O que é ter uma mãe tóxica: testemunho
Os pais também precisam de limites
Há várias formas de se ser ‘difícil’, mas as filhas de mães tóxicas em geral queixam-se de narcisismo (a mãe põe a sua vida e as suas necessidades antes das necessidades da filha e age como se a filha fosse uma extensão sua), preocupação com o exterior (a mãe preocupa-se com ‘o que as pessoas vão dizer’ se a filha faz qualquer coisa que não aprova), desinteresse ou incapacidade de perceber a vida da filha (não pergunta nada sobre a vida dela), anulamento de fronteiras e desrespeito pelo espaço ou autoridade da filha (telefona à hora que quer, interfere com a casa dela e os filhos dela, faz aos netos aquilo que a filha lhe disse especificamente para não fazer), crítica constante (falta-lhe empatia para perceber as escolhas ou comportamentos da filha), vitimização (acha que nunca teve aquilo que merecia) e incapacidade de dar o braço a torcer (não se mostra disposta a mudar para melhorar a relação com a filha).
Como é que se convive com isto? Por um lado, temos vontade de cortar com aquela pessoa. Por outro, mãe é mãe…
“Temos tantos problemas com a mãe porque não conseguimos colocar limites”, explica a mediadora familiar Margarida Vieitez, autora do livro ‘SOS Manipuladores’ (Esfera dos Livros). “E não conseguimos porque temos muito medo e muitos medos: a mãe é a relação mais básica, o nosso modelo, precisamos que ela esteja presente na nossa vida. Temos medo da rejeição, do abandono, do conflito, da culpa.”
Enquanto somos crianças e adolescentes, não há muito a fazer em relação a isto. “Perante uma mãe culpabilizante, castradora, crítica ou pouco afetuosa, a criança tende a pensar que não é merecedora da admiração e amor, a sentir-se culpada, rejeitada e abandonada”, explica Margarida Vieitez. “É muito difícil uma criança ou adolescente reagir, uma vez que o que está em causa é a aprovação maternal. Muitas vezes, apenas no final da adolescência a filha se apercebe dessa ‘toxicidade’, e mesmo assim tende a negá-la! Ou então, pode começar a perceber que esses padrões ‘tóxicos’ nada têm a ver com ela e a diferenciar-se, o que pode ocasionar conflitos de vária ordem.”
Depois, há a tristeza pela filha ideal que sentem que não são: “A maioria das mães sabe que o importante não é ter a filha ideal mas uma filha feliz, mas ainda existem as que cobram e exigem o que elas próprias não conseguiram dar, criando sentimentos de culpa muito fortes nas filhas. Um dia, teremos adultas insatisfeitas e com baixa autoestima, que podem tornar-se tão ou mais tóxicas que as mães.”
Na idade adulta, ao medo junta-se o dever e a culpa. “Culpamo-nos e deixamos que nos culpem com imensa facilidade”, nota Margarida Vieitez. “Sentimo-nos culpadas quando dizemos ‘não quero’, quando dizemos ‘não é isso que eu penso’, ‘não concordo’. Dizer ‘não’ é sempre difícil, e a culpa em relação à mãe é enorme. Começamos a odiá-la, e sentimos culpa por esse sentimento. Depois há o dever: todos nós somos educados na noção do ‘dever’ para com os pais, e quando queremos colocar limites e dizer ‘isto não é bom para mim’, encostam-nos à parede e calam-nos, mesmo em relação a situações absurdamente injustas e inimagináveis.”
Nunca é tarde para mudar
Portanto, devemos dizer ‘não’ e ir contra culpas e deveres quando o nosso bem-estar está em risco. Mas será que vale a pena, perguntam muitas filhas com mães já idosas, cristalizadas numa vida de manipulações. “Nunca é tarde para ter uma nova atitude, para pôr os pontos nos ‘is’ e para nos fazermos respeitar”, explica Margarida. “E elas aprendem a respeitar-nos.” O que se deve fazer: potenciar a comunicação assertiva. “Ou seja: não a culpabilizar de volta, porque isso já ela faz há muitos anos contra nós, mas dizer-lhe exatamente como nos faz sentir. Se não tiver esta conversa, as atitudes dela vão continuar como sempre foram.”
Estabeleça regras e limites: não vou permitir mais aquilo que fazes comigo. “Aconselho a que se vá tentando estabelecer mudanças. Muitas vezes, estas mães são pessoas muito manipuladoras e narcisistas, que sempre se habituaram a controlar os outros, e é difícil fazê-las mudar. Mas elas mudam.”
E quando não mudam? “Muitas filhas tentam conversar, colocar limites, mudar o ‘registo’, mas às vezes os comportamentos já estão tão cristalizados que é difícil mudar, com a agravante que a própria mãe nem se apercebe.” Pedir ajuda especializada pode ser a solução e deve ser feito. Pode-se tentar uma mediação com um psicólogo. “Geralmente, começa por vir uma das pessoas sozinha à consulta, e nós através dessa pessoa muitas vezes conseguimos chegar à outra.” E assim tentar quebrar o círculo da manipulação materna…
3 MEDIDAS DE EMERGÊNCIA
Sugeridas pela terapeuta familiar Karyl McBride, no livro ‘Will I ever be good enough’.
1 Relação ‘light’
Muitas filhas tentam a terapia, mas muitas mães difíceis são narcisistas: não são capazes de comunicar intimamente com os outros e também não conseguem conectar-se com a sua vida interior, e portanto muitas vezes não colaboram com a terapia. Remédio: admitir que nunca serão próximas e ter uma relação mais leve, mais distante, sem tentar uma intimidade que ela nunca dará.
2 Separação temporária
Tire uma ‘folga’ da sua mãe para se recompor. Diga-lhe que está a tratar de assuntos urgentes e que lhe telefona se houver uma emergência.
3 Separação total
Se tentou tudo e mesmo assim aquela relação compromete inequivocamente o seu bem-estar, esta pode ser a única opção. Mas é raro haver quem a tome, até porque é uma opção socialmente muito malvista e condenada.
Li este artigo quando estive de férias. A primeira leitura foi de me gelar o sangue nas veias.
Depois abri o Google e pesquisei: mães tóxicas. E li sobre o tema. E o sangue foi aquecendo. Não estou sozinha. Nunca estive. Afinal há mais como eu, há mais mães como a minha. Infelizmente. Mas serve o consolo de não ser a única ou uma das aves raras que teve esta sorte na vida.
O primeiro embate é ver toda a nossa vida, ou aquela parte da relação mãe/filha, descrita ipsis verbis. Depois analisar causas e soluções. Fiquei gelada, e isto foi quando eu estava no calor alentejano, a gozar um merecido descanso, e a sentir-me em harmonia e equilíbrio comigo e com a vida. Deixou-me a pensar. Fez-me viajar no tempo e recordar, com verdadeiros arrepios de medo, episódios, tantos, da minha infância/adolescência/juventude/e já vida adulta.
Vejo o meu próprio percurso face a este trajeto de vida, que não escolhi. A criança assustada que fui, sempre com medo, sempre a tremer, saco de pancada constante, mesmo que nada fizesse; a adolescente sem auto-estima, totalmente fechada e isolada; a jovem tímida, acanhada, rejeitada, triste; por fim a adulta insegura, amedrontada, com uma visão muito distorcida de si mesma, num misto de culpa e monstruosidade, porque eu era o diabo em forma de gente... neste percurso de crescimento foi presença assídua e constante a manipulação e vitimização, nas quais a minha mãe é mestre.
Das tentativas de suicídio às abordagens, ainda que breves (felizmente), pelo mundo das drogas, tentei vários escapes, até isolar-me completamente: do mundo e de todos. Achei que não ia sobreviver, fui emergindo e submergindo no mar revolto que eram os meus dias. E à medida que crescia, ganhava opinião e voz própria, as coisas iam piorando. Chegada a adulta, com licenciatura concluída, primeiros empregos e namorado, foi o caos: aos sinais evidentes da minha independência, a minha mãe transformou-se em algo ainda pior, e eu julgava que já conhecia o pior dela. Comi o pão que o diabo amassou, passei o inferno. Quanto mais ela me queria dominar, prender, segurar, ter só para ela, mais eu lhe escapava por entre os dedos. Estragou a fechadura do meu quarto e da casa de banho que eu usava para que eu não tivesse onde me fechar. E, vezes sem conta, invadiu a casa de banho enquanto eu estava na banheira, para os seus discursos inflamados de acusações e cobranças. Acusava-me de tudo. Chamou-me puta, várias vezes, assim, na minha cara. E outros nomes e insultos. Vaticinou a minha eterna infelicidade e fracasso, que eu não valia nada, que sempre me iam tratar como lixo no chão, que era o que eu merecia. Acusava-me de lhe fazer bruxarias, de destruir a vida dela, de ter sido a culpada do divórcio. E aos 25 anos reagi a uma agressão física: dei-lhe um estalo. Que ainda hoje me queima na mão, na alma. A situação começou a ficar descontrolada. As acusações, as ameaças, mal eu punha o pé em casa, depois de um dia de trabalho, muitos ainda com explicações depois de sair, levava com a avalanche de insultos e acusações em cima. Houve dias que quis voltar ao carro e sair de casa, só para não a ouvir, para não ter as unhas dela cravadas nos meus braços, a impedir-me de lhe virar costas. E ela plantava-se atrás do carro. E eu tive vontade de lhe passar por cima. Percebi que eu própria estava a ultrapassar os meus limites, a ficar descontrolada. Houve noites que saí com o carro e vagueei pela noite, num choro compulsivo, numa agonia, completamente perdida, sem saber o que fazer, que assim não podia continuar. Se o Ghande não estivesse na minha vida, eu não teria tido dúvidas: ia até ao fim. Já não era uma tentativa como aos 16 e aos 18 anos. Era para ser o fim, mesmo. Só isso me libertaria daquelas garras, daquela loucura. E sim, até o Ghande foi alvo de ataques: todos os esforços reunidos por parte dela para nos separar. Em criança e adolescente, eu não podia ter amigas, porque a minha única amiga era ela. Em jovem/adulta, nada de namorados, porque não a podia deixar sozinha, tinha de olhar por ela, cuidar dela, viver para ela. Só ela podia existir na minha vida. E aqui podia partilhar episódios em que deliberadamente me afastou da restante família, pai incluído, ou o que ela contava nas ruas da aldeia, sempre ela a vítima, a desgraçada, a mártir, eu o monstro infame.
Reuni condições e saí de casa aos 27 anos. Esteve sem me falar meses. Eu era a filha ingrata que a abandonava.
Ao fim de uns meses uma espécie de reconciliação. Tentei a relação light descrita no artigo. Sem sucesso. Recorri à separação temporária. Menos sucesso que a anterior. A 13 de Outubro deste ano faz 2 anos que a vi pela última vez. A 1 de Novembro a última vez que falei por telefone, telefonema meu, no qual fui maltratada, insultada, e com o telefone desligado na cara.
Eu continuo à espera, ad aeternum, de um pedido de desculpa. Desta vez não sou eu que dou o braço a torcer, que ponho para trás das costas porque "ah, é mãe". Para mim chega. E só assim estou bem, em paz, com algum equilíbrio e num constante trabalho de conquistar autoconfiança, auto-estima, amor próprio, de me valorizar, de acreditar em mim, de me sentir capaz, de me sentir bem comigo própria e com os outros, porque, afinal, o monstro não era/sou eu.
Tenho ainda muito trabalho pela frente. Muito caminho a percorrer. Muitos medos e inseguranças a dominar. Há dias mais complicados. Há alturas em que esta situação com a minha mãe dói. É um vazio que nada nem ninguém preenche. Mas depois eu penso: caramba, passei pelo inferno e sobrevivi. É isso. Eu sobrevivi a uma mãe tóxica. E agora, sem medos ou culpas de falar nisto, vejo que há mais pessoas como eu, histórias como a minha, piores até. Eu consegui. Estou viva, estou bem, estou feliz. E o monstro não era/sou eu.
