Back to work
Apesar de nas férias não ter acordado tarde, o dia mais tarde que acordei foi precisamente ontem, às 10h30, mas tendo em conta que fiz noitada no sábado e deitei-me perto das 3h da manhã, justifica-se. Dizia eu que apesar de não ter acordado tarde durante as férias, a verdade é que hoje doeu o tocar do despertador. Esta ditadura do acordar àquela hora, ter tempo contado para vestir, tomar o pequeno almoço, tratar dos gatos, arranjar-me (ah, maquilhagem, não sei o que isso é há uma eternidade de duas semanas), sair de casa e felizmente trabalho perto de casa e não tenho de passar por grande trânsito.
Ah chegar ao trabalho, caixa de e-mail cheia, papéis à minha espera, assuntos pendentes, ter outros colegas que agora é a vez das férias deles e enfrentar as tarefas que se redistribuem pelos que ficam ao serviço.
Palpita-me que antes de chegar o fim da semana eu estou a clamar por férias.
Mas, há que agradecer poder dizer que se acabaram as férias e se regressa a algum lado. É que já estive sem esse local de trabalho onde regressar, e não eram férias, era tempo disperso, vazio, dias sem fim, uns de agonia e desespero, outros de alguma ténue esperança que aqueles dias vazios não iam durar para sempre. É bom eu hoje poder dar graças pelo despertador tocar cedo e eu ter de me levantar, fazer as coisas com tempo contado para picar cartão a horas e encontrar muito serviço à minha espera. E as férias ganham novo sabor por isso mesmo. Porque são férias: uma pausa nos dias de trabalho, nas rotinas, na correria do dia-a-dia.
As minhas já foram. As próximas não sei. Em Novembro acaba o contrato e logo se vê o que vem depois. Que venha mais trabalho para eu poder desejar e planear férias.
Agora é hora de retomar os horários, a rotina dos dias. Em breve haverão mudanças nas rotinas diárias, mas até lá, há que engrenar no ram-ram do dia-a-dia com este ânimo renovado, com as baterias (re)carregadas, e aproveitar o que resta desta leveza nos ombros, desta descontração que as férias nos permitem.
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