Mais uma leitura concluída, e que leitura!
Uma colega de trabalho emprestou-me este livro. Demorei dois meses a lê-lo, mas sendo que o dito tem 684 páginas, faz de conta que me mantenho no objetivo de um livro por mês.
Demorei a lê-lo por motivos de falta de tempo, ou tempo limitado. Mas o livro prende, e se prende.
Sei que foi um fenómeno de popularidade o ano passado, mas passou-me ao lado. Já pesquisei sobre ele e li várias opiniões. Se é perfeito? Não. A crítica mais apontada recai nos diálogos infantis e um tanto ou quanto surreais entre as duas personagens que viveram uma história de amor: uma adolescente de 15 anos e um escritor na casa dos 30.
Houve alturas que pensei nisso. Era o que mais me ia irritando no livro eram aqueles diálogos de Nola, a adolescente. Mas, calma e leiam. A sério. Porque a acção vai mudando e quando pensamos que encontramos a solução que tudo explica, descobrimos que estamos enganados.
Transcrevo um excerto de uma crítica que vem publicada na contracapa do livro. Resume tudo muito bem:
Se começar a ler este grande romance, está perdido: terá de continuar até ao fim. Sentir-se-á manipulado, desorientado, assombrado, irritado e apaixonado por uma história com muitas surpresas e pistas falsas. in Le Journal du Dimanche.
E mais não digo! Leiam. Recomendo mesmo a leitura de A verdade sobre o caso Harry Quebert.
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