Clara que há muitos como tu ... E quando se sobrevive a esses e outros pesadelos ... o ideal é aceitar o passado e pensar sempre que foi algo difícil mas que conseguimos ultrapassar.
ResponderEliminarSe nos colamos muito as passado ... estamos "lixados" parece que andamos sempre a bater na mesma tecla ...
Ainda bem que conseguiste ultrapassar essa fase ...
bj
Relato duro. Só te posso desejar que não percas essa coragem de luta e de manter esse sorriso lindo que tens.
ResponderEliminarUm grande grande abraço!
Não estás sozinha, não...
ResponderEliminarÉs uma sobrevivente! E quem sobrevive a tudo isso arranja uma carapaça de proteção, ainda que por dentro o coração esteja despedaçado. Mas criam-se resistências, imunidades que já não conseguem derrubar os alicerces que entretanto construiste para te protegeres e viveres a tua vida. O que não faltam são mães tóxicas, pessoas tóxicas que nos sugam as energias.
ResponderEliminarUm beijinho grande e toda a admiração por seres uma resiliente.
Estou agora em processo de terapia e percebi recentemente que a minha mãe me era altamente tóxica. Sinto exatamente aquilo que refere no seu testemunho. Também fico consolada por saber que não sou a única... e até de isso me sentia culpada, por me sentir menos mal com a desgraça dos outros, mas agora percebo que me sinto consolada porque me sinto compreendida, e sinto-me mais "normal". Também bati na minha mãe, quando ela me acusou de fantasiar coisas que ninguém fantasia de tão más que são... Também achei que era um monstro, aliás foi isso que me chamaram! Estou em processo de afastamento (ainda há coisas minhas em casa dela que terei que ir buscar) mas agora estou bem mais confiante que este é o caminho certo e irei conseguir! :D
ResponderEliminarObrigada pela tua partilha. Pela coragem em partilhar. Dos denominadores comuns das pessoas que vivem esta experiência creio estar esta espécie de vergonha, de medo, de culpa, de sentimento de incompreensão. Afinal a pessoa que era suposto amar-nos incondicionalmente, proteger-nos, é a pessoa que nos destrói e nos leva a limites jamais imaginados. Espero, do fundo do coração, que encontres a tua paz, o teu equilíbrio. Que encontres força e coragem para te reconstruíres sem permitir que ninguém, nem mesmo a mãe (porque é mãe como se às mães tudo fosse permitido) te destrua te faça sentir aquilo que não és. E em resposta ao "és um monstro" responde que "és o monstro que ela pariu e criou". Não que vá surtir efeito, não que vá despertar nela qualquer tipo de responsabilidade ou consciência, já que o egocentrismo e narcisismo destas mães também é denominador comum, mas é em ti que desperta essa capacidade de reagir, de lutar por ti própria, de responder, de retaliar. Dá a sensação que controlamos a nossa vida. E é um grande primeiro passo para nos reerguermos.
ResponderEliminarEspero que recuperes. Que te descubras como a pessoa maravilhosa que és, com todo o direito a ser amada e respeitada. Acredita em ti.
Beijinhos e que consigas o melhor para ti.
Como eu te entendo... Como nos havemos de curar de um mal que nos está entranhado no coração e na mente?
ResponderEliminarNão curamos. Acredito que carregamos isto na pele, na alma, como cicatrizes. É a história de vida que carregamos, que nos moldou. Está, sim, nas nossas mãos não permitir que nos defina, que nos derrube, que não nos deixe ser felizes e seguir o nosso caminho. Mas curar e esquecer? Acho que nunca.
ResponderEliminarOlá Elsa. Obrigada pela partilha das suas páginas, certamente podem ser um ponto de apoio. Efetivamente é um tema tabu, não discutido nem abordado pela sociedade. Aliás, para quem foi vítima de uma mãe tóxica e narcisista, a condenação e vergonha social são dois fatores de peso na culpabilização da própria vítima, afinal levamos na cara que "mãe é mãe" como se isso permitisse tudo e justificasse tudo. Mãe é mãe, não é dona - comecei a responder.
ResponderEliminarO rompimento radical também se deve ao outro lado. Tenho uma mãe excessivamente orgulhosa. Para manter a sua fachada de vítima e mártir, nunca pegará no telefone para me pedir desculpa. Não o fez noutras situações semelhantes, era eu que arranjava "motivo" para uma reaproximação. Mas desta vez eu disse o basta. Para bem da minha sanidade mental.
Vou seguir as suas páginas. Obrigada!
Obrigada Pandora. Partilhei a sua historia no meu blog com o devido reconhecimento e atribuição. Espero que não se importe. Muita fora e um amoroso abraço.
ResponderEliminarNão me importo. Se o decidi escrever aqui, sabendo que ia ser lido, eventualmente partilhado, não me importo da partilha. No fundo também é partilhar o meu testemunho, e tive feedbacks. Pessoas que passaram por coisas ainda piores que eu. Às vezes basta este conforto de saber que não somos caso único, porque aquele sentimento de vergonha e culpa nos faz calar, esconder, fingir que é normal ou que efetivamente a culpa é nossa, somos más pessoas e por isso temos mães assim.
ResponderEliminarParabéns pelo trabalho de divulgação. Já li alguns artigos que publicou e não deixo de me surpreender em reconhecer a minha história em tantos pontos.
Beijinho
Boa tarde.
ResponderEliminarAntes de mais obrigado pelo texto, fez-me sentir que não estou sozinha no mundo.
Também sou filha de uma mãe tóxica.... uma mãe que não me deixou ser criança, que escolheu os meus amigos, que definiu o meu percurso escolar e que me afastou de tudo e todos com humilhações constantes. Vivi com medo mas sempre obediente, até ao dia em que consegui um trabalho a 600 km de distancia e pensei que as coisas iam melhorar..... mas não pioraram, e ai começou o controlo por telefone, as humilhações publicas perante os meus familiares, e duras palavras que doem mais que a maior das sovas.... destruiu a minha auto estima, conduziu-me a uma depressão, destruiu relações amorosas e até o meu próprio trabalho. Até que começou a interferir no meu casamento e a querer mandar e manipular também o meu marido..... A muito custo disse um BASTA e afastei-me definitivamente. Há meses que não falamos, nem tenciono fazê-lo porque ela continua a ser a vitima (ou a fazer de mim o monstro).
Sou "condenada" porque "mãe é mãe" ao qual respondo apenas: mas mãe também não diz nem faz o que faz, mãe respeita" .... do outro lado perante esta resposta faz-se silêncio!
E se antes sofria com a toxidade dela.... hoje sofro com o silêncio da sociedade perante isto.
Gostaria de ouvir outras histórias.... como conseguem lidar com o silêncio da sociedade perante o afastamento definitivo de uma mãe a uma filha? Alguma vez pensaram recuar, recuperar o irrecuperável, corrigir o incorrigível?
Eu pessoalmente tenho momentos em que me sinto orgulhosa por ter dito um BASTA ao inferno, e outros em que dou por mim a procurar ajuda para o mau carácter dela (mesmo sabendo que ela nunca vai admitir que precisa de ajuda).
No fundo o inferno agora é outro, cinge-se na condenação da sociedade e numa luta constante entre o certo e o errado..... mas será assim tão errado tentar viver na paz, tranquilidade e felicidade?
Gostaria de ouvir mais opiniões/debates sobre isso....
E parabéns pelas suas palavras ;)
Olá Maria.<br />Antes e tudo agradeço a partilha e o testemunho. Realmente caímos num silêncio, numa vergonha e culpa, julgando-nos sozinhas no mundo. Não estamos. <br />Revi-me em cada palavra que escreveu. Só quem tem gravado na pele e na alma experiências destas consegue perceber e reconhecer nos relatos de outros as mesmas dores, angústias, medos. <br />Hoje, e já lá vão mais de dois anos, a caminho de três, não vou dizer que estou liberta. Não acredito que algum dia o esteja. Há dias em que também me sinto uma corajosa por ter dito um basta, se bem que o meu basta é não voltar a ser eu a dar o braço a torcer, a tentar recuperar o irrecuperável. Aguardo, como escrevi no post, um pedido de desculpa. Que não veio, não vem, não virá. Do outro lado um longo e profundo silêncio. Conhecendo eu a personagem, ela é a grande mártir e eu a grande ingrata, estúpida, vaca, sei lá o que me chamam. Não quero saber. <br />Durante anos sofri calada. Com vergonha, com aquele sentimento de culpa de que realmente eu era o tal monstro que nem merecia o ar que respirava. Não é que agora fale abertamente sobre o assunto. Abordo pouco ou nada questões familiares. Um dia uma amiga relativamente recente questionou-me, por altura do falecimento do pai de uma amiga comum, porque é que eu nunca falava da minha família, dos meus pais. Limitei-me a responder, num sopro de voz, que era orfã de pais vivos. Dias mais tarde contei-lhe boa parte da minha história de vida. E vi-a a chorar, emocionada. Disse-me que não conseguia sequer imaginar o que eu passei, o que eu passo por estar assim, orfã, mas que me admirava ainda mais por ser como sou tendo esta bagagem de vida. Mas são poucas as pessoas que podem reconhecer isto. O feedback geral da sociedade é esse: mãe é mãe. Ao que eu também respondo que há mães que o são porque pariram, mais nada. E mãe não é dona nem senhora da vida dos filhos, e poderia estender um rol de argumentos, mas que sei que para a maioria caem nesse reduto de "mãe é mãe". Pois. E filha não é filha? Porque só vêem por um lado? Mãe pode insultar, maltratar, condenar, castrar, violar (e não falo no sentido sexual, mas sim emocional, psicológico). A filha tem de aguentar porque "mãe é mãe". Pronto, vamos a mais um exemplo muito recente: semana passada fiz anos. A mãe que é mãe deve-se ter esquecido que pariu há 35 anos. O meu aniversário do ano passado foi uma espécie de epifania. Viver o dia de anos com aquela mágoa de não ter uma mãe a engolir o orgulho, a deixar-se do papelinho de mártir, a reconhecer que errou e que está mais que na hora de procurar uma reaproximação e que o poderia fazer dando os parabéns à filha... pois, enterrei isso. Importa quem está, independentemente dos laços de sangue.
ResponderEliminarÀ conta da minha mãe, não tenho quaisquer laços com outros familiares. Ela isolava-me de todos, e aos familiares pintava-me como o demónio em forma de gente, a grande puta ingrata, com o rei na barriga (e sim, estou a citar palavras que ouvi vezes sem conta). Durante anos eles acreditaram e nunca se ligaram a mim ou tão pouco quiseram saber o meu lado da história. Só que tardou, mas não falhou. Ela acabou por mostrar quem é a toda a família, e tanto quanto sei, não fala com ninguém, nem ninguém quer saber dela. Mas a cabra sou eu, certo? Não tenho contacto com tios ou primos, porque também nunca foram estabelecidos quaisquer laços. Os familiares mais próximos ainda seriam os avós, mas os que valiam a pena, já morreram. Os que ficaram, nunca me reconheceram como neta, porque aqui entra outra parte da minha vida: não é mau o suficiente ter uma mãe assim, ainda sou fruto de um casamento que estava condenado desde início, um casamento que ninguém apoiou, e eu não devia ter nascido (novamente, estou a citar palavras do meu avô paterno, o mesmo que não me deixa entrar em casa dele e em pleno dia de natal, há uns anitos, me deixou como um cão vadio na rua, a chover, porque eu não podia entrar em casa dele... o meu pai, que depois do divórcio foi para lá morar, também não se opôs a esta atitude, aliás, foi ele que me barrou a entrada e disse que era o meu avô que não me queria lá em casa).
