe tem razão ou que fez bem em não te avisar com antecedência do almoço!! Não sei que cedências é que ele fez! Se calhar gostava de passar mais tempo com a mãe, e não o faz porque sabe que vocês não se dão! E se calhar não se impõe perante a mãe porque por algum motivo não o consegue fazer! Um motivo tão profundamente enraizado nele que por mais que ele queira e saiba que o tem que fazer, não o consegue!
Há razões que a própria razão desconhece!
Apenas te estou a pedir para reflectires melhor, pensares no que sentes por ele, e se realmente vale a pena lutar por esse sentimento!
Beijinhos
Eu já acabei com ele quando foi o episódio da Páscoa. E disse-lhe com todas as letras que se não se iludisse, enquanto ele estiver assim à disposição da mãe e a mãe sempre em primeiro lugar, não funciona comigo nem com nenhuma outra.
ResponderEliminarNão é nada fácil, principalmente quando os queremos fazer perceber que agora a família dele somos nós e eles quando estão com as mães parece que voltam a ter 10 anos e a acatar tudo o que a senhora diz. Enfim, muita calma, temos que impor o nosso lugar.
ResponderEliminarDesculpa, mas se era dia da mãe, já sabes que o rapaz tem uma ligação a mãe por muita que mal que ela faça.
ResponderEliminarAtenção também não tenho pais de jeito e já me fizeram muitas, umas que ainda eu e as minhas irmãs ainda estamos a pagar.... e já pensei em os mandar a merda, mas o B diz logo que não, que não me quer longe da minha família por muitos problemas que eles nos dêem... porque vê o lado bom da coisa, tem uma excelente relacionamento com a neta.... criar brigas com a minha família iria criar tensão entre mim e as minhas irmãs e a minha filha perdia avós, tios e primas... e sinceramente por ela eu engulo muita coisa... e quando quero largar a toalha é o B que diz não largues juntos conseguimos.
Agora pelo que li não vi frete nenhum nem comentários difíceis de engolir. Sim a n pessoas que assim são mandam bocas de olha que sou eu que pago... mandam bocas a provocar sim.
E sabe que isso resulta porque tu te importas, tu evitas-a.... Problemas com familiares vais sempre ter...
No meu mundo tu estas separada da família e sentes-te bem assim, ainda bem para ti... tens um rapaz que te ama a maneira dele e a família dele e só prova que ele esta ali para o bem e para o mal por ser incapaz de se separar da mãe como tu pretendes que ele faça.
Imagina-te sem ele e doente sozinha sem família daqui a uns anos?! Vês a importância que a família tem.... se eu daqui a uns anos perder o meu marido ou nos separarmos, quem vai lá estar para me apoiar?!É as minhas irmãs.... quando preciso de alguém que fique com a M, a quem ligo a minha mãe e agora que a minha mãe não pode porque está a cuidar dos meus avós fica a minha Sogra.
Sim eu tive de ligar a minha Sogra para me acompanhar a um exame que é preciso acompanhante... o meu marido esta a trabalhar, e se eu não tivesse nem família (por opção) e não tive marido... pedia a quem?! Sabemos bem que os amigos muitas vezes só nos acompanham nos bons momentos.
Estou junta a 12 anos, já passei por muitas coisas com a família dele e com a minha... e no final só ficamos mais fortes, porque nos juntamos... sabemos que temos que lidar com merdas e personalidades diferentes. Mas eu também não agrado a todo o mundo, e sei que a família dele também ouve algumas bocas parvas da minha parte, principalmente quando a mostarda me sobe ao nariz... mas para o bem e para o mal somos família, a minha e a dele.
E outra coisa que talvez só entendas quando fores mãe.
ResponderEliminarO amor de mãe e filho (a) é incondicional e irracional.... o mesmo se passa ao contrário entre filho (a) e mãe.....
Eu sinto mais remorsos e preocupações com a minha mãe... e por ela é que aguento muitas coisas... é uma ligação que não se explica... é um amor incondicional e o que exiges do teu rapaz vai para além daquilo que ele consegue fazer, escolher entre ti um amor dele e a mãe dele outro amor dele.
É pena ires dar uma alegria tão grande a essa sra!!!!
ResponderEliminarEla não merece de todo!
Mas claro a decisão é toda tua!
sim... eu sei que não é assim tão simples ...
