Primeira aula de ginástica


 A primeira parte, cardio, até fui acompanhando sem grande dificuldade. Abençoadas aulas de dança, que me ajudam nessa parte. Coordenação, sentido rítmico, facilidade em apanhar os passos. Mas no cardio a instrutora fez uns agachamentos do demo que me fizeram ver estrelas ao pensar que as minhas pernas iam rasgar. E ela ali, a ir de rabo em chão em nano segundos, com uma energia que só de ver, me deixava com os bofes na boca. Mas o pior para mim é o tapete. A parte da aula que mete o tapete implica abdominais, que é aquela coisa que eu abomino com todo o meu ser. Mas lá fui fazendo, devagar, devagarinho, lentamente e... parada, ou melhor, completamente estirada. A parte de pernas e glúteos já faço bem. Com algum esforço de quem está pra lá de enferrujada, mas faço sem grandes dificuldades, tremores e a dor é suportável. 


No fim da aula, toda transpirada, pernas bambas e coração a saltar pela boca, a instrutora pergunta-me se sempre me quero inscrever. Lá fui, tremelicando, fazer e pagar a inscrição. Haja masoquismo da minha parte para na próxima semana lá estar. Mas eu chego lá. Oh se chego. Um dia destes vou ser assim no tapete:



Mas agora quero mesmo ver é como é que amanhã me seguro no varão, no workshop de pole dance? Meto-me em cada uma... 


Eu vou conseguir. Eu vou conseguir. Eu vou conseguir. 


 

Comentários

  1. Conseguimos sempre, mesmo com muito sofrimento ;-). É uma questão de hábito. O que não me impede de dizer palavrões até mais não... Abençoada música alta.

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  2. Eu nem palavrões consigo dizer, tal é a falta de fôlego. Concentro-me em ir respirando e vamos com sorte. Mas eu chego lá! 

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