ResponderEliminarMãe é mãe, família é família. Quando ouço isto só me apetece mandar à merdinha, porque com esta família, com esta mãe e este pai, prefiro estar sozinha, ser orfã, como comecei a dizer, de pais vivos. Nos vários desempregos que passei, nas várias dificuldades que passei, não houve pai nem mãe nem avô nem ninguém de sangue que me perguntasse se eu precisava de ajuda. NADA! E achavam-se no direito de me cobrar o quê mesmo? Eu é que sou a ingrata??
Basta. BASTA. BASTA.<br />Dói. Não nego. Dói. E com esta bagagem, é evidente que tenho o pavio curto para as tretas da sogra, que para abusar da paciência e do filho, está para as curvas, mas abstenho-me o mais que posso. A mãe é dele, ele que lide com ela. Com a minha resolvi eu as coisas.
Não é errado querermos viver em paz. Procurarmos ser felizes. O que a sociedade, no geral, não entende é que pessoas como nós nunca seremos totalmente felizes, nunca estaremos totalmente em paz, porque carregamos dentro de nós uma angústia tal, um vazio que nada nem ninguém preenche. Porque mãe só há uma, e pessoas como nós tivemos muito azar com a que nos calhou na rifa.
Maria, digo-lhe o que vou repetindo a mim mesma: sou dona da minha vida. Escolhi, em parte, estar afastada e longe das pessoas que me faziam tão mal, que quase acabaram comigo. Sobrevivi e para manter alguma sanidade é preciso manter a distância. Se não há possibilidade de haver uma relação minimamente cordial, se chegou a um limite que teve mesmo de se cortar radicalmente, só a nós diz respeito, até porque também traz as suas consequências: não se cortam relações maternais de animo leve, e há sempre o tal vazio que nada nem ninguém preenche. É uma ferida sempre aberta. A diferença é que deixamos de ter quem lhe carregue em cima e a faça doer mais e mais e mais até se tornar insuportável.
Um grande abraço!
Nota: o comentário estava muito grande e tive de o dividir para poder ser publicado.
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ResponderEliminarMaria, sem dúvida sente-te (permite-me tratar-te por tu) feliz por tudo o que conquistaste com sofrimento, com sacrifício, de quem lutou sozinha. Sente orgulho de ti. E é a família que agora estás a construir que mais importa. Foca-te nisso. É o que eu faço. Quanto ao passado e às feridas, sim, fazem parte do que somos, de quem nos tornámos, e as feridas estarão sempre cá, já aceitei isso. É preciso aprender a viver com elas como se de uma doença crónica se tratasse. Enquanto estiver controlada, sem crises, vai-se levando os dias, vai-se construindo a vida que finalmente conseguimos ter e que um dia julgámos impossível de alcançar.
ResponderEliminarTambém comprei casa, estabilizei em termos profissionais, e coincidência ou não, a minha vida começou a correr melhor a todos os níveis depois que me afastei e cortei com a minha mãe. Tenho as minhas férias, faço os meus passeios, tenho amigos, tenho os meus hobbies, tenho a minha vida organizada e equilibrada. E sou feliz porque vivo os meus dias sem a perseguição constante, sem as cobranças, acusações e insultos, sem as pressões e as chantagens emocionais, sem que a pessoa que mais me devia amar, é precisamente a que mais mal me fez e quase me atirou a um precipício de loucura e morte.
A ferida não fecha. Como disse, é aquele vazio que nada nem ninguém preenche. Mas aprende-se a viver com essa ferida, a não lhe dar tanta importância, porque afinal, temos é de valorizar tudo o que conquistámos.
Felicidades!
Beijinho e um abraço enorme.
sim posso considerar que tenho uma boa bagagem para 29 anos..... Obrigado pela troca de palavras.... foi reconfortante perceber que não sou a única nesta situação e que não tenho de estar a margem da sociedade pela decisão que tomei em troca de paz de espírito e emocional.
ResponderEliminarClaro que apenas varremos o lixo para debaixo do tapete e mais tarde ou mais cedo temos de encarar os problemas de uma forma mais directa (haverá certamente um confronto um dia.... nem que seja com a morte....) até lá é de facto viver com orgulho daquilo que conseguimos conquistar no meio do inferno..... Talvez a tua ferida (apesar de aberta.... não custe tanto porque já passou mais tempo).... a minha ainda está no meio ano.... mas a vida continua e os sonhos também, e vou-me focar na família maravilhosa que construí (no meu caso estou um pouco melhor porque os meus sogros são os pais que nunca tive) e nos projectos profissionais e são desafiantes e motivadores.... o resto vem com o tempo e apesar de não acreditar numa religião em especifico talvez com a justiça divina ou karma de cada um....
Obrigado pelo testemunho, foi bom para aconchegar o coração.
Beijinhos e felicidades
Pois, o corte já vai em quase três anos, e como já te disse, só o ano passado pelo meu aniversário tive a libertação de me permitir andar angustiada porque aquela pessoa não me ligava.
ResponderEliminarO tempo vai-nos dando calo. Custa o primeiro aniversário, custa o primeiro natal, custam essas alturas de festividades familiares em que a figura da mãe ausente é dolorosa, apesar de tudo. Mas vamos ganhando esse calo, aprendendo a relativizar e a dar real valor a quem está do nosso lado, porque quer, porque gosta de nós, porque nos respeita.
O problema é que temos de trabalhar os muitos anos em que tivemos uma imagem distorcida de nós mesmas. Este sentimento sempre presente e sufocante de culpa, como se fôssemos tudo de mau. Porque foi assim que nos fizeram sentir, desde pequeninas. Mas olha lá tudo o que conquistaste? Tudo o que passaste e mesmo assim conseguiste? Valoriza-te. E fica em paz contigo própria.
Beijinhos
ResponderEliminardisseste mesmo tudo com esta frase.
estou na fase do "não contacto" há cerca de quase 2 anos e resultaria bem se ela não chateasse as pessoas à minha volta (ponto positivo da situação: realmente felizmente que tenho bons amigos!) mas já não ter que lidar directamente com ela já n é nada mau
Beijinhos
Muita gratidão pelo seu texto!
ResponderEliminarMe fez ver que não estou sozinha!
Obrigada!
Um passo de cada vez. Um dia de cada vez. Não se esquece. E não é o "ir ficando mais fácil" mas sim aceitar e aprender a viver com isso. Ter coragem para nos preservarmos acima de tudo, sem ceder a pressões e chantagens emocionais. Ter força para fazer o melhor por nós, no matter what, ainda que isso implique o corte radical, que ao contrário do que podem pensar, sim, dói, custa, é aquele buraco negro dentro de nós que nada nem ninguém preenche. Mas, estamos em paz. E vamos sendo um bocadinho felizes com tudo o resto que a vida nos deu e nós conquistámos.
ResponderEliminarTudo de bom para ti!
Beijinhos
Primeiramente quero agradecer pela coragem em partilhar sua experiência de vida. A sociedade nos cobra atitudes em relação à nossa mãe e isso nos sufoca quando vivemos outra realidade dentro de casa.
ResponderEliminarOlá Lúcia!
ResponderEliminarNada a agradecer. É verdade que foram muitos anos a não falar sobre este assunto por vergonha, por medo, por sentimento de culpa, por achar que ninguém podia entender, porque ninguém sabe o que é viver estas coisas com a própria mãe. Mas, infelizmente, há mais pessoas com histórias de vida semelhantes, com episódios absolutamente surreais.
Não estamos sozinhas. E não temos culpa. Por isso não temos de nos esconder ou viver de uma vergonha que não deve ser nossa.
Nada a agradecer.
ResponderEliminarCulpa. Sentimento dominante durante anos. É aterrador, não é? Não basta passar o que passamos, e ainda sentimos culpa. E vergonha. Já para não falar da enorme tristeza, angústia, solidão, e em tantos casos, doenças nervosas que são consequência do que vivemos. Agora percebo de onde vêm os meus problemas de aparelho digestivo, que se manifestaram desde criança, e os médicos sempre atribuíram a sistema nervoso. Ou a tendência para depressão.
Vivemos escondidas, com medo, com vergonha, e com essa culpa que nos esmaga. Por isso conheço bem essa sensação de ser libertador perceber que não temos de ter vergonha, tão pouco sentir culpa. O monstro não somos nós. E, infelizmente, não estamos sozinhas. Há muitas filhas de mães narcisistas. Há muitas filhas com vidas de desafecto materno.
Tudo de bom para si. Como já por aqui fui partilhando nos comentários, aceitei que estou marcada para o resto da vida. Que há este vazio que nada nem ninguém preenche. Que há alturas/épocas em que se sente a falta, e dói este sentirmo-nos orfãs de mães vivas. Aceitar isso e seguir caminho pode ser o primeiro passo para aprender a viver com isto e seguir em frente, procurar ser feliz, dar valor às pessoas que estão connosco, dar valor a nós mesmas, valor que tantas vezes sentimos não ter.
Um grande abraço
Sim... tive e tenho uma mãe tóxica. Mais grave.... tenho uma filha tóxica...
ResponderEliminarRevejo-me na história aprisionada pelas duas....com a diferença que eu ainda estou na fase de que para a história se repetir o mal estará mesmo em mim
tão bom saber que, apesar de infelizmente, não sou a única. Neste momento estou a passar uma fase muito má, muitos nervos com palpitações. comecei em consultas de psicologia para me ajudar a tirar esta angustia, este ódio, a revolta, e o medo. sim tenho medo de mais cenas, de mais acusações e de mais e de mais... quero a prender a despegar-me. Apesar de morar com o meu marido á 6 anos nunca me consegui despegar. Sempre preocupada com ela e afinal, não merecia nada, não merece nada de mim, nem mesmo respeito, mas esse não vou perder senão perco-o por mim também e aí não quero chegar. Eu é que não mereço sofrer assim.
ResponderEliminarEste ano até parece que criou alguma inveja com tudo o que tenho, o que sou... inventa coisas sobre mim, faz jogo duplo com a restante família, faz-se de vitima. Ela é que tem de ficar bonita na fotografia.
Tudo corria bem enquanto eu fazia o que ela queria, usava-me para tudo. o seu único objectivo é eu ser criada dela, agora que eu abri os olhos e deixei de o fazer, começaram as cenas e as chantagens. faz-se de vitima para chegar aos seus intentos.
Despreza-me, inveja-me, deseja-me mal, mas depois parece que não me quer largar, só com o objectivo de me usar.
Como é que nos libertamos disto? é uma angustia muito grande.
Sinto que estou em cima de um muro: para a frente a minha vida, atrás está somente o abismo, um vazio e um negrume, e eu só não caí porque tenho um excelente marido.
muita força para todas
Olá...
ResponderEliminarO nosso maior problema é a culpa que ela me incute, a desvalorização que me atribui e à vitimização que ela encarna. Detesto vê-la chorar e ela sabe bem disso.
Sinto que tudo o que faço, nunca é suficiente e vivo na angustia de querer ajudar/agradar.
Um beijinho e um abraço muito apertado.
As vidas não se comparam... se leste os comentários com alguns testemunhos, ou mails que recebi com partilhas tão ou mais dramáticas que este meu post, então eu ao pé de outras pessoas também sou uma sortuda. A questão é que o que vivemos faz-nos sofrer. Essa manipulação, esse enfraquecer da nossa autoestima, autoconfiança, essa culpabilização constante e a chantagem emocional que nos faz mergulhar numa angústia sufocante. No teu post dizias mesmo que estava na hora de pôr limites e regras. Claro que sim. Já não és uma miúda que facilmente é influenciada e manipulada, até porque não tem qualquer independência ou maturidade. Claro que estás no teu direito, como adulta, como mulher independente, com voz e opinião própria, com vida própria. E não te admires de pores as tuas regras e os teus limites e receberes reações que nunca viste. Porque, por norma, as mães manipuladoras mostram bem as garras quando sentem que estão a perder poder e força a controlar-nos. Eu espero que corra bem, que consigas estabelecer esses limites para manter uma relação minimamente estável e saudável. Mas não te admires se as coisas derem para o torto e descobrires que ainda pode piorar. Prepara-te, porque é preciso força e coragem, principalmente porque, pessoas como nós, temos uma fragilidade emocional enorme, fruto daquilo a que fomos sujeitas durante toda a vida pela pessoa que, supostamente, mais nos devia amar, no matter what.