ResponderEliminarPor ser dia da mãe e saber que era importante para ele, acedi, sem discussões. Se pus as minhas condições? Sim, até porque o convite veio com 2h de antecedência e eu com coisas planeadas para fazer. Se já ouvi bocas piores, vinda da mesma senhora? Sim. Mas quando os limites já foram ultrapassados há muito, qualquer piadinha de mau gosto custa a engolir.
ResponderEliminarPor não ser mãe e por ter uma relação péssima com a minha família, achas que não consigo perceber o outro lado? Percebo, ou esforço-me por isso. Ainda assim, não ponho ninguém a escolher entre as duas, ponho-o sim a decidir se eu valho a pena ter algum respeito e consideração e exijo-o. Porque se a mãe está acima de tudo e todos, ele não está a fazer nada comigo. Porque se um dia ele também for pai e mesmo assim a mãe vem em primeiro lugar, então nem vale a pena pensar em filhos ou ter a sua própria família. Porque se me ama como diz e não consegue fazer com que a mãe aceite e respeite, então vamos estar permanentemente nestes conflitos.
Desta vez nem discuti, não me chateei. Se fui de sorriso de orelha a orelha? Não. Mas fui, cedi, acompanhei-o, e não armei nenhum barraco em casa por causa disso. Mas também estou sem paciência para conversinhas da treta, porque uma vez mais ele é um puto debaixo da saia da mãe. Assumir os quase 35 anos está quieto, e continua a fazer o que ela quer, quando ela quer, e eu vou de arrasto. Desta vez sem grande escolha, até porque dizer-me que era para ir almoçar a 2h do "encontro" é no mínimo cobardia.
Aqui está na balança dar-lhe essa alegria tão grande, deitar fora os últimos 12 anos da minha (nossa) vida e tudo o que temos construído juntos, deitar fora o que sinto, mas... ter alguma paz e sossego. Em alturas como esta eu só penso que se é para me sentir sozinha, que o esteja efetivamente, sem ilusões.
ResponderEliminarA parte do impor o nosso lugar é que é difícil. Impor perante as mães deles, fora de questão. Elas não reconhecem qualquer valor em nós, pelo que entrar num conflito direto é derrota certa. Eles como filhos é que têm de lhes pôr os limites, mostrar que agora também têm a sua família, que por agora pode ser só a mulher/namorada, mas no futuro virão filhos. Quando não passam desses miúdos de 10 anos com medo da sombra da saia das mães, realmente não há muito que possamos fazer.
ResponderEliminarAté pode ser, não digo que ele não tenha culpa. Agora tu e só tu é que tens de saber se consegues engolir os sapos e conviver minimamente com a senhora.... se achas mesmo que não és capaz, então digo já para saltares fora. Para mim ele também te coloca em primeiro lugar, e sim ele já assumiu que já se chateou com a dita por não te respeitar, mas se mesmo isso não resulta é muito complicado virar costas a nossa família. <br />Falem e assumem e define já com ele "regras".... em ocasiões festivas sim tu aturas o frete... mais que isso vai ele sozinho... ou então restringes as reuniões ditas familiares por uma vez por mês. <br />Ele que fale com ela ao telefone por exemplo. Se tiverem isso bem definido... e ele quando a mãe o convidar dizer que já tem planos e que não pode ir, ou se quiser que vá sozinho mas sem se esquecer que tu também és família. <br /><br /><br />Com filhos a coisa não fica fácil, mas por experiência os filhos vem em primeiro lugar até nos filhos dependentes da mãe...
ResponderEliminar12 anos é muito tempo!!!!
ResponderEliminarMas tirando esses momentos que partilhas com a tua sogra a vossa relação não é boa?
Desculpa estar a meter-me na tua vida!
É triste deitar fora 12 anos...
ResponderEliminarTens de te perguntar a ti própria se te sentes mesmo sozinha? Ou se estas chateada?
Se estas doente, ou tens algum problema ele deixa-te sozinha só porque a mãe ligou?! A mãe liga e ele vai a correr?!
Analisa bem a situação de cabeça fria... para mim sentiria-me sozinha se o gajo fosse todos os domingos comer a casa da mãe, ou se todos vai a casa da mãe primeiro antes de ir ter a casa dele... isso sim digo que é para esquecer... e olha que conheço homens assim, as mulheres estão em casa sozinhas com os filhos porque o marido primeiro vai ver da mãe e dar um beijinho e no fim de semana estão sempre em casa das mães.
