Mudanças
Há mudanças que a vida nos impõe. Como um empurrão. Um fechar a porta na cara, um pontapé, que por vezes sentimos, a empurrar-nos noutras direções. Não escolhemos, muitas vezes somos apanhados de surpresa e, regra geral, reagimos mal, perdidos, feitos baratas tontas à procura de justificações ou de um sentido. Mais tarde percebemos que esse empurrão foi benéfico. Que aprendemos com o trilho percorrido, com os imprevistos, com as lições que nos aguardavam nessa mudança brusca que nos arranca da zona de conforto e nos muda o rumo.
Há mudanças que escolhemos. Que refletimos, ponderamos, vemos alternativas, estudamos hipóteses, traçamos cenários, e enfim decidimos. A mudar que seja para melhor. É a velha máxima. E as mudanças que tenho feito por minha opção nos últimos tempos foram, sem dúvida, para melhor. São mudanças pequenas, mas que me fazem bem. Ontem dei o primeiro passo para mais uma pequena mudança. E há tanto tempo que não sentia o entusiasmo que me levou há quase três anos atrás a dar o passo na primeira mudança. Porque quando não estamos bem, satisfeitos ou realizados, devemos procurar melhor. Não é fácil, ou é mais fácil numas coisas que noutras, mas é possível. Com maior ou menor grau de dificuldade, é possível a mudança e que seja para melhor. É possível sair da zona de conforto, do mais do mesmo, do não estou bem, mas sei o que a casa gasta, vou ficando. É possível recomeçar, e receber uma lufada de ar fresco, mesmo com as dificuldades inerentes a uma adaptação à nova realidade.
Porque a vida é um percurso, constante, com curvas, contracurvas, atalhos, trilhos manhosos, encruzilhadas, largas avenidas vistosas, e becos sem aparente saída. Porque há mudanças que podemos escolher. Outras para as quais somos empurrados. Mas mudar tem sempre algo de bom: faz-nos ver outras perspetivas, outros caminhos, outros meios para atingir os nossos fins. E se antes eu era avessa a mudanças, pelo pânico que o desconhecido me provocava, a vida empurrou-me demasiadas vezes para agora ser eu a procurar o que é melhor para mim, seja qual for a mudança que isso implique.
Queres ver que estás dentro da minha cabeça, e eu não te senti?
ResponderEliminarÉ assim mesmo que me sinto! Preciso de uma mudança... só que também preciso de um empurrão. Mas os empurrões às vezes pagam-se caros... Mas tenho esperança que tenha o meu Happy ending - sem que o ending signifique efetivamente o fim, claro!
Eu temia as mudanças como o diabo teme a cruz. Mas a vida tem-me posto perante demasiados imprevistos e mudanças forçadas. Acho que aprendi a lição: mudar não tem de ser mau ou doloroso. Então começo a tomar as minhas pequenas decisões no que toca a fazer pequenas mudanças. Naquilo que eu posso escolher, decidir e mudar. Pelo menos faz-me sentir com as rédeas da minha própria vida nas mãos. Mas se tudo depende de mim? Não. Se podem haver mudanças repentinas, das que não escolhi mas tenho de lidar com elas? Sim. Mas estar ciente disso e sem receios é meio caminho andado para as coisas correrem melhor.
ResponderEliminarCoragem!
A mudança é necessária, ajuda à evolução :)
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