ResponderEliminarCoragem!
Beijinhos
Revejo, em muitas partes da tua história, a minha; só que eu tentei o corte com ela muito mais cedo... Aos 17 anos já quase não dormia em casa. Aos 23 juntei-me. Há 3 que deixei completamente de lhe falar...
ResponderEliminarBeijinhos Pandora
Muito bom saber que não estamos sós. Gostaria de agradecer à todas que dividiram suas experiências. Passei por uma infância e adolescência sendo humilhada, controlada e vigiada permanentemente... minhas vida, meus passos, minhas coisas, minha intimidade. Nunca soube o que era ter privacidade. Na adolescência, qdo comecei a trabalhar e finalmente ter o meu dinheiro para poder me locomover, encontrar meus amigos e sair, foi o período mais crítico. Minha mãe chegava a parar no hospital, na tentativa de me impedir a sair de casa pra me divertir, como se isso fosse um insulto, um ultraje. Sempre existia uma desculpa.
ResponderEliminarSempre fui motivo de deboche e humilhação perante a família e os amigos... a filha lerda, feia, gorda (ainda que não fosse), burra... Foram anos e anos de terapia pra entender o que tinha acontecido.. pra entender que quem eu tinha me tornado, junto com todos os meus fantasmas, medos e inseguranças, adivinham justamente da relação com quem deveria me proteger. Mais de trinta anos pra ver enxergar como a mulher bonita, inteligente, sensível e interessante que eu era. Foi uma porrada descobrir quem era a progenitora.
Saí de casa, fiz terapia, ganhei independência, liberdade, certo equilíbrio, mas a vida prega das suas.... me separei, perdi um dos meus empregos e estou, nesse momento, passando um tempo com meus pais. Nossa relação melhorou e muito, mas ainda hj (estou com 40 anos) ela tenta, vez ou outra, encontrar meios pra destilar suas frustrações. Um rápido exemplo: amigos de SP vieram passar as férias aqui no RJ, minha Cidade. Passamos alguns dias saindo muito, passeando, chegando tarde... Pimba! Foi o suficiente para que em um desses dias eu chegasse em casa e a encontrasse completamente desfigurada de raiva. Chegou a dizer que não entendia como essas pessoas ficavam sem trabalhar (todos de férias) e como tinham tanto dinheiro pra gastar na rua, com a crise que estamos vivendo. No momento, fiquei calada, mas hj não aguentei e falei algumas coisas hoje, inclusive. Ela já fez o seu papel de vítima, dizendo, inclusive, que não foi nada disso.
O difícil é que a gente lida com alguém que não assume seus atos. Como se discute com uma pessoa que a todo tempo afirma que o que você questiona, não existiu? Torna-se uma relação infantil, superficial e triste. Enfim... vida que segue... trabalhando meios pra voltar a ter a minha própria casa e meu espaço. Abraço carinhoso em todas!
Olá, acabei de romper com minha mãe estou muito angustiada.
ResponderEliminarPor favor, preciso de ajuda.
Qual email eu posso te escrever?
Olá. O mail está disponível no perfil. caixa-de-pandora@sapo.pt
ResponderEliminarNão sei se posso ajudar muito, pelo menos posso ler-te e partilhar um pouco daquilo que aprendi com a minha história.
Toda a força para este momento. Eu sei que a angústia é grande.
Incrível como me revejo na sua história! Ate as datas ... Ao longo da minha vida sempre carreguei o fardo e peso de uma mãe, que aguentou e casamento porque eu e o Meu irmão existiamos, que nos deu tudo, ( como se isso não fosse o dever de mãe) , vitimização constante, sentimentos de culpa, promovendo sempre o nosso afastamento da restante família e amigos...nada de bom... Custa me muito ter cortado de vez, isto é, finalmente desta vez não tento fazer as pazes de um conflito que não sou responsável...apenas não a procurei mais, mas também não fui procurada, o que significa que não faço falta. Quem sabe se já deveria ter dado este passo anteriormente para o bem das duas...dói muito e é muito difícil esta situação!
ResponderEliminarEu também tenho um mãe tóxica. Ela é bipolar e esquizofrênica. Eu me identifiquei com muitas coisas do teu relato. Fiz muita terapia e meditação para superar. Encontrei um conforto nos vídeos da Louise Hay que aborda a criança interior. Eu estou bem melhor porque agora eu me dou amor e sou mãe de mim mesma...Parabéns pela coragem de compartilhar!!!
ResponderEliminarLi tudo . Estou chorando. É a minha história. Tudo igual tudo. Mas estou na fase da separaçao temporária.
ResponderEliminarOlá Maria, me identifiquei com seu relato. Acho que tem um padrão no comportamento dessas mães. O pai é a vitima que acaba "apoiando" as atitudes delas! Jcredito que sofram da síndrome de Estocolmo. O meu não tem amigos, ela criticava todos. Talvez para preserva-los dela ele acabou se isolando.
ResponderEliminarBom, ela sempre disse que maternidade não é para todas. Talvez tentando explicar de forma velada a falta de envolvimento emocional com os filhos. Nunca teve uma conversa sincera e explicita com os filhos. Tudo que sei sobre ela (a forma como pensa e sua opinião) é por comportamento ou indiretas jogadas. É uma pessoa "esclarecida", estudada e bem sucedida. As "pessoas de fora" a admiram (o que torna meu relato sem crédito) pq nossa sociedade dá muito valor a imagem. Ela é altiva, chega chegando. Lindo de ver, sabe?
Incrível. Li sua história e parecia estar me olhando no espelho... minha mãe é a pessoa mais triste que eu conheço. Tem dinheiro, tem educação, pode se dar ao luxo de fazer o que quiser na vida e, como uma brincadeira de mau gosto, ela escolhe infernizar a vida de quem cruzar seu caminho. Todos são pretos, pobres ou putas... sim, minha mãe é racista... apesar de ter casado com um negro (meu pai). Tornou-se alcoólatra por não querer enfrentar a vida. Então tudo é culpa do álcool. Já fui chamada de puta, vagabunda, sapatão, fui aconselhada por ela a me matar, se estou magra estou gorda, se estou gorda estou obesa mórbida... os anos passaram e a beleza dela se foi deixando uma mulher mal resolvida, que tem por divertimento jogar filho contra filho. Uma mulher que disputava a atenção dos meus namorados na adolescência, que se achava mais e melhor que todos, que chega à velhice numa versão pior do que já era pois se ressente da ação do tempo... minha mãe, uma mulher sozinha, sem amigos, mas que tinha tudo nessa vida pra ser feliz. Estou na fase de afastamento definitivo pois não aguento mais a carga emocional negativa que ela despejava em mim. Uma mulher alcoólatra, infeliz, feia por dentro e hoje por fora também, que vive se vitimizando para mendigar apoio nas suas loucuras. Uma pessoa altamente tóxica. Minha mãe... posso dizer que sou órfã de mãe viva... nunca vou incluir minha mãe nos meus planos, nem na minha vida. Tudo que se aproxima dela morre, ou apodrece... hoje enxergo claramente a insanidade dos meus dias agonizantes na adolescência. Temo pela minha sanidade na vida adulta se permitir minha mãe nela. Meu pai foi esperto, morreu logo pra não ter que conviver um minuto a mais com essa carga... não imagino tristeza maior no coração de uma filha do que não ter na mãe a amiga que apoia e aconselha. De tanto ouvir que o maior arrependimento da vida dela foi ter filhos, criei um bloqueio, acho eu... não desejo filhos e nem considero a possibilidade. Passar a infância e adolescência ouvindo que fui um erro, que se pudesse assim ser eu teria sido abortada... não tive mãe. O que tive foi uma criatura desequilibrada como tutora, inebriada de álcool e cheia de fel, que me mostrou nessa vida tudo aquilo que eu não deveria ser. E que nos dias de hoje me mostra como não devo ser na velhice.
ResponderEliminarAqui e uma mae tóxica que fala. Sim sou uma. N queria ser. Perdi minha filha, ela está doente, (psqcologicamente falando), e espero q ela um dia se recupere de todo mal que lhe fiz. Nunca bati nela com as mãos, só com atitudes. Sei q n tenho perdão, e nem posso me justificar. Lendo os depoimentos, me sinto pior ainda, porque se fiz mal a minha filha, foi pensando que fazia o bem. Ela foi criada sozinha, sem irmãos, sem primos, sem avós, sem colegas de rua, e ainda tinha o "buling "na escola. Eu n tinha como criar uma filha saudável, porque sou doente tb. Por isso queria proteger minha filha, para que ela n passasse por tudo q passei, e fosse uma pessoa diferente de mim. Mas infelizmente n consegui. Pelo contrário. Agora, eu mesmo tive que afastar minha filha, pela sua própria segurança. Existe dor maior? Eu n queria ser assim. Fui criada assim. Ninguém quer. O sonho de toda mãe e ser amada por seus filhos. Pra mim isso n deu certo. O que fazer? Não tenho respostas pra nada. Só dor
ResponderEliminarOlá,
ResponderEliminarObrigado pelo seu desabafo, estou enfrentando a segunda opção, mas com quase certeza que terei que aceitar a terceira definitivamente...
Gostaria muito de conversar com você, desabafar e escutar mais sobre esse mal incomum que temos, pois não a pessoa melhor para dialogar sobre esse assunto do que com uma pessoa que já passou ou passa por isso.
me envia um e-mail: wendy_monikelley@outloook.com
Nunca na vida encontrei alguém que tivesse passado pelo que passei, me entendesse de verdade, minha trajetória e sentimentos vividos desde a infância. No seu relato consegui me encaixar em praticamente tudo, consegui me encontrar e reviver, mas dessa vez com o sentimento de que não sou eu o monstro como ela dizia.. Foi muito bom você ter compartilhado conosco sua história, me fez abrir os olhos pra novas coisas, e me fez me sentir mais forte. Obrigada!
ResponderEliminarNossa, simplesmente tudo o que vivo com minha mãe, caramba, estou chocada até agora. Que bom que achei isso.
ResponderEliminarmmmmm
ResponderEliminarQuando li sobre mães tóxicas meu sangue também gelou. Mas a minha é pior, em certo sentido, por que ela não fala, ela induz. Jamais pude me defender por que não havia nada de concreto, nenhum chão para fincar minhas certezas. Venho conquistando minha liberdade há poucos anos e ela como sentiu que perdia o domínio sobre mim começou a me detonar diante de todas as pessoas que convivem comigo. Atualmente sou ostilizada por todos por que ela os induziu a pensar que sou uma filha desnaturada, exploradora, que cuido mais do meu cachorro do que dela, que brigo com ela o tempo todo e por aí vai. Durante meses tive dúvidas sobre isto, achei que talvez não fosse nada disso é talvez eu merecesse mesmo a antipatia dos outros. Então comecei a gravar as conversas dela com as pessoas. E foi tão chocante ouvir minha mãe me maldizendo, me depreciando e até ridicularizando, que não quis mais gravar. Tomei a decisão de me mudar. Há muitos anos moramos no mesmo prédio. Ela nunca veio no meu apartamento por que eu ousei comprar em andar alto e ela tem medo de elevador. Nem quando quebrei o dedo ou fiquei muito fraca depois de uma cirurgia. Mas vai na casa dos outros, que também moram em andar alto. Depois das gravações, não questiono mais nada e hoje entendo perfeitamente o motivo das
ResponderEliminarum adendo: eu também continuo esperando um pedido de desculpas
ResponderEliminarÉ... bom....vim parar nessa página por ter sido acusada de ser uma mãe toxica, tocou no fundo da Minh a alma o relato dessa moça e fiquei muito assustada por imaginar minha filha me ver assim ou pior eu ser assim.