Niki, é o meu esforço por ele, por respeito a ele e à família, neste caso à mãe. A senhora é tão complicada que de uma família tão numerosa só mantém relações com a própria mãe e o filho. No ano passado uma sobrinha casou, estiveram lá os tios todos e primos, e do lado dela, ninguém foi sequer convidado, ficámos a saber do casamento pelas fotos no facebook. Portanto, tenho perfeita noção que ela é uma daquelas pessoas muito complicadas, que é mãe dele e que ele não a vai deixar de apoiar. Só merece o meu respeito por isso. Agora, também está nas mãos dele travar os abusos de confiança, e sim, ele lá vai fazendo isso, a conta gotas, muito devagar, devagarinho, mas lá vai fazendo, e por reconhecer esse esforço nele, vou acreditando que temos motivos e condições para continuarmos juntos. Por acaso a senhora ultimamente até anda entretida com o namorado, não tem chateado todos os dias, como já aconteceu. Mas é este viver de sobressalto. Do telefone tocar às 20h de um domingo (aconteceu na semana passada), ou agora de receber um suposto convite para almoçar, mas afinal não é a dois. É este medo de voltar, sim, já aconteceu, a ficar sozinha porque ele larga tudo e vai, ou ver ele negar-me ajuda porque discutimos por causa da mãe dele. É este medo de ter um filho e correr o risco de ficar sozinha com a criança, porque a mãezinha decidiu que lhe dói a barriga e precisa que ele lá vá.
ResponderEliminarQue sapos estou disposta a engolir? Os meramente necessários para um relacionamento o mais cordial possível, e pouco frequente, e sim, vamos restringir aos eventos festivos e familiares, ontem era um desses e cedi na hora, sem armar barraco com convite tão... enfim. É cansaço o que eu tenho. E saber que vai ser disto enquanto estiver com ele.
Nunca tive problemas com a mãe do meu ex-namorado. Sempre foi muito simpática e atenciosa e acho que quase se preocupava tanto comigo como a minha mãe.
ResponderEliminarOs meus problemas foram mesmo com o meu ex. E posso dizer que o meu último ano da relação foi praticamente essa última frase tua "
Obrigada pela tua partilha.
ResponderEliminarBem sei que quando o afastamento é enorme já pouco ou nada há a fazer.
Por enquanto, estou a deixar a minha poeira baixar e o meu animo serenar. Mais calma hoje, mas ainda de rastilho curto.
Como eu entendo e me revejo (com as devidas excepções) neste relato! Eu estou junta com o meu moço há quase 2 anos (ambos divorciados e com filhos) e foi tudo lindo no inicio. Que a ex dele era isto e aquilo, que o filho já não estava feliz há muito tempo e agora comigo via-se que sim, blablablabla..... Ao fim deste tempo, lá se revelou: os meus filhos são mal-educados e o dele é o supra-sumo da educação, ele não vê mais o filho porque eu o proíbo de jantar lá em casa entre outras acusações de quem não sabe do que fala e ouve apenas uma versão, a da ex-nora com quem agora anda aos beijos e abraços e voltou a ser a melhor do mundo!
ResponderEliminarComo tive o desplante de lhe responder à letra e dizer-lhe que não admito intromissões na minha vida nem na minha casa, fez-se de "virgem ofendida" ao filho: agora sou uma ordinária e uma vibora que só a quero afastar dele (sim foram estas exactamente as palavras!).
O filho? É um paz de alma, não quer ofender ninguém, não se coloca do lado de ninguém porque ah e tal uma é mãe outra é a companheira, porque tem as duas razões e nenhuma tem, etc, etc, etc. Impor-se é difícil (se bem que ela não dá hipóteses porque ele diz-lhe que não é assim mas é porque ela é que sabe como se estivesse estado presente numa série de coisas de que fala, enfim...)
A minha posição? Resposta directa à senhora que não lhe admitia mais mensagens nem acusações (cheguei a informá-la que difamação é crime civil neste país) que fizesse de conta que eu e os meus filhos não existimos... A ele foi mais simples, assunto encerrado ela não entra mais na minha casa nem me dirige a palavra. Ela de um lado eu do outro, cada uma no seu sitio...Se ele entender que a família dele é apenas aquela a porta está aberta, se entender que tem duas famílias (a de sangue e aquela que constrói todos os dias comigo) óptimo cá estamos os dois para resolver os problemas e fazer o melhor que conseguirmos! Não é fácil gerir estas situações porque acabamos por ser apanhadas numa "teia" em que para não nos chatearmos com quem vive connosco temos que engolir sapos (e como eu detesto engoli-los) e por outro lado impor a nossa posição.... não te conhecendo (e desde já as minhas desculpas pela intromissão) mas se efectivamente se gostam e se dão bem fora dessas confusões só resta saber se estão os dois na mesma onda e a lutar pelo mesmo. Se assim for, vale a pena com certeza engolir a seco de vez em quando (honestamente eu não teria o teu "estômago" de ir almoçar com a sogra nestas condições, os meus parabéns! :)
Sei o que isso é... Mas, lá temos de aguentar. São mães deles!
