Conto de natal: ironia natalícia!

Há um ano atrás escrevi este post. Longe de imaginar que um ano depois teria um natal assim.


Ora bem, na semana antes do natal eis que senhora sogra diz ao filho que este ano não está para se chatear no natal, até porque a mãe vai para casa do outro filho (irmão com quem não se dá), o namorado vai para casa da filha mais velha, e ela não está para se chatear e não quer fazer nada.


Eis que rejubilei com a perspectiva de um natal a dois, com quatro gatos, um natal sem fretes, sem hipocrisias, sem merdas (pardon my french), mas, ao mesmo tempo, fiquei com aquela recusa dela, em estar com o filho na noite de natal, entalada, até porque era só mesmo ele (nós) que tinha, curiosamente a mesma (e única) pessoa que tem ao longo do ano para o que precisa e quer. Mas cá se fazem, cá se pagam, e pode ser que agora o filho comece a perceber a mãe egoísta que tem e deixa de estar sempre disponível para as vontades e desígnios de sua majestade. 


Portanto, eu já há muito sou orfã de família viva, ele, que também não tem propriamente uma família unida já que a senhora mãezinha não se dá com ninguém,  este ano viu a mãe bater-lhe com a porta na cara, ficámos os dois num adorável pijama christmas. Preparei a nossa ceia, petiscos vários, e assim estivemos no nosso lar doce lar, em paz e sossego (o sossego só se sentiu quando os gatos adormeceram). Vimos séries, filmes, petiscámos, tirámos sestas, trocámos prendas, acabei de ler um livro que andava a engonhar, e lá se foi o natal, para o ano há mais.


No rescaldo tenho é o homem com um principio de infeção urinária, que me fez cancelar um almoço muito especial que estava marcado para ontem; já foi finalmente ao médico, antibiótico durante cinco dias, uma passagem de ano que se prevê regada a água (deve ser, deve), e assim se volta à vida rotineira depois da pausa natalícia, ainda que a meio balanço para a festa de passagem de ano, e nós, já que tivémos um natal calminho, na passagem de ano vamos em grande grupo de amigos fazer a festa. 


 

Comentários

  1. Quando assim é, o Natal a dois é do melhor!
    E eu também sei o que é fazer o frete para a mãe dele estar presente - com todos os seus defeitos é a única mãe que ele tem e não quero ser responsável por o afastamento deles - mas eu adoro o silêncio nestas alturas, e essa senhora desconhece o significado da palavra silêncio...  Para além de ter um defeito terrível que origina sempre discussões à mesa: o ponto de vista dela é o único possível e verdadeiro. E até o filho acha isso insuportável, e depois discutem... e lá se foi o Natal!


    Vá... para o ano há mais! ahahaha
    E... eu li os 3 livros do James Bowen... (bem, não se pode chamar ler, ao que eu fiz... mas foi mais ou menos isso) e amei, amei, amei! Tenciono reler, e eu nunca reli um livro! Que história de vida... que lição!

    ResponderEliminar
  2. Fico feliz por vocês! Eu também finalmente tive um Natal em paz e harmonia, eu e o meu pai, também nunca tive uma situação familiar normal!

    ResponderEliminar
  3. Também já li os três livros dele, e mal saia outro, é certo que o vou juntar à coleção. Um exemplo, sem dúvida. Uma história encantadora de como um animal pode transformar e salvar a vida de uma pessoa. 
    E sim, não tive um natal de mesa cheia de gente, mas finalmente tive um natal em paz e sossego, com a minha verdadeira família: aquela que está comigo todos os dias. 

    ResponderEliminar
  4. Parece que nesta altura é "obrigatório" mesa cheia de gente, reunião familiar. Quando as pessoas formam realmente uma família, sim, faz todo o sentido. Agora quando é para hipocrisias, para fretes, para cumprir tradições só porque sim, porque é uma obrigação, e o ambiente está longe de ser de união e partilha, então mais vale estar sossegado em casa. Para algumas pessoas esta realidade parece triste e solitária, mas só quem tem famílias muito complicadas é que entende a maravilha de um natal assim. Poucos, mas bons, unidos, não só no natal, mas nos restantes dias do ano.

    ResponderEliminar
  5. Sem dúvida! Resumindo a minha história tive azar com a minha mãe e madrasta, mas tenho  um pai maravilhoso foi ele que me criou!

    ResponderEliminar
  6. E que tudo o resto de foda! Porque é isso que verdadeiramente importa!

    ResponderEliminar
  7. Mulher do norte a falar. É mesmo querida Mula. Levei o meu tempo a valorizar quem tenho em vez de sofrer por quem não quer estar, independentemente dos laços de sangue. Foi uma epifania verdadeiramente libertadora. 

    ResponderEliminar
  8. Felizmente um compensa todos os outros. Há que valorizar isso. 

    ResponderEliminar
  9. Como se costuma dizer: Só faz falta quem cá está e às vezes, nem esses. Sempre fui bastante solitária, e aprendi rapidamente que estar só às vezes não é mau... essencialmente quando as pessoas que estão connosco só nos servem para agredir a alma.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Convido-te a partilhar