ResponderEliminarOh, Pandora também eu tive uma mãe que me maltratou tanto fisicamente, como psicológicamente!
ResponderEliminarNão, a vejo há muitos anos e não a quero ver, o único contacto que temos é por telefone, quando ganho coragem para atender.
Ela saiu de casa, tinha eu 9 anos sem dizer nada a ninguém, felizmente a vida deu-me um pai maravilhoso, somos unha e carne desde que eu bebé, ele teve que me proteger da minha minha própria mãe!
Mas como a vida, achou que não tinha sido engrata o suficiente arranja-me uma madrasta que me enganou a mim e ao meu pai, eu adorava pensava que ia ter a mãe que nunca tive, mas mal ela casou com o meu pai, revelou a sua essência cruel, enquanto lidava em tribunal com a minha mãe, em casa tinha que lidar com a minha madrasta, o ódio e a revolta é que fizeram andar para a frente e nao desistir e o amor do meu pai é a pessoa que eu mais gosto na vida.
Olá , eu acabei de ler e estou tão triste
ResponderEliminarPorque o que está aí é real na minha vida
Tenho 17 anos queria muito alguém para poder convesar sobre isso
Eu tenho uma dúvida: minha mãe sabe que é cruel comigo e que me causa grandes sofrimentos, disso não tenho dúvidas. Mas ela não tem remorso? Quero dizer, o que será que ela diz para si mesma? Que não é tanto assim e estou exagerando? Que eu mereço? Ou talvez ela pense: “quem manda ela fazer isto ou aquilo”? Que “eu não sou tão inteligente então por que não impeço suas maldades ?” ( ela também tem dislexia). Como ela justifica para si mesma as crueldades contra mim?
ResponderEliminarNão fique triste, você percebeu cedo e ainda dá tempo de ter uma vida adulta normal. Tenha ISTO em mente
ResponderEliminarPandora, quando lí sobre como você foi afastada da sua família, parecia que você estava falando de mim. Meus avós queridos também morreram e hoje só tenho um irmão que não me dirige a palavra, não sei por que, tios e primos que também não querem saber de mim. E tenho minha mãe, claro. Infelizmente ela também não permite que eu tenha amigos, posando de martir infeliz e desprotegida nas mãos da filha desalmada. Este Natal foi difícil, não recebi um único voto de Feliz Natal e muito menos alguma lembrancinha de algum conhecido. Já ela, não pára de receber mensagens, presentes e carinho das mesmas pessoas que um dia foram minhas amigas. Ela acabou com tudo. Também me senti magoada por aquelas pessoas aceitarem na versão "filha desnaturada" com tanta facilidade, sem se interessarem em verificar mais de perto se os queixumes da minha mãe tinham fundamento. Mas entendo que é difícil duvidar de uma doce velhinha, de cabelos tão branquinhos, baixinha e doce como o mel. Quem poderia duvidar dela? Tão "bonitinha". Pois é, se eu quiser ter amigos tem que ser escondido dela. Infelizmente eu também já tinha chegado a conclusão que pessoas como nós jamais seremos felizes, no máximo podemos ser alegrinhas. Felicidade mesmo, não conheço, nunca ví.
ResponderEliminarOs 3 anos de terapia me ajudaram a enxergar minha mãe por uma perspectiva diferente e aliviar o luto de não ter a genitora que idealizei, mas nada apaga o que ela fez. Aos meus 14 anos ela separou-se do meu pai e começou a projetar nos filhos a raiva de um casamento fracassado e a vida difícil que teve antes de casar. Eu sempre fui um alvo favorável por ser a filha favorita dele, quando criança, lembro do semblante dela com raiva dos afagos do meu pai comigo. Na adolescência trabalhava como menor aprendiz e estudava, era evangélica. Ela dizia que eu parecia uma velha, me chamava de gorda, tinha uma balança mas nunca se pesava por não admitir que tivesse mais kilos que eu.Certa vez cheguei do trabalho com dor de cabeça, ela com o som alto se embreagando, eu baixei o volume pois estava com dor de cabeça e cansada, ela fechou as portas da casa e me espancou até o sangue sair da boca. Eu a empurrei pra me defender e arranhei seu braço, até hoje ela me amaldiçoa dizendo que a bati. Tenho uma irmã mais velha, filha dela do primeiro casamento, ela a viu me espancando mas não fez nada, parecia sentir prazer em ver. Elas são cúmplices até hoje, falam mal de mim, de Deus e do mundo, hoje são evangélicas mas com o coração cheio de ruindade. Eu larguei a igreja, me revoltei apesar de Deus não ter culpa. Meu pai faleceu. Ela com ciúmes me xingava todos os dias por eu estar cuidando dele no hospital. Ela ficou com um ex namorado meu. não podia comprar roupas novas, tinha que trazer escondido quando vinha do shopping pra ela não criticar. Eu trabalhava mas não podia comprar nada pra mim, tudo era feio. Ela disse várias vezes que eu e meus irmãos não sofremos 1/3 do que ela passou, uma mãe normal ficaria feliz com isso... ela não. Hoje sou noiva, aguardando meu apartamento comprado com sacrifício ficar pronto, pra eu poder experimentar o gosto da liberdade. Vivo pisando em ovos pois tudo é motivo pra humilhação. Todo ano ela tem o dom de estragar a festacde Natal por saber que é a minha favorita. Isso é apenas um resumo, foi difícil admitir que ela é tóxica, eu não aceitava isso, sempre encontrei uma desculpa pra justificar o que ela faz.
ResponderEliminarNão, não curamos. O estrago é grande demais, não tem como curar. Nem não podemos falar mal dela por que ninguém gosta de gente que fala mal da própria mãe, embora a mãe possa conduzir a filha à execração pública implacável, sem dó e nem culpa. Somos sós. Somos aleijadas emocionais, mas somos fortes. Não nos deixamos quebrar. Vergar sim, mas quebrar, NÃO! Não quebramos, não adianta! E ainda temos um sorriso a oferecer a quem nos trata com carinho e respeito. Se não tivemos quem nos amasse, amamos com mais força ainda, só pra mostrar que não quebramos. E não quebramos mesmo! Seguimos adiante, cabeça erguida, aos tropeços, cheias de cicatrizes, mas seguimos! Ninguém nos impede de sorrir, rir, gargalhar, ainda que tenhamos o coração dilacerado.
ResponderEliminarMuito obrigada pelas suas palavras. Soaram fundo cá dentro de tanta verdade que carregam. Não curamos. É verdade. E temos de o aceitar para podermos seguir em frente, a sorrir, rir, gargalhar, amar, ainda que tenhamos o coração dilacerado.
ResponderEliminarÉ a pura verdade. A nossa vingança é nosso sorriso. Bj
ResponderEliminarEu devo ter uma das mais tóxicas que se pode ter, e ainda hoje não me sinto livre, entre chantagens emocionais e culpabilização. Por causa dela na vida adulta fui ao encontro homens que não eram mais que a continuação dela. Mas no fim a culpada sou eu, que não soube escolher. Tenho 2 filhos, uma delas uma menina, e sou com eles a total oposição do k ela é para mim. Porque sei o preço que se paga por ter más mães, quero com eles ser o melhor de mim. Infelizmente as sequelas k estas mães nos deixam são muitas e profundas, quase que não acreditamos k podemos ser amadas e cuidadas. Em suma, temos um grande trabalho pessoal pela frente, mas às vezes manter a distância de segurança é essencial.
ResponderEliminarOlá, Maria. Não vou te dar conselhos, vou apenas contar-lhe o que me aconteceu: depois de várias maldades inacreditáveis que minha mãe fez contra mim, num período em que ela estava especialmente cruel, me afastei dela radicalmente. Assim ficamos por mais de 5 anos. Não falava com ela nem por telefone. Então as circunstâncias da vida nos forçou à uma aproximação e eu cometi o maior de todos erros da minha vida: voltamos às boas. Só serviu para que ela cometesse contra mim as mesmas maldades que já havia feito antes. E agora, estou eu, novamente a enfrentar a mesma revolta, a mesma dor insuportável de ver minha mãe fazendo as mesmas barbaridades de antes. E estou enfrentando a mesma luta para me afastar outra vez. Resumindo, sua mãe nunca vai mudar. Não se iluda
ResponderEliminarOlá Regina. Eu compreendo perfeitamente a sua afirmação sobre a incapacidade de mudança das mães tóxicas, aliás eu acho que com o decorrer do tempo, a vontade que sentem ee nos condenar e criticar por um lado e de nos desprezar por outro, vai aumentando. Eu estou definitivamente de costas viradas para a minha mãe, pela ingratidão e pela falta de respeito e consideração com que me tratou ao longo da vida.
ResponderEliminarDesde que enviuvou, eu tornei-me uma filha mais próxima e preocupada com ela, mas foram esforços inuteis da minha parte porque ela não valoriza nada, nada mesmo.
A iniciativa de contacto era sempre minha, nos telefonemas diários que lhe fiz sempre, no apoio e ajuda que lhe dei sempre, na minha disponbilidade para lhe resolver assuntos diversos, transportes para cá e para lá... e para quê? para nada!! Não me dá valor nenhum e ainda era capaz de me apontar defeitos se eu desse uma opinião contrária à dela. Ela foi sempre sempre uma mulher dissimulada e manipuladora e eu como filha nunca consegui admitir para mim prórpia porque julgaa que a minha era o modelo da boa mãe que se sacrifica pelos filhos. Tudo ideias erradas, ela colocou sempre os interesses dela à frente dos nossos mas com muito tacto, armava-se em vítima e conseuiu enganar muita gente com falinhas mansas... até que um dia tudo tem um fim. Chega!!
Olá Regina. Eu compreendo perfeitamente a sua afirmação sobre a incapacidade de mudança das mães tóxicas, aliás eu acho que com o decorrer do tempo, a vontade que sentem ee nos condenar e criticar por um lado e de nos desprezar por outro, vai aumentando. Eu estou definitivamente de costas viradas para a minha mãe, pela ingratidão e pela falta de respeito e consideração com que me tratou ao longo da vida.
ResponderEliminarDesde que enviuvou, eu tornei-me uma filha mais próxima e preocupada com ela, mas foram esforços inuteis da minha parte porque ela não valoriza nada, nada mesmo.
A iniciativa de contacto era sempre minha, nos telefonemas diários que lhe fiz sempre, no apoio e ajuda que lhe dei sempre, na minha disponbilidade para lhe resolver assuntos diversos, transportes para cá e para lá... e para quê? para nada!! Não me dá valor nenhum e ainda era capaz de me apontar defeitos se eu desse uma opinião contrária à dela. Ela foi sempre sempre uma mulher dissimulada e manipuladora e eu como filha nunca consegui admitir para mim prórpia porque julgaa que a minha era o modelo da boa mãe que se sacrifica pelos filhos. Tudo ideias erradas, ela colocou sempre os interesses dela à frente dos nossos mas com muito tacto, armava-se em vítima e conseguiu enganar muita gente com falinhas mansas... até que um dia tudo tem um fim. Chega!!
Minha vida com minha mãe é muito parecida com a sua. Eu também sempre fui uma filha dedicada, e ainda sou. Mas aprendi, infelizmente um pouco tarde pois estou com 63 anos, que minha mãe é doente, nunca vai tomar consciência e muito mesmo se arrepender, dos males que me causou e causa ainda. Hoje, graças ao blog da Pandora, e outros que descobri através deste, sei que preciso manter uma distancia física dela, que me garanta alguma paz e até mesmo segurança. Então vou me mudar em breve por que não há mesmo nenhuma maneira de conviver com ela a não ser à distancia. É muito triste mas é uma solução. Pior seria se não houvesse nenhuma.
ResponderEliminarBjks
Meu Deus, chorei lendo , vc é vencedora! Eu logo faço 37 anos, e ñ consigo me livrar do q a minha faz comigo, estou num casamento q ñ me deixa feliz, e peço ajuda a ela todos os dias, preciso da aprovação dela pra largar e ser feliz mas ela dá de ombros, mora sozinha e ñ curte minhas filhas, ñ quer ter dor de cabeça com nada ... preciso me desvencilhar dela caso contrário ñ serei feliz.