ResponderEliminarAprendi na própria pele que mãe não significa poder fazer tudo. Portanto, seja mãe, seja quem for há uma barreira que deve ser respeitada.
ResponderEliminarObrigada pela partilha e testemunho.
ResponderEliminarO almoço, sim, custa, mas como sei que é importante para ele, e nestes dias ditos "especiais" cedo, por ele. Ponho a minha cara de surda-muda e conto os minutos até o frete acabar. Mas confiança para andar em minha casa a criticar tudo e a meter o nariz e a mandar as postas de pescada dela, até porque ela é que sabe e é detentora da verdade, isso já acabou há muito. Eu evitei o confronto direto, embora vontade de lhe dizer umas quantas na cara não faltasse, precisamente por saber que eu ia ficar como a ordinária, cabra, má da fita. Quando a pessoa tem a incapacidade de ouvir alguém para além de si mesma, o diálogo é miragem e o confronto rebenta sempre para o lado da nora. Cabe ao filho mostrar-lhe os limites, mostrar-lhe que é adulto, tem a sua própria vida, casa, família, responsabilidades. É o filho que lhe tem de dizer que não pode ir, que já tem outras coisas. Não é o telefone tocar, largar tudo e ir, como se fosse um bombeiro em permanente serviço de prevenção. Uma vez ela ficou toda danada, furiosa mesmo, porque lhe ligou num sabado à tarde, estamos nós a estacionar o carro no supermercado. Por mais que ele lhe dissesse que demorava meia hora, ela não queria saber. Tinha de lá ir imediatamente. Qual era a urgência? Pôr o varão das cortinas no sítio. Episódios destes tenho-os aos montes coleccionados. Houve um tempo que ela ligava diariamente, não uma, não duas, não três, mas às 8 e 10 vezes por dia. Para mim inclusivé, porque ele não atendia. Claro, estava a trabalhar. Que queria ela?
Aos poucos ele foi controlando a fera. E tivemos alguma sorte. Ela ficou viuva e pensei que ia ser um inferno, mas ela depressa arranjou um namorado. Depois reformou-se e temi novo inferno, mas vale o namorado mantê-la entretida. Ainda assim, para favores e recados e tudo o que se lembra, é ao filho que liga e exige.
Recentemente, e por nova crise que passámos à conta dela, ele confessou que ela já lhe fez várias vezes a cabeça para nos separarmos, ainda o pai era vivo e ficava do lado dele quando dizia à mãe que ela não tem de gostar de mim, só tem de aceitar e respeitar a pessoa de quem ele gosta e escolheu.
Vamos arranjando esta zona mais ou menos neutra. Aceitei ceder em determinadas alturas e acompanhá-lo a eventos familiares, porque são importantes para ele, ele ficou de ir pondo travões e limites à mãe.
Este domingo ele não agiu bem. Mas entendo que estivesse cheio de medo de me falar do convite para o almoço com ela. E se cedi foi por ser dia da mãe. Um domingo banalíssimo e eu teria-lhe dito para agradecer o convite mas já tínhamos coisas planeadas, nem que fosse ficar em casa a ver tv.
É difícil. Muito difícil. Quando as sogras entram neste jogo de disputar a atenção dos filhos, tratam as noras como se nada fossem, é complicado, mesmo para eles, entendo. Vou acreditando que estabelecer limites pode ser uma ajuda para que as coisas possam decorrer sem grandes atribulações. Mas tudo tem os seus limites... e há-de chegar o dia em que eles têm de decidir se querem continuar como miúdos de 10 anos agarrados à saia da mãe, ou assumirem os adultos que são e defender e dar prioridade à família que construíram.
Devia. Mas ás vezes é complicado. O meu, por exemplo, é menino da mãe. Ficou sem pai aos 14 e apegou-se muito a ela que o criou com dificuldades. Por isso não me posso meter muito no meio.
ResponderEliminar"...
ResponderEliminar