Na linha do horizonte


Ocupo os dias com nadas, porque nada me dá sentido. Ando assim, de coração vazio, disperso, a cabeça cheia de tanta coisa, as horas preenchidas com tudo, e nada me preenche.


Deve ser mais uma daquelas fases em que me deixo dispersar: os pés saem do chão e pairo pelas horas sem rumo. 


E quero estar sozinha. Como se o abraço da minha solidão me acalmasse e mostrasse o que há para além da linha do horizonte. 


 

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