ResponderEliminarAcho que entendi, ela prefere pensar que sou uma filha horrível pois assim fica fácil me maltratar.
ResponderEliminarAcho que é isso
Tem dias que são mais difíceis. E hoje é um destes dias. Estou tão cansada de tudo isso... Até pouco tempo atrás, alguns meses apenas, eu achava que minha mãe era difícil, achava que ela tinha umas atitudes estranhas, que não agia como uma mãe comum, mas que me amava, apesar das pequenas, e às vezes nem tão pequenas assim, maldades do dia a dia. Eu pensava que era amada, no final das contas. Mas não sou. Realmente não é o amor que está por trás das artimanhas dela. É o rancor. Uma raiva eterna de mim, uma coisa profunda, intangível e negra! Eu, que sempre fui tão boazinha, tão fácil de lidar, tão fácil de manipular e maltratar... Tão incapaz de me defender, treinada que sempre fui, para tolerar o intolerável. Eu não sabia... Mas não pense que estou deprimida, longe disto! Estou forte. Estou me libertando e cortando esses laços doentios que me prendiam a ela. Agora ela tenta pateticamente me atingir mas não consegue mais. Só arranha um pouco mas não machuca mais. Estou fora do seu alcance e isto é irreversível! Mas tem dias que são difíceis e você bem o sabe. É passageiro, já cheguei tão longe... Logo vai passar. Obrigada, Pandora, pelo espaço que você nos dá para nossos desabafos. Em dias como o de hoje isso é mesmo de grande ajuda. Obrigada
ResponderEliminarOlá Regina. Obrigada pelo seu testemunho. Desejo que continue a ter essa coragem para se manter segura e forte. Aceite que haverão sempre esses dias mais sombrios e tristes, fazem parte da nossa história. E sim, poder falar nesses dias é uma ajuda enorme para nos sentirmos mais leves e aliviadas. Este espaço está aberto à partilha. Quando quiser, quando precisar. Abraço!
ResponderEliminarSomos cinco irmãos. todos unanimes sobre a chantagem que nossa mae faz conosco. ela mora com nossa irma que tem problemas mentais, e é capaz de prejudicar uma incapaz para jogar com a gente. se faz de vitima o tempo todo. não pede nada. exige. acha q mae é a coisa mais fina do mundo. narcisista ao extremo. ela é a mais bonita, a mais esperta, a mais sofredora. a vizinhança nos odeia. ela ja tem oitenta anos e quer forçar que um de nos volte para casa. não voltaremos. ela sabota todas as pessoas que contratamos para cuidar dela pois quer que o circo pegue fogo e a conversa que rola na vizinhança é que abandonamos uma senhora de oitenta anos com uma filha especial. parece horrivel mas só a gente sabe o que passa quando vai visita-la. ela n se conforma com a vida que leva. quer que nos sacrifiquemos e fica doente quando sabe de algum sucesso nosso. e somatiza de verdade as raivas que sentem. se num feriado viajamos é certo que ela vai ficar mortalmente doente para nos fazer aparecer e fincar pé lá. desde pequenos não temos o afeto dela. mas somos unidos. ela diz coisas horriveis e por mais que a ajudemos se n fizermos como quer, na hora que quer, não valemos nada. vivemos com culpa, com medo da policia, dos vizinhos ou dela morrer sozinha uma noite dessas. mas nenhum de nós vai voltar para casa. sai de lá aos 34 anos (sou a caçula) por medo de enlouquecer. me tratava como um bb desde que eu fosse de casa pro trabalho e vice versa. se saia e me divertia era um inferno. passava mal, ficava doente e eu era "a culpada". tenho esperado sua morte com culpa e ansiedade. sentimento horrivel.
ResponderEliminarEstou me vendo nesta historia, muito triste isso e o pior é que não sabemos o motivo pelo qual elas nos trata dessa forma, a minha " mãe" eu que resolvo as coisas pra ela, tenho um irmão que é nocivo também não faz nada pra ela e só procura quando precisa, ela ajuda mas gosta de humilhar passar as coisas na cara, nunca me liga pra saber como estou, mas liga para descarregar maldades e frustrações achando que eu tenho obrigação com tudo e sempre tenho que estar a disposição, nunca foi carinhosa, sempre foi distante e hostil e lendo os relatos vejo que mesmo sem entender, não sou sozinha, pois também não sou nem nunca fui um monstro...Mas só quem passa sabe o quanto e difícil viver com pessoas assim.
ResponderEliminarDo fundo do coração muito obrigada por este texto. Parecia que estava a ler a minha própria história. Já não me sinto o monstro que a minha mãe sempre me fez sentir graças a si, e hoje, após ler este texto ganhei coragem para dizer "Chega! Acabou!".
ResponderEliminarPassei por coisa semelhante... meus pais se separaram quando tinha 1 ano, logo minha mãe se casou e teve mais uma filha, o casamento acabou rapidamente e assim vivemos nos 3 por longo período. Era incrível como as obrigações eram divididas entre eu e minha irmã e minha mãe funcionava como uma espécie de capataz... que se dava ao direito de nos agredir fisicamente quando a cozinha não estava bem limpa ou quando não havíamos limpado a casa de todas as bagunças que ela deixava. Com o tempo a vergonha dela me chingar, me afastava dos amigos, vergonha de me bater na frente da turma do prédio, somente pq fui chamar um amiguinho para brincar conosco, gritar insultos quando eu estava ao telefone, etc... muitas vezes me peguei sentada na escada do prédio... com medo de voltar para casa, a ouvindo gritar ao telefone me chamando de puta, vagabunda, porca, imunda, etc...ela não aceitava sua idade, se vestia como eu, que tinha 20 anos e ela 40... dava bola para meus amigos do prédio, embora casada tinha um amante sabido por todos, e não exitava em se esfregar em meu namorado... ao qual eu tentava manter o mais longe dela possível... foram muitas idas e vindas... sendo que todas as vezes os gestos partiram de mim e nunca dela de aproximação. Minha irmã saiu de casa com 18 anos e nunca mais voltou... não tem o menor interesse em se reaproximar e não a considera mãe, pois até fome ela nos deixa-va passar... alegando não fazer supermercado porque nos deixávamos as coisas estragarem.. se comíamos ela alegava que acabávamos com tudo e usava frequentemente uma frase que me arrepia até hoje: -Desde que filho tive nunca mais barriga enchi... a última vez que rompi o contato, estava a ajudando financeiramente, já havia dado um carro a ela, comprado um fogão e emprestado muito dinheiro a ela e marido... porém estava namorando uma pessoa que amava muito, que era muito importante para mim, e lá estava ela dando em cima dele na minha cara... ela pediu o celular dele, eu pedi a ela para centrar em mim qualquer necessidade, ela insistiu, eu disse não é pedi a ela discretamente para parar.... quando íamos visitá-la lá estava uma mulher envelhecida vestida sem sutiã e pintada como meretriz, caras e bocas,
ResponderEliminarE quando a tua mãe é assim e é idosa e doente (depressão e parkinso), mas tu nos teus 27 anos, filha única e sem pai? O que fazes? A vontade de desligar dela de vez é enorme porém o não conseguir abandonar alguém dependente fisicamente é um peso enorme também... Ainda por cima não se quer ajudar a ela mesma (até parece masoquista só para que esta seja uma forma de me prender a ela)... Estar sempre a ser controlada e a ouvir queixumes e reclamações constantes é exaustivo. Não ter o mínimo de privacidade ou liberdade... O que se faz nesta situação?
ResponderEliminarMeu Deus, seu bem o que é isso tudo....a fulana que me pôs ao mundo foi a minha maior inimiga, aguentei até o meu pai morrer, ele que também era um coitado nas matérias dela, mas que nunca teve coragem de me defender.... sofri, fui a ovelha negra muitos anos enquanto o filho dela, com todos os defeitos, era sempre perfeito. Acabou, o meu pai morreu e ela morreu junto, o meu irmão também, pois nunca houve um irmão decente, sempre aproveitava tudo o que ela lhe dava sem se preocupar comigo. Sinto um alívio por me ver livre daquelas energias negativas....mas não minto, espero que um dia ainda se veja mal e me tenha fé pedir perdão ....
ResponderEliminarOlá, Pandora. Minha mãe é completamente louca. É uma manipuladora exímia e jamais alguém percebeu o quanto é doente. Eu mesma demorei demais a perceber. Hoje, sozinha, sem um único amigo ou amiga, sem marido ou filhos, percebo horrorizada que ela afastou a todos de mim, incluindo meu irmão, meu pai e até mesmo meus avós adorados. Ela usava o que estivesse à mão para conseguir isto, a exemplo do meu noivo, que ela foi capaz de se jogar em cima, na minha frente e depois me convenceu que ele é estava interessado nela. Eu sei o que ví e mesmo assim deixei pra lá. Ela apressou a morte do meu avô querido para herdar a pensão dele. Também nesta ocasião eu percebi o que estava fazendo mas não fui capaz de enfrentá-la. E, na verdade, eu não tive coragem de admitir que ela era um monstro. Eu a amava demais...Por ela, tentando agrada'-la, como sempre, me deixei levar para o interior, para uma cidade que eu detestava e lá vivemos por 6 anos. E foi lá que eu comecei finalmente a admitir que ela era um monstro comigo. Consegui que voltássemos para o Rio de Janeiro, minha cidade. Mas o preço foi alto. Já fazem 7 anos que voltamos e eu agora vivo só por que, através de uma difamação diária, ora posando de vítima de uma filha exploradora, e indiferente, ora me ridicularizando, ela conseguiu que TODOS os meus amigos se voltassem contra mim. Assim que conseguir vender meu apartamento, vou me mudar e finalmente me afastar desta pessoa que não reconheço mais. Olho pra ela e não encontro mais a mãe que eu adorava. Felizmente e infelizmente agora só vejo a criatura cruel, doente, egoísta e mesquinha, que tanto mal me causou na vida. E entendo horrorizada que não significo para ela mais do que uma serviçal, de quem ela só quer arrancar serviços e favores que lhe facilitem o dia a dia. Não tem, nem nunca teve nenhum interesse na minha vida. Só sirvo pra lhe servir. E mesmo assim, cometeu a covardia suprema de, pelas minhas costas, levar a própria filha à execração pública. Não há única pessoa com que eu possa conversar e contar sobre ela. Então seu blog me salvou deste desterro emocional. Muito obrigada, de verdade. Assim que conseguir me mudar para um novo endereço, escrevo para contar e para mostrar para as outras que o importante é procurar uma saída. E sempre ter muita força. Regina
ResponderEliminarOlá Pandora,
ResponderEliminarEu sei que, mais de 3 anos depois de teres escrito este post, vou deixar mais um comentário como tantos outros... E caindo na repetição: Achei que estava sozinha. Como muitos comentários e partilhas aqui, calei-me porque achei que estava mal, porque a sociedade me dizia que EU é que estava mal.
Obrigada por não teres medo de partilhar a tua experiência!
Beijinho,
Patrícia
Excelente artigo. Me ajudou muito.
ResponderEliminarEu tenho uma mãe tóxica ...fui descobrir na terapia .. e hj com o seu texto ... estou no carro na garagem lendo e ela está me mandando msg perguntando aonde estou .... e eu só quero ficar só .
ResponderEliminarCoragem
ResponderEliminarInfelizmente é o que acontece. Começa por nós, que nos sentimos as piores pessoas do mundo porque nem a própria mãe gosta de nós, ou nos respeita, ou nos aceita. Continua na sociedade, porque "mãe é mãe".
ResponderEliminarDepois de tudo, mesmo depois de muita gente na família ter percebido quem a minha mãe é, mesmo depois de terem estado de relações cortadas com ela, há quase um ano atrás, num reencontro num funeral, foi a mim que disseram para "esquecer, porque é mãe".
