Eu sei que sou pequenina, mas serei invisível?
Tem dias que acredito que sim.
Ontem passei pelo supermercado mais próximo de casa para comprar uma cabeça de nabo. Precisava para a sopa que tinha de fazer. Uma simples cabeça de nabo. Fui para a caixa. À minha frente estavam pessoas com cestos e carros cheios. O fulano que estava mesmo à minha frente a fazer que não me via, e eu a topá-lo olhar para mim pelo canto do olho. Não me ofereceu a vez dele. Não esperou 30 segundos a mais para que eu pagasse a cabeça de nabo.
O irónico?
Entrego a cabeça de nabo ao rapaz da caixa, pago 0,41€, até tinha moedinhas certas e tudo, e venho embora enquanto o fulano acabava de arrumar as coisas no carrinho. Apeteceu-me dizer-lhe um sarcástico "obrigada", mas ontem eu já me sentia tão na merda, que ter sido invisível na caixa do supermercado com um nabo na mão foi irrisório.
ResponderEliminarEsta frase "que ter sido invisível na caixa do supermercado com um nabo na mão foi irrisório." fez-me rir.
Bom fim de semana
é tão triste quando já estamos na merda e o mundo todo decide dar-nos provas de que sim, estamos mesmo!
ResponderEliminarcomo eu entendo!
Deixa estar que ainda há dois dias, estava eu no banco de trás do carro do meu pai (a minha mãe tinha acabado de sair e eu como a viagem até minha casa era curta não fui para a frente) quando o meu pai tinha andado para aí dois ou três metros uma vizinha começa a fazer-lhe sinais. O meu pai parou para ver o que ela queria e ela pediu-lhe boleia até à farmácia. A mulher entra no carro, começa a contar toda a história clínica ao meu pai e quando lá chegamos vai-se embora. E porque te conto isto? Porque durante toda a viagem a mulher nunca deu conta que eu estava no banco de trás. Estás a ver como não és a única invisível .
ResponderEliminarMas se fosse ele com o nabo na mão
ResponderEliminarE há pessoas muito parvinhas...
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