Não posso obrigar ninguém a ouvir-me, a perder o seu tempo com os meus problemas e angústias. E como já levei com uns quantos baldes de água fria, acabo por cada vez mais me retrair.
Eu era exatamente igual! Até que um dia tanto acumulei que ao minimo promenor explodia, andava impossível.. E as razões eram precisamente as que apontas: não queria maçar, não queria chatear, etc. Mas a verdade é que têm de existir pessoas que também te saibam ouvir..
Ás vezes dás por ti a desabafar com estranhos! Claro que não é ires dentro do autocarro e começares a contar a tua vida, sem te perguntarem e conhecerem de algum lado, como eu já vi!
Nos meus idos tempos de estudante eu era conhecida como a "psicóloga". Chato era haver gente que só se lembrava de mim quando precisava, como se eu fosse um ursinho de peluche que se tira da prateleira para chorar e se arruma quando volta a ficar tudo bem. Agora brinco a dizer que noutra vida fui padre. Ou o divã de Freud. Mas custa um bocado haver aquele dia em que gostaria de inverter papéis e tenho o eco da minha voz.
Por acaso sou muito reservada nesse aspeto e não me abro com qualquer pessoa, mas sim, já dei por mim a falar com pessoas com quem tenho menos confiança, e das poucas vezes que aconteceu, até foi uma agradável surpresa. O problema é criar expectativas nas outras pessoas, aquelas que achamos que estão sempre lá, como eu estive para elas. Nem sempre é assim. Já devia saber. Aliás, é por o saber que me fecho. Cada vez mais.
Já ganhei o dia. Acabaste de me mandar um beijinho. Com o bónus do querida. Pronto, é por estarmos no Natal e coiso. Oh pá, um dia havemos de beber umas minis, tu com os amendoins, eu com os tremoços, e é tarde de conversa.
Oh, esses percebem quando estamos tristes sem que seja preciso dizer-lhes. Dão-nos muitas lições de humanidade. Infelizmente nem toda a gente as entende ou aprende.
Toda a gente precisa de alguem para desabafar. Não acumules tudo, tens de ir libertando as pressões também!
ResponderEliminarJá somos duas ...
ResponderEliminarPor vezes assemelha-nos ao mora das lamentações
Ou ao divã de Freud.
ResponderEliminarNão posso obrigar ninguém a ouvir-me, a perder o seu tempo com os meus problemas e angústias. E como já levei com uns quantos baldes de água fria, acabo por cada vez mais me retrair.
ResponderEliminarEu era exatamente igual! Até que um dia tanto acumulei que ao minimo promenor explodia, andava impossível.. E as razões eram precisamente as que apontas: não queria maçar, não queria chatear, etc. Mas a verdade é que têm de existir pessoas que também te saibam ouvir..
ResponderEliminarPor várias vezes que me perguntam se sou psicólogo!
ResponderEliminarDigo não, e respondem és Padre?
Não... O k então só podes ser gay!!!
É impressionante a facilidade com que as pessoas se confessam comigo, procurando de uma forma ou de outra uma opinião ou um qualquer conselho sábio!
Ás vezes dás por ti a desabafar com estranhos! Claro que não é ires dentro do autocarro e começares a contar a tua vida, sem te perguntarem e conhecerem de algum lado, como eu já vi!
ResponderEliminarNos meus idos tempos de estudante eu era conhecida como a "psicóloga". Chato era haver gente que só se lembrava de mim quando precisava, como se eu fosse um ursinho de peluche que se tira da prateleira para chorar e se arruma quando volta a ficar tudo bem.
ResponderEliminarAgora brinco a dizer que noutra vida fui padre. Ou o divã de Freud. Mas custa um bocado haver aquele dia em que gostaria de inverter papéis e tenho o eco da minha voz.
Por acaso sou muito reservada nesse aspeto e não me abro com qualquer pessoa, mas sim, já dei por mim a falar com pessoas com quem tenho menos confiança, e das poucas vezes que aconteceu, até foi uma agradável surpresa.
ResponderEliminarO problema é criar expectativas nas outras pessoas, aquelas que achamos que estão sempre lá, como eu estive para elas. Nem sempre é assim. Já devia saber. Aliás, é por o saber que me fecho. Cada vez mais.
Pandora...
ResponderEliminarAgora em tons de brincadeira, quem ajoelha reza, quem se deita no sofá tem de se sujeitar, o Varu não da borlas!
Um beijo querida, se te procuram é porque te reconhecem a sapiência e o conhecimento.
Ao Varu reconhecem o amendoim
ResponderEliminarJá ganhei o dia. Acabaste de me mandar um beijinho. Com o bónus do querida.
Pronto, é por estarmos no Natal e coiso.
Oh pá, um dia havemos de beber umas minis, tu com os amendoins, eu com os tremoços, e é tarde de conversa.
Falar com o Bicho é uma seca.
ResponderEliminarOk querida foi um up grade ao Varuzinha.
Eu gosto de vocês, sou um bicho com mau feitio, mas eu gosto de vos ver bem.
Coração de manteiga (de amendoim, entenda-se).
ResponderEliminarObrigada.
Por eu ser como tu é que disse! E também te compreendo, as pessoas não param de desiudir por isso é que gosto cada vez mais de animais...
ResponderEliminarOh, esses percebem quando estamos tristes sem que seja preciso dizer-lhes. Dão-nos muitas lições de humanidade. Infelizmente nem toda a gente as entende ou aprende.
ResponderEliminarNão.
ResponderEliminarSou um Varu simples que aprendeu a gostar das Varuzinhas e que quer que elas estejam bem.
É uma triste realidade!
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