E eu, finalmente, senti-me com força para responder: pois, e enquanto mãe tem de respeitar se também quer respeito.
Não insistiram.
Obrigada eu. Espero que estejas melhor. Que faças as pazes contigo, porque é por aí que tem de começar. Deixar de ter esse sentimento de culpa. Um beijinho.
ResponderEliminarÉ tãi isto:
ResponderEliminarTenho 37 anos e um pânico terrível da maternidade. Tudo tem servido de desculpa para adiar, mas o tempo começa a chegar ao seu prazo limite e dou por mim a pensar se arrisco ou não arrisco. Mas é uma decisão tão difícil, porque é a vida de um ser que estará nas minhas mãos. E não sei se serei capaz de não reproduzir aquilo que foi comigo...
Cleide, você tocou num ponto fundamental. Elas não assumem seus atos. É isso mesmo, você pode mostrar as besteiras que ela faz, de forma clara e incontestável, que mesmo assim ela vai dizer que não aconteceu nada disso. Realmente é frustrante demais, tentar chamar uma dessas pessoas, à razão. É simplesmente impossível. Existe muito cinismo nessas pessoas
ResponderEliminarEu também fui difamada, também me tornei motivo de deboche e humilhação perante os amigos (ex amigos) e também cheguei à conclusão que a única maneira de conviver com ela, é à distância. Então coloquei meu ap, que é no mesmo edifício do dela, à venda e assim que vender, vou me embora. A distancia física é fundamental! Por que por mais que eu tenha conseguido me distanciar emocionalmente, ela sempre dá um jeito de me atingir. Só a distancia vai me libertar de verdade.
Força a todas e não tenham medo de lutar para ter o melhor nas suas vidas por que nós merecemos o melhor. Acreditar nisto, é o mais importante!!!!
Aguente firme. Você não pode perder o que nunca teve. Sim, tenha a consciência de que nunca teve uma mãe, no sentido real da palavra. Teve sim, uma algoz. Sei o quanto é difícil. Eu também rompi relações com a minha, há muito tempo atrás, mas cometi o erro imenso de voltar pra perto dela, depois de alguns anos de afastamento. Só serviu para ela me causar um enorme sofrimento. Hoje, estou lutando novamente para me afastar, outra vez. É muito difícil um filho aceitar que não é amado pela mãe. Mas é uma realidade que PRECISA ser aceita. Tenha força, vai valer a pena
ResponderEliminarEu sei o que passou...
ResponderEliminarEu também passei.
Fiz tudo.
Preferi me afastar para sempre.
Não vou nem no sepultamento.
ResponderEliminarOlá, recomendam algum grupo no qual possamos nos juntar e apoiar? obrigada
Joana
ResponderEliminarIncrível ! Completarei 53 anos no próximo mês e só agora lendo este artigo descobri que não sou um monstro por não conseguir amar minha minha. Na verdade tenho profundo desprezo e sempre me senti um lixo por ter este sentimento. Infelizmente deixei minha vida passar e só agora ao final consegui chegar a conclusão que preciso me afastar definitivamente dela e por consequência de todos os meus seis irmãos que estão contaminados por ela e jamais conseguirão entender minhas razões. Mas agora sabendo que não sou a única a passar por isso e que sendo assim não estou louca é hora de tomar as rédeas e colocar um ponto final nessa tortura. Infelizmente após três tentativas de suicídio, várias décadas de depressão as marcas não serão apagadas, mas se não posso apagar as cicatrizes pelo menos posso impedir que continue a cutucar, sangrar minha ferida. Boa sorte a todos.
Istela (Estrela Opaca)
É bom depois de uma discussão a tentar por limites á minha mãe e tenho 55 anos e um passado complicado, me revi nessa sua história, chegar aqui e ler este texto, dá vontade de conversar.
ResponderEliminarTenho duas irmãs tóxicas que fazem panelinha, uma já me ofendeu muito mesmo e depois falou como se não fosse nada. A outra quer ser o centro das atenções.
Durante uns anos não existi agora eu disse basta, minha mãe ainda pensa e está cada vez pior, pensa que pode dizer-me o que eu hei-de dizer e fazer e como me comportar, que vergonha. tento afastar-me de longe. Volta e meia lá vem a culpa e lhe ligo é assim que vou vivendo mas está ficando cada vez pior porque se acha ainda Sra. de me ensinar que canseira.
Veja o meu post somos quatro irmãs e um irmão, só me dou com uma e está longe. As dua tóxicas rodam á volta da minha mãe, eu desligo-me de vez em quando, tem que ser, força.
ResponderEliminarEstou com 53 e ela 83. Tive uma briga feia com um irmão de 56 q ela defende. Pelas dificuldades financeiras,moramos juntos . Minha vida toda cuidei dela devido a sequela de um acidente de carro e minha vida toda ela me culpa dia fracassos dela de uma maneira tão sutil que nem parece que faz isso.
ResponderEliminarNessa briga com irmão ( que ela sempre provocou jogando um contra o outro),
ele me mandou embora de casa e eu disse que ia sim.
No outro dia ouvi ela diZer: "coitada, deixa ela ficar, não tem pra onde ir".
Sei que fui falar com ela que estava procurando casa e ela fez um escândalo nojento que me dá ódio só de lembrar. Parecia que eu estava esfaqueando ela e arrancando as vísceras.
Chamei-a de doente mental, de infeliz, disse que ela viveu a vida dela e a minha e fodeu com as duas. Falei que ela precisa de uma empregado pra limpar a casa para ela e seu amado filho e de uma enfermeira pra cuidar dela .
Fez um griteiro doente, me xingou de tudo e pediu compaixão num tom tão falso que me deu vontade de socar a cara dela.
Mandei ela procurar os outros filhos que a abandonaram e que este irmão podia ficar com a casa, com ela com todas as despesas.
Ela não acredita mas eu ainda não sai pq não achei casa e não tenho emprego fixo, Mas o simples fato de "procurar a casa" já está me ajudando.
Ela tá idosa, tá bem perto da morte, Mas se eu continuar aqui, vou antes dela.
Não me preocupo mais com médico. Vou junto e não abro a boca. Não faço mais comida , lavo minha roupa separado e mal limpo a casa. Se meu irmão é o Deus que ela acha que é, que ele faça milagre e mantenha as coisas em ordem.
Se eu ainda tiver 10 anos de vida, quero viver bem.
Longe dela falando todos os dias sobre o passado que ela ACHA que foi feliz.
Não adianta conversar não.
Elas são vermes. São podres. Infelizes e fracassadas e nos pegam pra capucho pra se sentirem realizadas e poderosas.
Sobre o amor de mãe que sempre quis e nunca tive, vou colocar como um "aborrecimento do cotidiano" porque eu já cresci .
E me fiz sozinha com o demônio infeliz me puxAndo pra baixo dizendo que não sirvo pra nada.
Que todas consiga se livrar delas.
Gente assim não é mãe.
Exatamente o que eu passo com a minha mãe sem tirar uma vírgula!
ResponderEliminarOlá.
ResponderEliminarTenho 24 anos. À data, ainda vivo com a minha mãe.
Quando li este artigo, o post no blog e os comentários, o sangue gelou-me nas veias.
Está lá tudo. Tudo o que senti, durante toda a minha vida, e ainda sinto, todos os comportamentos da minha mãe, explicados. No fundo, já sabia...
Narcisismo. A preocupação excessiva com a imagem exterior, as aparências, a reputação. A falta de empatia. Manipulação. A Obsessão pelo controlo. A crítica constante e as humilhações (e agressões, físicas e verbais) a que tenho sempre vindo a ser sujeita (mesmo à frente de convidados em casa!). As mentiras e histórias distorcidas contadas a meu respeito aos membros da minha família (a minha imagem queimada), joguinhos, chantagem emocional, falta de apoio nas minhas necessidades...Tudo o que eu digo/faço é escarnecido, diminuído; todas as decisões que tomo são contestadas e a minha mãe tem sempre palavras mesquinhas sobre elas. A falta de livre arbítrio, de espaço, de respeito! Em casa sinto-me constantemente desrespeitada, diminuída, tensa e infeliz. Por vezes penso que a minha mãe não consegue ser feliz nem deixa ninguém ser, que a minha mãe se alimenta desta toxicidade.
A minha mãe é uma pessoa "esclarecida", influente, uma "mulher-modelo", com muitas ligações e extremamente respeitada. Melhor, na sua profissão empatia para com o próximo é um requisito e desempenha o seu papel (sim, papel. é disso que se trata) na perfeição.
Nunca ninguém acreditará em mim se contar a verdade; apenas os meus amigos mais próximos que se lembram de alguns episódios na adolescência. O meu irmão? "O filho de ouro" que nunca saiu da esfera da sua influência, tem uma maneira de agir e pensar muito parecida. Sempre a minha mãe nos dividiu e instigou brigas entre nós.
Fui uma adolescente tímida, inibida, insegura e extremamente vulnerável. A minha vida casa era um inferno.
Várias vezes discussões que se iniciaram por coisas pequenas, estúpidas resultaram em violencia e agressões. Comecei a universidade aos 18 anos (claro que o curso foi escolhido pela minha mãe. sempre com ameaças que "não queria inúteis desempregadas em casa") e desde aí que tenho vindo a afirmar-me enquanto pessoa. A minha mãe reprimiu todas as minhas tentativas de me tornar mais independente (exemplo das vezes que iniciei pequenos trabalhos esporádicos/part times fui sempre desencorajada; os meus pais vivem razoavelmente bem e puderam custear-me os estudos, mas sempre me cobraram isso) e as coisas foram piorando. Uma vez, durante a licenciatura, na véspera de um exame, por causa de uma discussão que se iniciou por uma coisa estúpida, pôs-me literalmente na rua sem ter para onde ir, e fez-se de vítima como sempre. É uma pessoa que acredita nas próprias mentiras.
Hoje, com um mestrado acabado, prestes a começar o meu primeiro emprego sério na minha área de formação, tem-me pressionado cada vez mais, aliás, forçado, para sair de casa.
Tudo o que quero é ser independente financeiramente e afastar-me, mas num país em que os jovens são mal pagos ao ponto de não conseguir suportar as elevadíssimas rendas, como é suposto conseguir isso?
Estou a experienciar uma angústia gigante...
Obrigada pelo texto. Ajudou
Desejo, do fundo do coração, que consigas a tua independência e possas seguir a tua vida não direi livre (fica demasiado marcado para nos sentirmos livres), mas pelo menos com alguma paz e tranquilidade. Quando escrevi este texto foi libertador. Anos, muitos anos silenciados numa culpa e vergonha que sentia e não devia ser minha. Jamais podia imaginar que este desabafo chegaria a tantas pessoas, infelizmente por se identificarem. E ao mesmo tempo é um conforto saber que não estamos sós, que há quem tenha vivido e sentido o mesmo, que há quem perceba esta dor, angústia, sofrimento.
ResponderEliminarCoragem. ❤
Tal e qual. Damos a mão e cortam os nossos braços.
ResponderEliminarOlá, Pandora. Acho que você não se lembra de mim, sou a Regina. A ultima vez que escrevi aqui, já faz bastante tempo, eu disse que só voltaria a escrever depois que me conseguisse me mudar. Minha mãe, através da difamação diária, como colheradas de ódio que ela ministrava à pessoas com as quais eu era forçada a conviver, transformou a própria filha num saco de pancadas. Levou a filha que tanto a amou, à execração publica, de tal forma que eu não tive mesmo outra alternativa a não ser sair do lugar onde vivíamos. E hoje, dia do aniversario dela, eu a vi sendo acarinhada, homenageada, mimada, cuidada e festejada, por todas aquelas pessoas que ela não permitiu que fossem minhas amigas e ainda as transformou em cruéis inimigos. Moro em outro lugar, longe de todas as hostilidades, mas estou completamente só. E me doeu ver isso. Cheguei a triste conclusão que eu jamais vou ser feliz. Não há como ser feliz quando se carrega um fardo tão pesado. Agente muda de endereço mas a magoa vai junto. Estou muito triste hoje
ResponderEliminarOlá Regina! "A gente muda de endereço mas a mágoa vai junto" - verdade. A mágoa faz parte de nós, moldou-nos, muito do que somos é por causa dessa mágoa. A tua força está em aprenderes a viver além dessa mágoa. Haverão dias em que se sente uma solidão enorme. E haverão dias que a leveza de estares longe de quem te destruía é a tua oportunidade de te reconstruires, de seres quem queres ser sem medo das condenações e represálias. É a tua oportunidade de te permitires conhecer outras pessoas e permitires que entrem na tua vida. Hoje estás triste. Amanhã agradeces estares longe de quem te castrava e poderes ser quem tu queres ser, sem medo. Coragem. Beijinhos
ResponderEliminarMinha mãe sempre foi extremamente tóxica, eu por amor perdoava, pensei que nunca deixaria de amar minha mãe e hoje tudo oque eu quero é distância. Me mudei de país e por mim se pudesse nem meu número de telefone ela teria! Ela não assume seus erros, diz que era uma adolescente difícil mas as atitudes dela foram extremas ao ponto de me chegar a tentar suicidio na adolescência. Ela é extremamente narcisista, uma época na qual cortei contato com ela e conversava apenas com meu pai, ela me enviou uma mensagem fingindo ser meu pai falando que meu pai me odiava, que não me consideravam filha deles, isso não tem menos de um ano ! Eu tento ao máximo ficar longe da minha família , minha mãe já não me afeta mais, eu também não dou liberdade .
ResponderEliminarEu levei 62 anos para descobrir que tenho uma mãe tóxica. E foi a pandemia e a novela A vida da gente que abriu minha mente. E olha que quando era mais nova assisti esta novela e não fui capaz de perceber isto. Lendo os relatos pude ver neles toda a minha vida, e realmente não é fácil sair dessa ainda mais quando tanto tempo passou.
ResponderEliminarEu tenho feito psicoterapia em um lugar chamado CEPPERT (Centro de Estudos e Psicoterapia para Relações Tóxicas). É muito interessante a proposta deles, são terapeutas especialistas em filhas de mães narcisistas. Super indico: http://www.ceppert.com.br. ❤️
ResponderEliminarLi este artigo com um misto de alegria e tristeza. Alegria por saber que não estou só e tristeza porque esta história parece ter sido escrita por mim. Cada palavra e cada emoção implicita fez-me reviver a minha infância, adolescência e juventude.
ResponderEliminarObrigada do fundo do coração por partilhar
Olá, muito corajoso, elucidativa e triste sua história. Bem, nos últimos anos venho escrevendo sobre o tema, há relatos e transcrevi citações de profissionais como terapeutas, psiquiatras e psicólogos (até número de registro tem lá). O objetivo é informar, afinal quanto mais leitores ficarem cientes tanto melhor, segue o link do meu blog: https://cronicasmofadas.blogspot.com/
ResponderEliminarAhh . . posso partilhar também seus escritos? Abraços, fica com Deus. Carlos.
Olá Pandora!
ResponderEliminarHoje, assim como vivo há muito tempo, meu dia foi horrível... Não sei nem descrever como estou me sentindo, mas sei que é pior que lixo!
O sonho da minha vida é me libertar e ir viver bem longe com meus filhos e recomeçar minha vida, antes era ela enxergar todo o mal que me fez, mas sei que jamais ela irá admitir, porque ela se acha acima do bem e do mal... Sou uma pessoa extremamente nervosa com um semblante triste, ela vive doente e sou eu quem cuido e se um dia ela morrer não vou nem no velório. .. Tem muito mais coisas para falar, mas estou muito mal...
Vendo seu relato vejo que não sou a única. Tenho 34 anos, sou filha de uma mãe que teve 4 filhos, cada um com um pai diferente. E eu fui a sorteada para perder o pai com 3 anos de idade. Cresci com o pai do meu irmão mais novo. Recebíamos uma pensão do meu pai, que era minha pois eles não foram casados. Ela comprou uma casa financiada com essa renda comprovada. Eu não vi um real da minha pensão, ela não me dava nada, tudo até material de escola era escasso. O pai do meu irmão já separado dela cuidou de nós. E das vezes que tentei morar com ela, nunca foi bom. Primeiro ela levou um cara para morar na casa que batia nela e tentou abusar de mim 2 vezes, da primeira vez eu tinha 9 anos e ela não acreditou em mim. Na segunda vez ela só acreditou pq outra pessoa viu. A sobrinha dele nos levou para morar no fundo da casa dela e minha mãe alugou a casa. Meses depois ela fugiu com o marido da sombrinha, vendeu a casa e comprou um carro para ele. Me largou lá, na casa da mulher. Minha avó que foi me buscar. Mas logo 20 dias depois que minha mãe apareceu sem
ResponderEliminarNem um real da casa minha vó me entregou para ela. Quase passamos fome. Minha mãe virou alcoólatra, me levava para os bares e me fazia ficar sentadas com os homens no bar para ela beber. Só eu sei o que eu passei. E hj só eu sei como isso me afeta nas relações, amizades e relacionamentos. Eu tento de várias formas apagar tudo isso, mas eu não consigo. Já tentei ficar bem com ela, mas a cada discussão, me vem tudo na mente mais uma vez. Dói demais. Por eu não ter pai, não ter ninguém. Dói demais.
Hoje, mais uma vez de tantas outras depois do meu relato, brigamos, mas dessa vez disse à ela todo o mal que ela me faz e disse o quanto ela é tóxica, ela é claro deboxou de mim e disse que eu quem sou tóxica. .. Juro, é melhor morrer a viver desse jeito, se ela soubesse o mal que me fez e faz...
ResponderEliminarAcordei hoje ao fim de 41 anos, disse o que queria e o que não queria! Sinto-me aborrecida porque perdi o controlo, gritei(é impossível ela ouvir) e falei. Chega. Não aguento mais e hoje foi o dia de dizer basta. Li este post e bate tudo certo (infelizmente).Vamos ver como corre.
ResponderEliminarA autora do testemunho teve sorte: conseguiu fugir. Eu tenho 50 anos, a minha mãe tem 80 e ainda tem mais força física do que eu. Passei por tudo isso desde a infância e ainda continuo a passar. Não consegui independência económica. Não casei. Sempre que tinha uma relação, sim, era "puta". Sim, tudo era feito para me separar da pessoa. Mas, na verdade, eu também sempre tive medo de sair de casa para me meter noutro inferno igual (ou pior), como outros casos que conheço. Tenho receio de me aproximar demais das pessoas. Tenho vergonha de não ter conseguido fugir e de viver assim. Não tenho amigos, em grande parte porque não me posso abrir com eles. Não tenho família porque ela conseguiu alienar a família toda. É claro que a vítima e a desgraçada é sempre ela, coitadinha da velhinha. Poucas pessoas conhecem a verdade do que se passa e as que conhecem também têm medo dela. A maioria (vizinhos, familiares) foge porque pode fugir. Ultimamente tenho-me metido na bebida. É a minha fuga.
ResponderEliminarNão me vou identificar porque tenho vergonha.
Obrigada por este espaço para desabafar.
Olá, ler o seu post deu-me conforto.
ResponderEliminarTenho 46 anos e desde sempre recordo os abusos fisicos e psicologicos que a minha mãe me fazia e vem fazendo. Achava que ela era boa e eu a menina errada, que ela se esforçava por educar.
So que os anos passaram e o controlo, a critica, a agressividade gratuita, a secura nas palavras, a comparaçao com os outros como forma de me denegrir, etc etc etc.... Fez de mim uma mulher emocionalmente inconstante e isso doi-me.
Sempre me considerei forte, no entanto a minha Mãe sempre teve um jeito especial de me minar. Chega a altura do Natal e em vez de o desfrutar eu conto as horas e os minutos ate regressar a minha casa para me sentir em segurança. Pois sinto que tenho de andar constantemente a pisar em cascas de ovos com ela, mantendo-me sempre em estado de alerta para os seus arranques de mau humor e critica.
Não é normal isto e levei anos a perceber que nao era eu quem estava mal.
Agora sinto que chegou o momento de ganhar coragem e dizer : chega !
Sinto que nao vai correr bem e vai atingir a minha familia, com enorme impacto. Pois ela sempre a Tia e irmã querida a Prima atenciosa, etc. Criou toda uma imagem exterior de boa pessoa, mas so eu sei em privado e quanto me destroi.
Obrigada pela partilha e Deus me dê coragem para fazer o que precisa de ser feito.
Estou passando por isto, minha prestes a fazer 87 anos, não pode mais ficar sozinha, mas, torna insuportável a convivência, sempre controladora, não aceita opiniões, quer tudo do jeito dela, em casa não para, na rua se arrasta se vitimando, dias desses, fui tentar ajuda lá a achar o troco no açougue, fez um salseiro, como se eu estivesse atrapalhando, fiquei com a cara no chão, se tento segurar no braço pra atravessar a rua, ela simplesmente puxa com violência e diz não precisar, aí saímos vou na frente ela atrás, fazendo vitimice, as pessoas me olham como se, eu fosse uma megera, chega a mancar, sentar como se estivesse morrendo, se vc chama atenção dela começa a gritar, dizer que não fez, que nunca falou isto, grita chora, fez da vida dos filhos e meu pai um inferno, minha adolescência foi infeliz, até roupas ela regulava, me fazia usar perucas, pq ela queria, casei me jovem, vai na mão de outro controlador narcisista, é pra ir morar comigo, mas já desisti, demorei tanto pra encontrar minha vida, divorciei, fiz faculdade, me conheci como uma mulher forte, inteligente, capaz, coisa que com ela nunca fiz, muitas vezes me vê, e diz que estou gorda, que não gosta das roupas, quer controlar horário de banho, de comer, dormir, acordar, se bebo cerveja, se fumo, é uma coisa que me corrói, demorei tanto pra ter controle sobre minha vida, agora não permitirei que me tirem isto, mesmo sendo minha mãe, pra começar, tentou me abortar, minha irmã também não a aguenta mais, ela reclama de tudo, nunca foi feliz com nada, controlava meu irmão alcoólatra, que se tornou assim, por tantas surras e violência, ele a odiava, meu pai ela controlava em tudo, preciso de ajuda com isto, não a levarei comigo, não posso deixar minha paz, pra uma pessoa que só se importa consigo, que só ela sabe fazer, só ela sabe tudo, perdi muita coisa na adolescência, até proibida de estudar fui, vou procurar terapia, pq ela não irá mudar nunca
ResponderEliminarTambém revi neste artigo o pobre do meu marido com sua progenitora a rebaixá lo sempre, nunca o valoriza, não quer saber dos problemas de saúde dele é mentirosa compulsiva e chama o de estorvo, chulo e cancro. É impressionante tanta maldade concentrada num corpo. Empatia zero. Só os de fora é que são valorizados.
ResponderEliminarEstou descobrindo agora aos 60 anos e ela com 92 morando comigo que nossa relação é toxica. Gostei do seu texto e em muitas situações me identifiquei. Parabens por ter se libertado.
ResponderEliminarEu também sou vítima de uma mãe muito tóxica e tenho condições de sair de casa mas ela não me deixa sair. Já pensei em chamar a polícia pra me ajudar a sair daqui eu preciso sair deste inferno. Por favor me ajudem obrigada
ResponderEliminarTudo que escreveu parece a minha vida. A diferença é que eu não tenho como fugir dessa destruição, porque não há possibilidade de sair de casa. Estou muito doente e tenho uma filha com 10 anos à minha guarda. Essas progenitoras são vistas como mães. O problema está na sociedade e não existe lei que proteja um filho adulto de uma progenitora assim.
ResponderEliminarDuas gerações destruidas